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Chery apresenta Mobo, robô humanoide doméstico com inteligência artificial

Desenvolvido pela AiMOGA Robotics, robô de companhia utiliza reconhecimento visual, interação por voz e memória de longo prazo; pré-vendas começam em 21 de outubro.

A AiMOGA Robotics, empresa de robótica integrada ao ecossistema da Chery, apresentará mundialmente o Mobo em 21 de outubro de 2026, durante o Chery International User Summit, em Wuhu, na China. Desenvolvido para o ambiente doméstico, o robô humanoide de companhia combina inteligência artificial, reconhecimento visual, comandos de voz e memória de longo prazo para interagir com pessoas e auxiliar em atividades cotidianas. A apresentação marcará também a abertura das pré-vendas globais do modelo. A iniciativa amplia a atuação da Chery para além da indústria automotiva, aproveitando conhecimentos de percepção inteligente, controle de movimento e sistemas eletrônicos aplicados aos veículos.

Chery leva inteligência artificial dos automóveis para dentro de casa

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A Chery prepara uma nova etapa de sua estratégia tecnológica com a apresentação do Mobo, primeiro robô humanoide de companhia da AiMOGA Robotics desenvolvido para consumidores e ambientes familiares.

A estreia mundial está marcada para 21 de outubro de 2026, em Wuhu, na província de Anhui, durante o 2026 Chery International User Summit.

Na mesma data, a empresa abrirá as pré-vendas globais do equipamento, iniciando uma nova fase de sua estratégia comercial.

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O lançamento representa a ampliação das atividades da AiMOGA, que já desenvolve soluções robóticas para ambientes comerciais, industriais e de serviços.

Com o Mobo, a companhia pretende aproximar essas tecnologias das necessidades domésticas, oferecendo novas possibilidades de interação entre pessoas e máquinas.

A proposta envolve o conceito de inteligência incorporada, conhecido internacionalmente como embodied intelligence.

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Diferentemente de sistemas de inteligência artificial que operam apenas em computadores ou smartphones, essa abordagem integra processamento de informações, sensores e componentes físicos capazes de interagir com o ambiente.

Mobo utiliza voz, visão computacional e memória de longo prazo

O Mobo foi desenvolvido para proporcionar interações mais naturais com os integrantes de uma família, utilizando recursos de inteligência artificial.

Entre os recursos anunciados estão interação por voz, reconhecimento visual de objetos, lembretes de compromissos e memória de longo prazo.

A interação por voz permite que os usuários conversem com o robô e apresentem solicitações utilizando linguagem natural.

Já o reconhecimento visual possibilita identificar objetos e interpretar informações do ambiente por meio de sistemas de percepção.

Essa combinação permite que o equipamento relacione uma solicitação verbal a elementos presentes ao seu redor.

Por exemplo, o robô poderá utilizar informações visuais para contextualizar uma conversa sobre determinado objeto.

Outro recurso importante é a memória de longo prazo, desenvolvida para proporcionar continuidade às interações.

Segundo a AiMOGA, o sistema foi desenvolvido para recuperar informações de interações anteriores, permitindo retomar assuntos e acompanhar atividades programadas.

Essa capacidade busca tornar as conversas mais contínuas e contextualizadas, aproximando a experiência de interação das necessidades do cotidiano.

A empresa também destaca a possibilidade de utilização do Mobo por pessoas de diferentes gerações, com funções voltadas à companhia e à assistência cotidiana.

Entretanto, ainda não foram detalhados os limites de armazenamento das informações, os mecanismos de proteção de dados pessoais e as possibilidades de configuração da memória pelos usuários.

MoAgent integra percepção, interpretação e execução de tarefas

O principal componente de inteligência artificial apresentado pela AiMOGA é o MoAgent, sistema desenvolvido internamente pela companhia.

A tecnologia reúne três funções essenciais para o comportamento do robô: percepção, interação e execução.

A percepção envolve a identificação de informações provenientes do ambiente, utilizando os recursos disponíveis no equipamento.

A interação permite interpretar solicitações e estabelecer comunicação com os usuários.

Já a execução corresponde à organização das respostas e ao planejamento das ações que o sistema pode realizar.

O MoAgent procura integrar essas etapas para que o robô não dependa exclusivamente de comandos isolados.

A proposta é permitir que o equipamento interprete o contexto de uma solicitação e utilize informações anteriores para orientar suas respostas.

Com a memória de longo prazo, o sistema também poderá recuperar referências de conversas anteriores.

Essa integração é importante porque um robô doméstico precisa lidar com situações mais variadas do que aquelas encontradas em ambientes industriais estruturados.

Em uma fábrica, muitos movimentos são programados para tarefas repetitivas e condições controladas.

Dentro de uma residência, objetos podem mudar de posição, pessoas circulam pelos ambientes e as solicitações apresentam maior diversidade.

Por isso, a capacidade de reconhecer situações e interpretar informações é fundamental para ampliar a utilidade prática desses equipamentos.

Experiência automotiva da Chery contribui para o desenvolvimento

A evolução da AiMOGA está relacionada à estrutura de pesquisa e desenvolvimento da Chery, que fornece conhecimentos tecnológicos aplicáveis à robótica.

Segundo a empresa, foram estabelecidos 31 laboratórios próprios de pesquisa e desenvolvimento, dedicados a áreas como percepção inteligente e controle de movimento.

A experiência acumulada no setor automotivo oferece conhecimentos que podem ser aproveitados no desenvolvimento de sistemas robóticos.

Veículos modernos utilizam sensores, câmeras, unidades eletrônicas de controle e sistemas de processamento para interpretar informações do ambiente.

Nos automóveis equipados com tecnologias avançadas de assistência à condução, esses componentes trabalham de maneira integrada para identificar situações de trânsito e auxiliar o motorista.

Na robótica, parte desse conhecimento pode ser aplicada à percepção de objetos, interpretação do ambiente e planejamento de movimentos.

A integração também envolve tecnologias utilizadas em cockpits inteligentes, como reconhecimento de voz, interfaces digitais e processamento de comandos.

Esses recursos podem contribuir para desenvolver formas mais naturais de comunicação entre pessoas e robôs.

Entretanto, a transferência de conhecimentos não significa que os sistemas automotivos possam ser utilizados diretamente em um humanoide sem adaptações.

A robótica doméstica apresenta desafios específicos relacionados a equilíbrio, movimentação, manipulação de objetos e interação segura com pessoas.

Produção em escala aproveita experiência industrial da Chery

Outro aspecto destacado pela AiMOGA é o aproveitamento da estrutura industrial do grupo, especialmente em processos de fabricação e controle de qualidade.

A experiência da Chery em manufatura, cadeia de suprimentos e controle de qualidade pode contribuir para o desenvolvimento e a produção de equipamentos robóticos.

A fabricação de um humanoide envolve a integração de componentes mecânicos, sensores, motores elétricos, sistemas de controle e unidades de processamento.

A confiabilidade desses componentes é especialmente importante em equipamentos destinados ao uso cotidiano.

Além do desenvolvimento tecnológico, a produção em escala exige padronização de processos, controle de qualidade e disponibilidade de peças.

Esses são campos nos quais a indústria automotiva acumula experiência, especialmente em operações de produção seriada.

A AiMOGA pretende utilizar essa base para avançar além das demonstrações tecnológicas e ampliar a aplicação prática de seus produtos.

O comunicado, entretanto, não informa a capacidade de produção prevista para o Mobo nem os mercados que receberão as primeiras unidades.

AiMOGA já desenvolve robôs para serviços e mobilidade urbana

Antes de apresentar o Mobo ao consumidor doméstico, a AiMOGA avançou no desenvolvimento de soluções voltadas a diferentes ambientes profissionais.

Entre as aplicações citadas pela companhia estão recepção comercial, gestão inteligente do trânsito e orientação em ambientes médicos.

Essas atividades envolvem diferentes níveis de percepção, comunicação e interação com pessoas, conforme as características de cada ambiente.

Em ambientes comerciais, por exemplo, robôs podem ser utilizados para fornecer informações e orientar visitantes.

Em instalações médicas, soluções robóticas podem auxiliar na orientação de usuários dentro dos espaços.

Já em aplicações relacionadas à mobilidade urbana, sistemas inteligentes podem contribuir para interpretar informações e apoiar determinadas operações.

A entrada no segmento doméstico representa uma mudança importante no perfil de utilização dessas tecnologias.

Enquanto as aplicações profissionais normalmente envolvem ambientes e funções previamente definidos, a rotina familiar apresenta maior diversidade de situações.

O desafio passa a ser desenvolver um equipamento capaz de interagir com diferentes pessoas e interpretar solicitações variadas.

Mobo terá pré-vendas globais a partir de 21 de outubro

A abertura das pré-vendas globais do Mobo acontecerá durante o Chery International User Summit 2026.

O evento será realizado em Wuhu, na China, cidade que concentra atividades importantes do ecossistema industrial e tecnológico da Chery.

O Mobo já havia sido apresentado anteriormente na World Robot Conference e na World Manufacturing Convention.

A apresentação de 21 de outubro marcará sua estreia mundial como produto voltado ao consumidor, acompanhada da abertura comercial das pré-vendas.

A AiMOGA ainda não divulgou informações fundamentais para avaliar o equipamento como produto doméstico.

Entre elas estão preço, autonomia energética, capacidade da bateria, peso, altura, velocidade de deslocamento e funções físicas efetivamente disponíveis.

Também não foram informados os prazos de entrega, as condições de garantia ou a disponibilidade comercial no Brasil.

Portanto, a abertura das pré-vendas globais não deve ser interpretada como confirmação de comercialização imediata no mercado brasileiro.

OMODA & JAECOO, iCAUR e LEPAS integram estratégia de expansão

A iniciativa da AiMOGA também está relacionada à ampliação do ecossistema internacional da Chery, que reúne diferentes marcas e áreas de tecnologia.

No Brasil, a operação da Chery International reúne marcas como OMODA & JAECOO, iCAUR e LEPAS, além da divisão de robótica e inteligência artificial AiMOGA.

A estratégia busca conectar diferentes áreas de inovação, desde mobilidade automotiva até soluções baseadas em inteligência artificial.

O desenvolvimento do Mobo demonstra como conhecimentos adquiridos em veículos inteligentes podem contribuir para aplicações fora do setor automotivo.

Ao mesmo tempo, a evolução da robótica pode gerar novas experiências em percepção, processamento de informações e interação entre pessoas e sistemas eletrônicos.

Essa relação tende a ampliar a integração entre diferentes áreas da engenharia, criando possibilidades de desenvolvimento tecnológico compartilhado.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A apresentação do Mobo mostra que a transformação tecnológica da indústria automotiva não está limitada à eletrificação dos veículos.

O avanço dos sistemas eletrônicos de percepção, controle e inteligência artificial está criando possibilidades de aplicação em outros setores.

No caso da Chery, a experiência com veículos inteligentes oferece uma base importante para o desenvolvimento de robôs humanoides.

Automóveis e robôs compartilham desafios relacionados à interpretação do ambiente, ao processamento de informações e ao controle de movimentos.

Entretanto, existem diferenças fundamentais entre a dinâmica de um automóvel e a de um robô humanoide.

Um automóvel se desloca predominantemente sobre rodas e possui uma arquitetura de movimentação relativamente definida.

Um robô humanoide precisa lidar com equilíbrio, coordenação de articulações e interação física com objetos e pessoas.

Essas características tornam o controle de movimento mais complexo, especialmente em ambientes não estruturados.

Outro aspecto relevante é a integração entre sensores e inteligência artificial, necessária para interpretar o ambiente e orientar decisões.

Para executar uma tarefa, o robô precisa identificar elementos do ambiente, interpretar o comando recebido e selecionar uma resposta adequada.

A tecnologia MoAgent procura reunir essas funções em uma mesma arquitetura, integrando diferentes etapas do processamento.

A memória de longo prazo acrescenta outra dimensão ao projeto, permitindo a utilização de informações anteriores.

Ela pode permitir que o equipamento utilize informações de interações anteriores para oferecer respostas mais contextualizadas.

Entretanto, a utilização de memória em um ambiente familiar exige atenção à privacidade e à proteção dos dados.

Informações sobre hábitos, horários e conversas podem ser sensíveis, especialmente quando envolvem diferentes integrantes de uma residência.

Por isso, será importante conhecer os mecanismos de segurança e as opções de controle disponibilizadas aos usuários.

Também será necessário avaliar a autonomia energética do equipamento, aspecto essencial para sua utilização prática.

Um robô doméstico precisa administrar o consumo dos motores, sensores e processadores, equilibrando capacidade de funcionamento e necessidade de recarga.

Esse gerenciamento energético apresenta semelhanças com os desafios encontrados nos veículos eletrificados, especialmente na administração da energia armazenada.

A experiência industrial da Chery pode contribuir para desenvolver componentes mais confiáveis e processos de fabricação padronizados.

Mas a viabilidade comercial do Mobo dependerá de fatores que vão além da demonstração tecnológica, incluindo preço, segurança e utilidade prática.

O verdadeiro avanço da robótica doméstica será medido pela capacidade de executar tarefas úteis, de maneira segura, confiável e acessível ao consumidor.

A apresentação de 21 de outubro deverá esclarecer até que ponto o Mobo já consegue transformar os recursos anunciados em funcionalidades práticas para o ambiente familiar.

Para acompanhar Chery, AiMOGA, robótica, inteligência artificial, tecnologia automotiva e inovação, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • 21 de outubro de 2026 – Data da apresentação mundial e abertura das pré-vendas globais do Mobo.
  • Wuhu, China – Cidade que receberá o Chery International User Summit 2026.
  • Mobo – Primeiro robô humanoide de companhia da AiMOGA voltado ao consumidor doméstico.
  • MoAgent – Sistema de inteligência artificial que integra percepção, interação e execução.
  • Memória de longo prazo – Recurso desenvolvido para recuperar informações de interações anteriores.
  • 31 laboratórios – Estrutura de pesquisa e desenvolvimento informada pela AiMOGA.
  • OMODA & JAECOO, iCAUR e LEPAS – Marcas que integram a estratégia de expansão da Chery International no Brasil.

Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende

  • Inteligência incorporada – Integração de inteligência artificial com sensores e componentes físicos para permitir que máquinas interpretem informações e interajam com o ambiente.
  • Visão computacional – Tecnologia que utiliza câmeras e processamento digital para identificar objetos, padrões e características do ambiente.
  • Controle de movimento – Conjunto de sistemas eletrônicos e mecânicos responsáveis por coordenar a atuação dos motores e articulações de um robô.
  • Memória de longo prazo – Recurso computacional que permite armazenar e recuperar informações para utilização em interações posteriores.
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