A continuidade do Move Brasil abre uma nova frente para a renovação dos veículos utilizados profissionalmente, enquanto a GAC posiciona o GS4 Hybrid e o elétrico AION Y para esse público. A inclusão dos dois modelos na categoria Black da Uber coloca frente a frente duas tecnologias — híbrida e 100% elétrica — cuja viabilidade depende diretamente da rotina, quilometragem diária e estrutura de recarga disponível para cada motorista.
A GAC acompanha a continuidade do Move Brasil, programa federal voltado à renovação de frota que contempla motoristas de aplicativo, taxistas e outros profissionais que utilizam veículos em suas atividades.
Com a nova legislação, podem ser contemplados automóveis novos flex, híbridos e elétricos de até R$ 200 mil, observadas as regras do programa e as condições de financiamento oferecidas pelas instituições financeiras.
Uma das mudanças envolve diretamente os motoristas de aplicativo. O período mínimo de atividade exigido na mesma plataforma foi reduzido de 12 para seis meses, sendo necessária a comprovação de pelo menos 100 corridas realizadas no período.
Para os veículos destinados a essa atividade, estão previstas condições que podem incluir carência de até seis meses e financiamento em até 84 parcelas, dependendo do enquadramento do profissional e da análise da instituição financeira.
GS4 e AION Y entram na categoria Black
Paralelamente às mudanças no programa, a GAC ampliou o posicionamento de seus produtos entre os profissionais do transporte por aplicativo. O GAC GS4 e o AION Y passaram a integrar a categoria Black da Uber.
A inclusão abre uma possibilidade de utilização profissional para dois veículos eletrificados com propostas mecânicas bastante diferentes.
O GS4 Hybrid utiliza um sistema híbrido pleno, conhecido pela sigla HEV, no qual motor a combustão e sistema elétrico trabalham de maneira integrada. Já o AION Y é totalmente elétrico, eliminando o motor a combustão e utilizando exclusivamente energia armazenada na bateria para movimentar o veículo.
Para o motorista profissional, essa diferença é especialmente importante porque interfere em aspectos como consumo energético, abastecimento ou recarga, autonomia, planejamento da jornada e custo operacional.
“A continuidade do Move Brasil cria novas possibilidades para profissionais que dependem do veículo como ferramenta de trabalho. Ao mesmo tempo, a entrada do GS4 e do AION Y na categoria Black da Uber amplia as alternativas para quem busca um veículo eficiente, com alto nível de tecnologia, segurança e conforto para atuar com mobilidade por aplicativo. São movimentos que aproximam a GAC de diferentes necessidades de uso e reforçam nossa atenção aos avanços do mercado brasileiro”, afirma Eduardo Sato, diretor Comercial da GAC no Brasil.
GS4 Hybrid aposta no conforto e assistência à condução
Para quem permanece várias horas diariamente ao volante, o GAC GS4 Hybrid reúne equipamentos voltados ao conforto e à assistência ao motorista.
Entre eles estão câmera 360°, monitoramento de ponto cego, alerta de abertura de portas, alerta de tráfego cruzado traseiro e alerta de colisão traseira.
Dependendo da versão, o SUV também oferece controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de congestionamento e assistente de permanência em faixa.
São recursos particularmente interessantes no uso profissional porque a rotina de um motorista de aplicativo envolve grande quantidade de manobras, mudanças de faixa, paradas e operações de embarque e desembarque.
Outro equipamento relevante para jornadas prolongadas são os bancos dianteiros ventilados, especialmente diante das elevadas temperaturas encontradas em várias cidades brasileiras.
Apple CarPlay sem fio e conexões USB dianteiras e traseiras complementam o conjunto.
AION Y aposta em espaço e operação elétrica
No GAC AION Y, um dos principais argumentos para o transporte de passageiros está no aproveitamento interno.
O elétrico possui 2,75 metros de distância entre-eixos, configuração flexível dos bancos, saídas de ar-condicionado traseiras, tomadas USB nas duas fileiras, tomada de 12 V, climatização automática e filtro PM2.5.
Na assistência ao motorista, estão disponíveis câmera 360°, frenagem autônoma de emergência, ACC, assistente de congestionamento e assistente de permanência em faixa.
O modelo oferece ainda Apple CarPlay e Android Auto, além do I-Pedal e do sistema de regeneração de energia durante as desacelerações e frenagens.
Segundo os dados divulgados, o AION Y possui 318 km de autonomia pelo padrão do Inmetro. Como ocorre com qualquer veículo elétrico, a distância efetivamente percorrida por carga pode variar de acordo com trânsito, temperatura, velocidade, uso do ar-condicionado, topografia, carga transportada e estilo de condução.
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Para o motorista de aplicativo, a escolha entre um híbrido como o GS4 Hybrid e um elétrico como o AION Y exige uma análise diferente daquela normalmente realizada por um consumidor que utiliza o automóvel apenas para deslocamentos particulares.
Quando o carro se transforma em ferramenta de trabalho, cada hora parado e cada real gasto por quilômetro passam a interferir diretamente na rentabilidade.
O híbrido pleno tem a vantagem operacional de manter a lógica tradicional de abastecimento. O sistema elétrico auxilia o conjunto principalmente nas condições em que motores a combustão costumam apresentar menor eficiência, como no trânsito urbano com sucessivas acelerações e desacelerações.
No elétrico, a situação muda. O custo energético por quilômetro pode ser bastante competitivo, principalmente quando existe recarga residencial ou em pontos com tarifas favoráveis, mas o motorista precisa colocar o tempo e a infraestrutura de recarga dentro da equação.
É justamente por isso que os 318 km homologados pelo Inmetro para o AION Y não devem ser analisados isoladamente. Um profissional que percorre distâncias inferiores a isso diariamente e consegue carregar o automóvel durante a noite terá uma realidade completamente diferente daquela de quem trabalha longas jornadas e depende exclusivamente de carregadores públicos.
Também merece atenção o financiamento em até 84 parcelas. Uma prestação menor não significa necessariamente menor custo. Para quem trabalha com o veículo, a análise deve considerar valor financiado, juros, seguro, energia ou combustível, manutenção, pneus, depreciação e valor de revenda.
A chegada de híbridos e elétricos às categorias superiores dos aplicativos mostra, portanto, uma transformação interessante: a eletrificação começa a ser avaliada não apenas pela tecnologia, mas por algo muito mais objetivo para o motorista profissional — quanto custa efetivamente cada quilômetro trabalhado.
Para acompanhar lançamentos, avaliações, tecnologia e análises do setor automotivo, siga @tarcisiomecanicaonline.
Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia
- 6 meses – Novo período mínimo informado de atividade do motorista na mesma plataforma para enquadramento nas condições apresentadas do Move Brasil.
- 100 corridas – Quantidade mínima que precisa ser comprovada durante esse período.
- R$ 200 mil – Limite de valor informado para veículos novos flex, híbridos ou elétricos contemplados pelo programa.
- 84 parcelas – Prazo máximo de financiamento previsto nas condições apresentadas, sujeito às regras e à análise da instituição financeira.
- 318 km – Autonomia homologada pelo Inmetro para o GAC AION Y.
- Categoria Black – GS4 e AION Y passam a ampliar as opções da GAC para profissionais que atuam nessa modalidade da Uber.
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- HEV – Sigla para Hybrid Electric Vehicle. É o híbrido em que motor a combustão e motor elétrico trabalham de forma integrada, sem necessidade de o motorista conectar o automóvel a uma tomada para recarregar a bateria de tração.
- Regeneração de energia – Durante desacelerações e frenagens, o motor elétrico pode funcionar como gerador, transformando parte da energia do movimento em eletricidade armazenada novamente na bateria.
- I-Pedal – Recurso que intensifica a desaceleração regenerativa quando o motorista alivia o acelerador, permitindo controlar boa parte das variações de velocidade com menor utilização do pedal de freio em determinadas situações.
- ACC – Controle de cruzeiro adaptativo que utiliza sensores para ajustar automaticamente a velocidade e ajudar a manter distância em relação ao veículo à frente.
- Autonomia homologada – É a distância determinada segundo um procedimento padronizado de testes. Na utilização cotidiana, a autonomia de um elétrico pode aumentar ou diminuir conforme as condições de operação.
- Custo por quilômetro – Para um veículo profissional, representa uma das métricas mais importantes. Deve considerar não apenas combustível ou eletricidade, mas também manutenção, pneus, seguro, financiamento e depreciação.

