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Cuidados para fazer uma viagem segura

Os cuidados que você deve tomar, para fazer uma viagem sem sobressaltos no início do ano

As estatísticas da Polícia Rodoviária Federal mostram que grande parte dos acidentes ocorridos nas estradas federais ocorreram por defeitos nos veículos.

Nesta época, em que as férias se iniciam, o risco de acidentes, em função do grande movimento nas estradas, é muito grande, principalmente se o veículo não estiver em boas condições.

Por isso, antes de sair em férias com a família e viajar para aquele merecido repouso, faça uma checagem completa no carro, vistoriando os principais itens de segurança, como pneus, freios, amortecedores, luzes, limpador do pára-brisas etc.

Não se esqueça, uma boa viagem começa com todos usando o cinto de segurança e com atenção especial para as crianças.

Lugar de criança é no banco de trás – Mas esta não é a única recomendação que deve ser seguida. Crianças devem ser transportadas em cadeiras de segurança, de acordo com o seu tamanho e até 36 kg.

Testes comprovam que a criança usando cadeira de segurança tem até 71% de chance de sobreviver em um acidente de carro.

“A maioria das mortes e lesões que ocorrem com as crianças no carro pode ser prevenida, usando-se cadeiras e cinto de segurança corretamente”, explica o Dr. Miguel Doherty, professor de cirurgia pediátrica e coordenador nacional do Criança Segura Safe Kids Brasil.

Por que as crianças estão em risco no trânsito – Os acidentes de trânsito, dentre as causas externas, são a causa-líder de mortes com crianças até 14 anos.

Para se ter uma idéia, a cada ano, no Brasil, mais de 1.200 crianças passageiras morrem vítimas de acidentes de carro. Mesmo um motorista cuidadoso não pode controlar o comportamento dos outros ou eliminar a probabilidade de um acidente.

E nessas ocasiões as crianças podem ser as maiores vítimas. Andar de carro sem proteção é o grande fator de risco para morte e lesões em crianças ocupantes de veículos.

Veja qual é o tipo de cadeira de segurança mais adequado ao peso e à idade de seu filho

1 – Bebês até 1 ano de idade que pesem até 9 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de costas para o movimento. Nunca coloque seu bebê no banco da frente do carro. A cadeirinha de segurança deve ficar de costas para o movimento.

2 – Crianças maiores de 1 ano que pesem entre 9 e 18 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de frente para o movimento. A cadeirinha deve ser colocada na posicão vertical.

3 – Crianças entre 18 e 36 kg devem usar suporte de segurança. Algumas crianças são crescidas demais para ocupar cadeirinhas de segurança, mas ainda não possuem tamanho suficiente para utilizarem somente o cinto. O suporte de segurança permite que o cinto de segurança do veículo ajuste-se corretamente à criança, ou seja, deve manter-se sobre os quadris e acima das coxas, passando confortavelmente pelo ombro. O suporte de segurança deve eleva a criança, posicionando corretamente o cinto de segurança.

4 – Mais de 36 kg. A maioria das crianças que pesam mais de 36 kg e com idade a partir de 10 anos pode usar o cinto de segurança de 3 pontos, sem suporte de segurança. Para que uma criança fique segura usando um cinto, ela deve ter altura suficiente para sentar-se e dobrar seus joelhos na a borda do assento sem deslizar. O cinto de segurança deve ser ajustado no ombro e nos quadris. Nunca coloque o cinto de 3 pontos por baixo do braço de seu filho nem por trás das costas.

Cuidados especiais também com o carro

Água e Óleo – O superaquecimento é um dos maiores inimigos do motor. Por isso, antes de viajar, observe os níveis de água e óleo. Para uma checagem perfeita, mantenha o carro em um terreno plano e com o motor frio.

O nível do óleo deve estar rigorosamente entre os limites máximo e mínimo da vareta de medição (em geral, são dois pequenos traços no final da vareta).

O Manual do Proprietário traz a quilometragem ideal para a troca rotineira do óleo e dos filtros. Sempre que possível, faça a substituição completa. Evite misturar óleos de marcas distintas ou com tempo de uso diferente.

Com o passar do tempo, o óleo perde parte de suas propriedades anticorrosivas e antitérmicas.

Cuidado extra deve ser tomado com o filtro. Se estiver muito contaminado, vai “sujar” o novo óleo que passa a circular no motor.

A água é outro item vital para o motor. Também exerce papel fundamental na refrigeração. Motores que não utilizam radiadores selados precisam de verificação constante. No mercado, além do aditivo ACDelco, há outras marcas de aditivos para radiadores que evitam não apenas a corrosão e o superaquecimento, mas até o congelamento (boa dica para quem pretende rodar por lugares com temperaturas muito baixas).

Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas – Ver e ser visto – Esse é o princípio básico da segurança. Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas devem estar em boas condições e têm de ser usados corretamente.

Ao fazer uma conversão, um carro pode tornar-se perigoso se o motorista esquecer de acionar as setas. O mesmo acontece com os faróis. Uma vez desregulados, ofuscam quem vem em sentido contrário e impossibilitam uma visualização perfeita do que o motorista tem à sua frente.

Freios – Tão importante quanto ter um carro com ótima aceleração, é saber que está em boas condições para frenagens de emergência. Se você costuma rodar com seu carro em grandes centros urbanos o ano inteiro, todos os dias da semana, é bom avaliar o estado das lonas, pastilhas de freio e fluido.

Nos congestionamentos, acionamos inúmeras vezes os freios, o que reduz a vida útil desses componentes.

Mesmo quem conta com o moderno sistema ABS no carro, deve estar atento à sua manutenção.

Uma dica para quem já providenciou a substituição das lonas ou pastilhas dos freios, e deseja que mantenham o máximo de eficiência, é utilizar o freio do motor (marcha reduzida) principalmente em descidas de serra. Também é bom lembrar que os freios ABS servem para manter a dirigibilidade e não apenas para parar mais rápido.

Diminuir a velocidade do veículo utilizando a redução racional das marchas é sinônimo de economia e segurança. Tentar manter a velocidade constante ao longo do trajeto (evitando arrancadas fortes e frenagens bruscas) poupa o sistema de freios e a suspensão de maiores esforços.

Onze mandamentos dos pneus – Pneu é assunto sério. Uma calibragem mal feita, a banda de rodagem meio gasta e até a escolha errada da roda podem representar o fracasso das férias. Portanto, antes de pegar a estrada, faça uma checagem rigorosa das condições dos pneus de seu veículo, de acordo com orientação dos especialistas da General Motors do Brasil.

1 – Se você possui o Manual do Proprietário de seu veículo, parabéns. Ele é a referência exata do que é mais adequado para cada condição de uso. Normalmente, a pressão dos pneus deve ser ligeiramente maior quando o veículo roda com sua capacidade total de carga e passageiros.

2 – Modelos com motores dianteiros dotados de ar-condicionado, por exemplo, exigem uma calibragem diferenciada nos pneus da frente em relação aos traseiros.

3 – Se o pneu costuma esvaziar com freqüência, é sinal de algum dano na roda (pneus sem câmara) ou da presença de algum objeto perfurante. Nesses casos, jamais tente contornar o problema aplicando maior pressão no pneu avariado para mantê-lo “cheio por mais tempo”. Lembre-se: a calibragem deve ser equilibrada.

4 – Certifique-se de que as rodas não estejam amassadas ou com trincas. Cheque com freqüência a banda de rodagem e a lateral dos pneus. Desgaste excessivo, presença de rachaduras ou eventuais cortes exigem a substituição imediata do pneu.

5 – Procure manter os quatro pneus com o mesmo desenho da banda de rodagem e com o mesmo tipo de roda. Dessa forma, o desempenho do veículo se manterá linear, principalmente sob chuva.

6 – Com pneus cheios demais, o carro vibra excessivamente e apresenta desgaste precoce da suspensão e da parte central da banda de rodagem. Pneus com baixa pressão fazem o carro gastar mais combustível e desgastar as laterais da banda de rodagem.

7 – Pelo menos a cada seis meses faça o rodízio de pneus. Ele é outra garantia de longa vida para banda de rodagem.

8 – Faça, a cada ano, o alinhamento e o balanceamento das rodas. De nada adianta comprar pneus novos para seu carro se todo o conjunto restante (rodas, amortecedores, suspensão, freios etc) estiver com problemas. A boa dirigibilidade de um veículo depende do equilíbrio entre todos os componentes.

9 – Jamais esqueça do estepe! Quase sempre escondido sob a bagagem de toda a família, ele deve receber a mesma atenção dedicada aos demais pneus, principalmente na hora de fazer o rodízio.

10 – Na hora de cuidar da aparência do carro, outro detalhe importante: escolha com cuidado o produto para melhorar o visual do pneu. Muitos têm em sua fórmula substâncias que ressecam a borracha, o que pode causar rachaduras.

11 — Na chuva, verifique pelo retrovisor as marcas que os pneus deixam no asfalto. Se elas sumirem, o veículo poderá estar aquaplanando. Assim, tire o pé do acelerador gradativamente, até que as marcas dos pneus se tornem visíveis novamente, com o conseqüente retorno da aderência.

Com aditivos adequados, rode melhor e gaste menos – Utilizar corretamente os vários tipos de aditivos, na hora de abastecer o tanque de combustível ou trocar o óleo do motor, é o segredo para que os proprietários de veículos e motoristas consigam reduzir os gastos com sua manutenção, melhorar o desempenho do motor e economizar em consumo e troca de peças. Aditivo não é supérfluo.

É uma forma de manutenção preventiva. Os aditivos agem diretamente sobre as causas do desgaste excessivo de peças e componentes dos veículos, como a formação de depósitos no sistema de lubrificação e de admissão de combustível, falhas na lubrificação — especialmente em partidas a frio —, corrosão no sistema de refrigeração do motor etc.

Não utilizar aditivos como forma de economia é, na verdade, uma maneira de gastar muito mais ao fazer a manutenção do veículo ou nas revisões periódicas.

Além disso, os aditivos promovem economia de combustível e diminuem a emissão de poluentes, o que deve ser uma preocupação de todos, principalmente nos grandes centros urbanos.

Veja como é fácil saber se o aditivo utilizado está dando resultado:

Verifique se foi reduzida a emissão de poluentes; se aumentou o desempenho do motor ou caiu o consumo de combustível.

Em um nível mais profissional, mecânicos poderão constatar se houve redução no desgaste das peças, e se não há depósitos nos sistemas de lubrificação e de admissão de combustível.

Os aditivos têm, como principal função, manter e restaurar as condições originais dos sistemas mecânicos, garantindo que continuem funcionando em sua faixa ótima de desempenho.

Aditivo evita falhas na injeção eletrônica – A injeção eletrônica dos veículos corre um perigo constante: o entupimento do orifício por meio do qual o combustível é injetado para o interior do cilindro (câmara de combustão).

Depósitos de impurezas e borras formados no sistema de injeção do combustível podem obstruir essa passagem, e aí ocorrerão falhas de funcionamento, o que só poderá ser corrigido por uma limpeza periódica nos bicos injetores.

Para se evitar esses transtornos, deve-se utilizar o aditivo adequado, que mantém o bico injetor funcionando em seu melhor desempenho.

A limpeza de bicos injetores em uma oficina é uma operação complexa e demorada.

Por isso, é muito mais prático e descomplicado utilizar aditivos que evitem e limpem a formação de depósitos nos bicos injetores.

Seguro é tranquilidade com contrato assinado – Hoje em dia, fazer um seguro do automóvel é uma precaução indispensável.

Todo o investimento com a manutenção preventiva pode ser totalmente perdido em segundos. Quem já teve um carro roubado ou danificado em uma colisão, conhece o assunto muito bem.

Por isso, investir parte do seu 13º salário em uma apólice é uma forma de garantir sua tranqüilidade durante as férias deste ano. Ou, dependendo do contrato, durante vários anos. Atualmente, existem inúmeros contratos com as mais variadas formas de pagamento e pacote de benefícios.

Porém, antes de fechar negócio, é vital que o proprietário do veículo certifique-se da idoneidade da seguradora, dando preferência àquelas empresas com tradição no ramo de seguros para veículos.

No mercado brasileiro, há várias empresas que oferecem não apenas seguros de automóveis, mas residenciais ou seguro de vida individual e familiar, todos com qualidade. Portanto, faça uma boa pesquisa de preços e vantagens oferecidas.

Veja o que fazer se você vendeu o veículo segurado – Comunicar imediatamente à seguradora a venda do seu veículo, conforme mencionado nas condições gerais da apólice. Um contrato de seguro avalia o bem segurado.

Portanto, o seguro é exclusivo da pessoa que o contrata. Quando o veículo muda de proprietário, o risco muda com o perfil do segurado.

Algumas seguradoras dão descontos de acordo com a faixa etária, sexo e estacionamento em garagem fechada. Mais um motivo para o seguro ser exclusivo da pessoa. Da mesma forma, o bônus só é válido para o contratante do seguro, e não pode ser transferido.

Para quem comprou: ligar ou ir a um posto do DETRAN, para verificar se existe alguma restrição para o veículo, tais como multas, alienação, bloqueios, débitos, queixas de furto. Solicite de imediato a transferência de direito e obrigação da apólice para o novo proprietário. Confira, nos veículos fabricados desde 1988, se as três etiquetas adesivas obrigatórias (onde está parte da numeração do chassi) não apresentam qualquer tipo de rasura.

Mecânica Online & Texto base: Nereu Leme – GM

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