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CAOA Chery supera 400 mil veículos emplacados no Brasil e amplia investimentos

Marca alcança marco histórico no mercado brasileiro, acumula mais de 66 mil emplacamentos em 2026 e reforça produção nacional com investimentos em Anápolis.

A CAOA Chery ultrapassou a marca de 400 mil veículos emplacados no Brasil desde o início de sua trajetória no País, em 2009. O resultado representa um marco para a fabricante, que passou por uma transformação industrial e comercial após a aliança entre a CAOA e a chinesa Chery, em 2017. Somente entre janeiro e setembro de 2026, a marca registrou mais de 66 mil emplacamentos e segue ampliando sua presença no mercado nacional. A estratégia inclui investimentos recentes de R$ 3 bilhões no complexo industrial de Anápolis (GO), dentro de um planejamento de R$ 8 bilhões, além da expansão do portfólio de SUVs, motores flex e tecnologias híbridas e elétricas.

CAOA Chery alcança 400 mil veículos emplacados no Brasil

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A CAOA Chery atingiu a marca histórica de mais de 400 mil veículos emplacados no mercado brasileiro, considerando toda a trajetória da Chery no País desde 2009.

O resultado representa a consolidação de uma operação que passou por diferentes etapas, desde a importação de automóveis compactos até o desenvolvimento de uma estrutura industrial nacional dedicada principalmente à produção de SUVs.

A evolução da fabricante também acompanha mudanças importantes no comportamento do consumidor brasileiro, como o crescimento da preferência por utilitários esportivos, transmissões automáticas e tecnologias de eletrificação.

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Atualmente, a marca concentra sua estratégia em veículos com maior conteúdo tecnológico, diferentes propostas de motorização e posicionamento em segmentos de maior valor agregado.

O desempenho comercial reforça a importância da aliança entre a experiência industrial e comercial da CAOA e a capacidade de desenvolvimento tecnológico da Chery.

História da Chery no Brasil começou em 2009

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A trajetória brasileira da Chery começou a ser construída em 2009, quando a fabricante chinesa iniciou sua presença no mercado nacional com uma gama diversificada de veículos.

Entre os primeiros modelos comercializados estavam os compactos QQ, Face e S-18, que buscavam conquistar consumidores interessados em automóveis urbanos e acessíveis.

A linha também incluía os hatches e sedãs Cielo e Celer, além de utilitários leves e do SUV Tiggo.

Naquele período, a presença das fabricantes chinesas no Brasil ainda estava em desenvolvimento, e a Chery enfrentava o desafio de conquistar reconhecimento, ampliar a rede de atendimento e construir confiança junto aos consumidores.

O Tiggo teve papel importante nessa primeira fase, ao introduzir a marca em um segmento que posteriormente se tornaria fundamental para sua estratégia comercial.

A chegada de diferentes modelos permitiu à fabricante conhecer melhor as características do mercado brasileiro, incluindo preferências de consumo, condições de utilização e exigências de manutenção.

Aliança entre CAOA e Chery em 2017 mudou a estratégia da marca

O principal ponto de transformação ocorreu em novembro de 2017, com a assinatura do acordo de cooperação industrial e tecnológica entre a CAOA e a Chery.

A parceria deu origem à CAOA Chery, combinando a estrutura de fabricação, distribuição e serviços da empresa brasileira com o desenvolvimento de produtos e tecnologias da fabricante chinesa.

O acordo representou uma mudança significativa no posicionamento da marca, que passou a priorizar uma operação com maior integração industrial e comercial no Brasil.

Em 2018, primeiro ano completo da nova gestão, o lançamento do Tiggo 2 e, posteriormente, do Arrizo 5 marcaram uma nova etapa da produção nacional sob a identidade CAOA Chery.

A estratégia também envolveu melhorias de acabamento, equipamentos e posicionamento comercial, buscando ampliar a competitividade dos veículos diante das marcas tradicionais.

A partir dessa transformação, a empresa passou a concentrar esforços no segmento de SUVs, acompanhando uma das principais tendências do mercado automotivo brasileiro.

Fábrica de Anápolis se tornou centro da produção nacional

A consolidação industrial da CAOA Chery ganhou força com a expansão das atividades no complexo fabril de Anápolis, em Goiás.

A unidade passou a desempenhar papel fundamental na produção dos SUVs Tiggo 5X e Tiggo 7, modelos que contribuíram para ampliar a presença da fabricante no mercado brasileiro.

Posteriormente, a linha ganhou o Tiggo 8, SUV com capacidade para até sete ocupantes, ampliando a oferta para consumidores que procuram mais espaço interno e versatilidade.

No segmento de sedãs, o Arrizo 6 também integrou a estratégia de diversificação do portfólio nacional.

A concentração da produção em Anápolis permitiu à empresa desenvolver uma estrutura voltada à fabricação de diferentes modelos, com processos industriais que acompanham a evolução tecnológica dos veículos.

Além da montagem, a operação envolve logística, controle de qualidade, integração de fornecedores e capacitação de profissionais, atividades fundamentais para a competitividade industrial.

A expansão da fábrica também acompanha o aumento da demanda por veículos com maior conteúdo eletrônico e diferentes sistemas de propulsão.

CAOA anuncia R$ 3 bilhões em investimentos dentro de plano de R$ 8 bilhões

Para sustentar o crescimento da operação, a CAOA anunciou R$ 3 bilhões em investimentos recentes no complexo industrial de Anápolis, dentro de um planejamento estratégico de R$ 8 bilhões.

Os recursos são destinados à ampliação da capacidade produtiva, automação industrial, geração de empregos e localização de fornecedores e tecnologias.

A ampliação da capacidade de fabricação é importante para acompanhar o crescimento das vendas e permitir a introdução de novos produtos.

Já a automação industrial contribui para melhorar a repetibilidade dos processos, a precisão das operações e o controle de qualidade.

A localização de fornecedores representa outro aspecto relevante, pois pode reduzir a dependência de componentes importados e ampliar a integração da cadeia produtiva nacional.

Entretanto, os resultados dessa estratégia dependem do desenvolvimento efetivo de fornecedores, dos volumes de produção e da viabilidade econômica de fabricar determinados componentes no Brasil.

O comunicado não apresenta um cronograma detalhado de execução de todos os recursos previstos no plano de R$ 8 bilhões.

CAOA Chery ampliou eletrificação a partir de 2022

A evolução tecnológica da marca ganhou uma nova etapa em 2022, quando a CAOA Chery apresentou uma gama de veículos eletrificados no mercado brasileiro.

Entre os modelos estavam os Tiggo 5X Hybrid e Tiggo 7 Hybrid, equipados com tecnologia híbrida leve de 48 volts.

Essa arquitetura utiliza um sistema elétrico auxiliar que trabalha em conjunto com o motor a combustão, contribuindo para determinadas funções de assistência e gerenciamento energético.

É importante destacar que um híbrido leve de 48 volts não possui necessariamente a capacidade de movimentar o veículo utilizando apenas energia elétrica.

A estratégia também incluiu o Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid, equipado com sistema híbrido recarregável externamente.

Diferentemente dos híbridos leves, os híbridos plug-in (PHEV) utilizam uma bateria de maior capacidade e permitem deslocamentos em modo elétrico, conforme as condições de utilização e a autonomia disponível.

A marca também introduziu o iCar, automóvel urbano totalmente elétrico que ampliou sua presença no segmento de veículos sem motor a combustão.

Essa diversificação permitiu à CAOA Chery oferecer diferentes níveis de eletrificação, atendendo consumidores com necessidades distintas de autonomia, infraestrutura de recarga e utilização.

Tiggo 7 PHEV e Tiggo 8 PHEV reforçam estratégia híbrida

A evolução do portfólio continuou com a chegada de versões híbridas plug-in dos SUVs Tiggo 7 PHEV e Tiggo 8 PHEV.

Esses modelos ampliaram a presença da tecnologia híbrida recarregável na linha, combinando motor a combustão e propulsão elétrica.

A principal característica desse sistema está na possibilidade de utilizar energia armazenada na bateria para determinados deslocamentos, reduzindo a necessidade de funcionamento do motor térmico nessas condições.

Quando a bateria apresenta menor disponibilidade de energia, o veículo continua operando por meio da integração entre os sistemas de propulsão.

A eficiência energética depende de fatores como frequência de recarga, distância percorrida, condições de trânsito e estilo de condução.

Por isso, os benefícios de consumo de um híbrido plug-in podem variar significativamente conforme a rotina do proprietário.

A introdução dessas versões demonstra a estratégia da CAOA Chery de ampliar sua participação em segmentos com maior conteúdo tecnológico.

Tiggo 9 amplia portfólio com versões a combustão e híbrida plug-in

O lançamento mais recente destacado pela empresa é o Tiggo 9, apresentado como o novo SUV topo de linha da CAOA Chery no Brasil.

O modelo amplia o posicionamento da fabricante em um segmento de maior sofisticação, com foco em conforto, tecnologia embarcada e espaço interno.

A linha contempla alternativas de motorização a combustão e híbrida plug-in, permitindo atender diferentes perfis de utilização.

A chegada do Tiggo 9 também representa uma ampliação da atuação da marca em categorias de maior valor agregado.

Esse movimento acompanha a evolução do mercado brasileiro de SUVs, no qual os consumidores encontram uma variedade crescente de propostas mecânicas e tecnológicas.

Com o novo modelo, a CAOA Chery busca fortalecer sua presença não apenas em volume de vendas, mas também em posicionamento de produto e percepção de qualidade.

Mais de 66 mil veículos emplacados até setembro de 2026

O crescimento da operação aparece nos resultados comerciais mais recentes.

Segundo a CAOA Chery, a marca registrou mais de 66 mil veículos emplacados entre janeiro e setembro de 2026.

O desempenho aproxima a fabricante da possibilidade de superar o volume total comercializado durante 2025.

A empresa também afirma que sua operação brasileira é a maior e mais importante da Chery fora da China.

O comunicado, entretanto, não apresenta os números das demais operações internacionais utilizados nessa comparação.

O marco de 400 mil veículos emplacados considera a trajetória da marca no Brasil desde 2009, incluindo o período anterior à formação da CAOA Chery.

Para Roberto Pedrosa, Diretor Comercial da CAOA, o resultado confirma a estratégia construída a partir da parceria entre as duas empresas.

O executivo destaca os investimentos na fábrica de Anápolis, o fortalecimento do portfólio e a geração de empregos como elementos importantes para o desenvolvimento da operação brasileira.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A trajetória da CAOA Chery no Brasil demonstra como a integração entre capacidade industrial, conhecimento de mercado e desenvolvimento tecnológico pode transformar o posicionamento de uma fabricante.

A marca começou sua presença nacional com modelos compactos e uma proposta comercial bastante diferente daquela que apresenta atualmente.

A mudança mais significativa ocorreu com a aliança entre CAOA e Chery em 2017, que ampliou a integração entre produção, distribuição e atendimento ao consumidor.

O crescimento dos SUVs Tiggo também acompanhou uma transformação importante do mercado brasileiro, com a migração de consumidores de hatches e sedãs para utilitários esportivos.

Entretanto, o avanço da marca não depende apenas do desenvolvimento de novos modelos.

A consolidação de uma operação industrial exige controle de qualidade, capacidade produtiva, integração de fornecedores e estrutura de pós-venda.

Nesse contexto, os investimentos anunciados para Anápolis podem contribuir para ampliar a competitividade da fabricante.

A automação industrial permite executar determinadas operações com maior precisão e repetibilidade, características importantes em processos de soldagem, montagem e controle dimensional.

A localização de componentes também merece atenção, especialmente diante das transformações provocadas pela eletrificação.

Veículos híbridos e elétricos incorporam motores elétricos, baterias, inversores, conversores de energia e sistemas eletrônicos de gerenciamento, ampliando a complexidade dos processos industriais.

No caso dos híbridos leves de 48 volts, a eletrificação atua como suporte ao conjunto mecânico, sem transformar necessariamente o veículo em um automóvel capaz de circular exclusivamente por propulsão elétrica.

Já os híbridos plug-in apresentam uma arquitetura mais complexa, com maior capacidade de armazenamento de energia e possibilidade de recarga externa.

Essa diferença tecnológica também influencia os procedimentos de manutenção, diagnóstico e segurança.

Veículos com sistemas de alta tensão exigem profissionais capacitados, ferramentas adequadas e protocolos específicos de intervenção.

Portanto, o crescimento da eletrificação precisa ser acompanhado pela evolução da rede de assistência técnica.

Outro ponto importante é o desenvolvimento da cadeia nacional de fornecedores.

A ampliação da produção brasileira pode contribuir para reduzir determinados custos logísticos, mas a competitividade depende de escala, produtividade, qualidade e capacidade tecnológica.

O anúncio de R$ 3 bilhões em investimentos recentes, dentro de um planejamento de R$ 8 bilhões, mostra a dimensão da estratégia industrial.

Entretanto, será importante acompanhar a execução desses recursos e seus efeitos sobre capacidade produtiva, geração de empregos e nacionalização de componentes.

O resultado de mais de 400 mil veículos emplacados também demonstra que a marca conseguiu construir uma base significativa de consumidores no País.

Essa expansão aumenta a responsabilidade sobre a disponibilidade de peças, o atendimento de garantia e a manutenção dos veículos ao longo de sua vida útil.

O principal desafio da CAOA Chery agora é transformar o crescimento comercial e industrial em uma operação cada vez mais competitiva, com qualidade consistente, evolução tecnológica e suporte ao consumidor.

A trajetória da fabricante mostra que a presença de uma marca no mercado automotivo não se consolida apenas com lançamentos, mas com a capacidade de oferecer produtos, produção nacional e serviços de maneira integrada.

Para acompanhar CAOA Chery, SUVs, indústria automotiva, eletrificação, tecnologia e produção nacional, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • 400 mil veículos – Marco de emplacamentos da Chery e CAOA Chery no Brasil desde 2009.
  • 2009 – Início da trajetória da Chery no mercado brasileiro, com modelos como QQ, Face, Cielo e Tiggo.
  • 2017 – Assinatura da aliança industrial e tecnológica entre CAOA e Chery.
  • 2018 – Início da nova fase de produção nacional com modelos como Tiggo 2 e Arrizo 5.
  • R$ 3 bilhões – Investimentos recentes anunciados para Anápolis, dentro de um planejamento de R$ 8 bilhões.
  • 2022 – Introdução da gama eletrificada da CAOA Chery, com híbridos leves, híbridos plug-in e elétricos.
  • 66 mil veículos – Volume superior a esse patamar emplacado pela marca entre janeiro e setembro de 2026.

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  • Emplacamento – Registro oficial de um veículo para circulação, utilizado como indicador de comercialização no mercado automotivo.
  • Híbrido leve de 48 volts – Sistema que utiliza componentes elétricos auxiliares para apoiar o motor a combustão e determinadas funções de gerenciamento energético.
  • Híbrido plug-in (PHEV) – Veículo que combina motor a combustão e propulsão elétrica, com bateria que pode ser recarregada por uma fonte externa.
  • Automação industrial – Utilização de máquinas, robôs e sistemas de controle para executar operações de fabricação com precisão, repetibilidade e produtividade.
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