Aquele óleo de motor trocado na revisão, geralmente tratado como resíduo descartável, pode voltar ao carro meses depois dentro de um lubrificante novinho em folha. Essa é a lógica por trás do Ciclo Fechado que a Lwart Soluções Ambientais leva pela primeira vez ao Festival Interlagos — e o processo já não é só teoria: uma linha comercial da Motul, vendida dentro da rede da Stellantis, já usa esse material reciclado em proporção que chega a 70% da fórmula.
A Lwart Soluções Ambientais, única produtora de óleo básico Grupo II na América Latina, participa pela primeira vez do Festival Interlagos Auto 2026, entre 27 e 30 de agosto, em São Paulo.
Com estande próprio, a empresa leva ao evento sua atuação na cadeia de lubrificantes e apresenta, de forma interativa, como suas soluções podem contribuir para a circularidade do setor. O espaço conta ainda com ativação em formato de autorama e com a presença do comentarista de automobilismo e piloto da Copa Truck Felipe Giaffone.
O conceito de Ciclo Fechado
A participação da Lwart tem como destaque o conceito de Ciclo Fechado, modelo de circularidade em que o lubrificante, após ser utilizado, é coletado e transformado para retornar à cadeia produtiva na forma de óleo básico.
Essa matéria-prima pode, então, ser utilizada novamente na formulação de novos lubrificantes, conectando diferentes etapas da cadeia e reduzindo a necessidade de matérias-primas provenientes do primeiro refino.
Nesse processo, a Lwart tem papel fundamental ao transformar o óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC) em óleo básico Grupo II, matéria-prima de alta pureza e desempenho, adequada para novas aplicações na indústria de lubrificantes.
Um exemplo já em produtos reais
Um exemplo dessa aplicação está na nova linha Motul NGEN Circular Autopeças, desenvolvida pela Motul em parceria com a Circular Autopeças, unidade de economia circular da Stellantis.
Os produtos dessa linha utilizam entre 30% e 70% de óleo básico produzido pela Lwart — faixa expressiva de material reciclado dentro de um lubrificante comercial vendido ao consumidor final.
A iniciativa evidencia como diferentes elos da cadeia podem se conectar para viabilizar soluções circulares no setor automotivo.
Segundo a Lwart, a evolução da economia circular depende de soluções que consigam se integrar à cadeia produtiva sem abrir mão de qualidade, tecnologia e desempenho — espaço em que a empresa afirma atuar diretamente.
A presença no evento
Nos dias 26 e 27 de agosto, dedicados à imprensa e às marcas, executivos da Lwart estarão no evento para conversar sobre a atuação da empresa no setor automotivo, o mercado de óleos básicos e as oportunidades para ampliar a circularidade dos lubrificantes.
A partir do dia 28, quando o Festival passa a receber o público geral, o estande da Lwart também conta com a presença de Felipe Giaffone, que participa de ações com os visitantes e compartilha sua experiência no universo do automobilismo.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O dado mais concreto dessa cobertura é a faixa de 30% a 70% de óleo básico reciclado já presente em produto comercial real — isso tira a circularidade do discurso e coloca no consumidor final algo que ele já pode comprar hoje em uma prateleira.
Transformar OLUC (óleo usado ou contaminado) em óleo básico Grupo II, de alta pureza, é processo tecnicamente exigente: não basta filtrar o óleo velho, é preciso reprocessá-lo até atingir especificação equivalente à do material virgem, sob risco de comprometer desempenho do motor.
A parceria entre Lwart, Motul e a Circular Autopeças da Stellantis mostra um modelo de cadeia que outras montadoras e fabricantes de lubrificantes podem replicar — a circularidade avança mais rápido quando cada elo da cadeia (coleta, reprocessamento, formulação e distribuição) já está estruturado por players diferentes trabalhando em conjunto.
Segue um resumo dos principais pontos dessa participação:
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Empresa | Lwart Soluções Ambientais |
| Produto central | Óleo básico Grupo II a partir de óleo usado (OLUC) |
| Conceito | Ciclo Fechado (economia circular de lubrificantes) |
| Aplicação comercial | Motul NGEN Circular Autopeças (30% a 70% de reciclado) |
| Parceiros da cadeia | Motul e Circular Autopeças (Stellantis) |
| Ativação no evento | Autorama e presença de Felipe Giaffone |
Ver esse tipo de circularidade já aplicada em produto vendido ao consumidor final é sinal de que a economia circular no setor automotivo está saindo da fase de projeto-piloto para a fase de escala comercial real.
Para acompanhar de perto mais iniciativas de economia circular no setor automotivo, siga @tarcisiomecanicaonline.
Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia
A estreia: a Lwart participa pela primeira vez do Festival Interlagos, com estande próprio.
O conceito central: Ciclo Fechado transforma óleo usado em matéria-prima para novos lubrificantes.
O produto real: a linha Motul NGEN Circular Autopeças já usa entre 30% e 70% de óleo básico reciclado.
Os parceiros: Motul e Circular Autopeças, unidade de economia circular da Stellantis.
A presença especial: o piloto Felipe Giaffone participa das ações no estande a partir do dia 28.
Mecânica Online® — Mecânica do jeito que você entende
Óleo básico Grupo II: categoria de óleo lubrificante de alta pureza, usado como base para formular lubrificantes automotivos modernos.
OLUC (óleo lubrificante usado ou contaminado): óleo já utilizado em um motor, que precisa ser descartado ou reprocessado corretamente.
Ciclo Fechado (economia circular): modelo em que um material usado é reprocessado e reintroduzido na mesma cadeia produtiva de origem.
Economia circular: modelo econômico que busca reaproveitar materiais e reduzir descarte, em oposição ao modelo linear de “produzir, usar e descartar”.

