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Smart #2 estreia com 410 km de autonomia e carroceria de apenas 2,75 metros

Sucessor elétrico do Fortwo combina bateria de 35,8 kWh, recarga rápida em 20 minutos, tração traseira e soluções inteligentes de aproveitamento do espaço.

Um carro elétrico de apenas dois lugares, com aproximadamente 2,75 metros de comprimento, bateria de 35,8 kWh e autonomia anunciada de até 410 quilômetros no ciclo chinês CLTC. Esse é o Smart #2, modelo que recupera a proposta urbana do histórico Fortwo e terá uma nova etapa de lançamento comercial na China em 5 de novembro de 2026. Desenvolvido sobre uma plataforma específica para elétricos compactos, o veículo utiliza motor traseiro de 60 kW, aproximadamente 82 cv, e oferece recarga de 10% a 80% em cerca de 20 minutos. O projeto reúne soluções para facilitar manobras, ampliar a utilização do espaço e incorporar tecnologias de assistência à condução em um automóvel de dimensões reduzidas.

Smart #2 recupera a proposta original do Fortwo

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Apresentado mundialmente no Salão do Automóvel de Paris, em outubro de 2026, o Smart #2 representa o retorno da fabricante ao segmento de automóveis urbanos de dois lugares.

O desenho foi desenvolvido pela equipe global de design da Mercedes-Benz, enquanto a plataforma elétrica ECA (Electric Compact Architecture) foi criada especificamente para veículos ultracompactos.

Com comprimento de aproximadamente 2,75 metros, largura de 1,67 metro e altura de 1,56 metro, o modelo mantém uma das características do Fortwo: as quatro rodas posicionadas próximas às extremidades da carroceria.

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A distância entre eixos é de 1,875 metro, solução que favorece o aproveitamento do habitáculo em um veículo de pequenas dimensões.

Motor elétrico traseiro entrega 60 kW

O Smart #2 utiliza um conjunto de propulsão elétrica integrado, com potência máxima de 60 kW, equivalente a aproximadamente 82 cv, e torque de 130 Nm informado para a configuração europeia.

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A tração é traseira, preservando outra característica tradicional do Fortwo.

O sistema elétrico reúne diferentes componentes em uma unidade compacta, buscando reduzir o espaço ocupado pelo conjunto de propulsão e melhorar a integração mecânica.

A plataforma também utiliza suspensão traseira independente de cinco braços, solução voltada ao controle dos movimentos das rodas e ao equilíbrio entre conforto e estabilidade.

Bateria LFP de 35,8 kWh e recarga rápida

A bateria utiliza tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), com capacidade de 35,8 kWh e células fornecidas pela CATL.

Para o mercado chinês, a autonomia anunciada chega a 410 quilômetros pelo ciclo CLTC, metodologia de homologação que apresenta resultados diferentes dos utilizados na Europa e no Brasil.

Na configuração europeia, a própria fabricante informa autonomia combinada projetada de até 290 quilômetros pelo padrão WLTP. Portanto, os 410 quilômetros chineses não devem ser interpretados como alcance equivalente em condições brasileiras.

Em carregador rápido de corrente contínua, com potência de até 65 kW, o sistema permite passar de 10% a 80% de carga em aproximadamente 20 minutos, nas condições especificadas.

O modelo também aceita recarga em corrente alternada de até 11 kW e oferece a função V2L, que permite alimentar determinados equipamentos elétricos externos utilizando a energia da bateria.

Porta-malas bipartido amplia a praticidade

O interior utiliza uma configuração de dois lugares com painel envolvente em formato de S, projetado para aproveitar melhor o espaço disponível.

Segundo as informações divulgadas, o habitáculo apresenta índice de aproveitamento de espaço de 78%, com piso 25 mm mais baixo em relação ao Fortwo anterior e altura livre para a cabeça próxima de um metro.

Um dos recursos mais interessantes é a tampa traseira dividida em duas partes.

A seção superior de vidro pode ser aberta independentemente, facilitando o acesso em vagas apertadas. Já a parte inferior é rebatível e pode funcionar como plataforma de apoio, suportando até 120 kg, conforme os limites estabelecidos pelo fabricante.

Agilidade urbana e sistemas de segurança

O Smart #2 foi desenvolvido para facilitar deslocamentos e manobras em espaços reduzidos.

O modelo apresenta raio de giro anunciado de aproximadamente 3,35 metros, enquanto a fabricante informa círculo de giro de cerca de 6,95 metros na especificação europeia, conforme o critério de medição.

Os pneus possuem medidas diferentes entre os eixos, sendo mais largos na traseira, configuração associada às características de tração e estabilidade do veículo.

Na segurança, o pacote anunciado inclui até sete airbags e 16 tecnologias de segurança ativa e passiva, conforme a versão e o mercado.

Entre os recursos estão controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego, alerta de saída de faixa e assistente de permanência em faixa.

Esses equipamentos auxiliam o motorista, mas não transformam o veículo em um automóvel de condução autônoma.

Lançamento na China acontece em novembro

O Smart #2 teve sua apresentação mundial em 12 de outubro de 2026, durante o Salão de Paris, e terá lançamento comercial de uma nova versão na China em 5 de novembro.

A linha contempla a edição especial Couture Edition, além de outras configurações destinadas ao mercado chinês.

O modelo também está previsto para comercialização na Europa e em mercados internacionais selecionados.

Ainda não há confirmação de lançamento, preço ou homologação de autonomia para o Brasil.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O Smart #2 recupera uma proposta de engenharia que continua relevante: reduzir as dimensões externas sem comprometer a funcionalidade essencial de um automóvel urbano.

A arquitetura elétrica específica permite posicionar a bateria sob o piso e concentrar o conjunto de propulsão na traseira. Essa organização favorece o espaço interno, mas exige atenção ao dimensionamento estrutural, à proteção da bateria e ao comportamento dinâmico.

A utilização de bateria LFP de 35,8 kWh também está alinhada à proposta urbana. Em um automóvel compacto, o desafio não é necessariamente instalar a maior bateria possível, mas equilibrar autonomia, massa, custo e eficiência energética.

Outro destaque é a suspensão traseira independente de cinco braços, uma solução relativamente sofisticada para esse porte. Seu benefício potencial está no controle da geometria das rodas, contribuindo para estabilidade e conforto, embora o resultado dependa da calibração completa do chassi.

A diferença entre os 410 km do ciclo CLTC e os 290 km projetados pelo WLTP demonstra por que a metodologia de homologação precisa acompanhar qualquer informação sobre autonomia elétrica. O alcance efetivo também varia com velocidade, temperatura, relevo e utilização do ar-condicionado.

O Smart #2 mostra que o avanço da mobilidade elétrica não depende exclusivamente de SUVs maiores ou baterias de grande capacidade. Veículos pequenos, eficientes e fáceis de manobrar podem oferecer vantagens concretas nos deslocamentos urbanos, desde que apresentem preço competitivo e níveis adequados de segurança.

Para acompanhar carros elétricos, mobilidade urbana, baterias, engenharia e novas tecnologias automotivas, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • 2,75 metros – Comprimento aproximado do Smart #2.
  • 60 kW – Potência máxima do motor elétrico, equivalente a cerca de 82 cv.
  • 35,8 kWh – Capacidade da bateria de tecnologia LFP.
  • 410 km CLTC – Autonomia máxima anunciada para o mercado chinês.
  • 290 km WLTP – Autonomia combinada projetada pela fabricante para a Europa.
  • 20 minutos – Tempo anunciado para recarga de 10% a 80% em corrente contínua.
  • 5 de novembro – Data prevista para o próximo lançamento comercial do modelo na China.

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  • Bateria LFP – Bateria de íons de lítio que utiliza fosfato de ferro-lítio na composição do material do cátodo.
  • Ciclo CLTC – Procedimento chinês utilizado para medir consumo energético e autonomia de veículos.
  • Ciclo WLTP – Metodologia internacional de ensaio usada na Europa para estabelecer indicadores padronizados de consumo e autonomia.
  • V2L (Vehicle-to-Load) – Tecnologia que permite utilizar a energia da bateria do veículo para alimentar equipamentos elétricos externos compatíveis.
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