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Equipes da FEI e Federal de Pernambuco vencem a 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS

A equipe paulista FEI Baja 2 do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, se sagrou campeã da 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, encerrada neste domingo, 3 de abril, em São José dos Campos, São Paulo.

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A segunda colocada e vice-campeã pela segunda vez consecutiva foi a equipe Mangue Baja 1, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição representada também pela equipe Mangue Baja 2, que ficou em quinto lugar.

A terceira equipe no pódio foi a Baja UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, e a quarta colocação ficou com a equipe Poli Atlas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Entre os principais diferenciais, o carro da FEI Baja 2, projetado e construído por 25 graduandos de engenharia mecânica, elétrica, de automação e controle e de produção, apresentou diversas mudanças: na geometria da carenagem do veículo, fabricada pela primeira vez pelo processo de termoformagem, para melhor desempenho aerodinâmico; na caixa de transmissão;

No material aplicado na suspensão dianteira e traseira, toda em alumínio, e no redimensionamento dos elementos de fixação para a redução da massa do protótipo. Também foi desenvolvida uma nova CVT (Continuously Variable Transmission), com redução da inércia das massas girantes comparadas ao sistema utilizado na temporada anterior.

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“O trabalho desenvolvido desde o início da temporada envolveu dedicação e foco por parte de todos os membros da equipe, exigiu muita determinação para esse resultado”, comemorou Leonardo Augusto Ito, capitão da equipe FEI Baja 2, aluno do 7º ciclo.

Com o resultado em São José dos Campos, as três instituições de ensino – FEI, UFPE e UFMG – poderão representar o Brasil na competição Baja SAE Rochester, que será realizada este ano de 9 a 12 de junho próximo, em Rochester, New York, Estados Unidos.

A 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS teve início na quinta-feira, 31 de março, quando compareceram 68 equipes de um total de 74 inscritas, que representaram de mais de 60 instituições de ensino superior, num total aprovado de 1,4 mil estudantes de engenharia das cinco regiões brasileiras, que, assistidos por professores das universidades, desenvolveram e construíram projetos inovadores de carros off-road, denominados Baja SAE, para a competição.

Além dos protótipos, as equipes foram responsáveis pela administração e viabilização econômica do projeto. Este ano a competição apresentou novamente inovações aplicadas pelas equipes, com foco principalmente em processos produtivos, novas geometrias e materiais para reduzir esforços na carroceria e garantir a integridade estrutural dos protótipos, além de análise estrutural de peças para confiabilidade na escolha dessas geometrias e materiais, com ensaios e estudos de comportamentos específicos como dureza, flexão, torção em boa parte dos projetos.

A 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS apontou, ainda, as melhores equipes por provas:

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Relatório de projeto
1º – equipe Baja UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais
2º – equipe EESC USP 1, Escola de Engenharia de São Carlos da USP
3º – equipe Mangue Baja 2, UFPE, Universidade Federal de Pernambuco

Conforto
1º – equipe FEI Baja 1, do Centro Universitário da FEI
2º – equipe Baja UFMG
3º – equipe FEI Baja 2

Apresentação de Projeto
1º – equipe Baja UFMG
2º – equipe FEI Baja 2, Centro Universitário da FEI
3º – equipe FEI Baja 1

Aceleração
1º – equipe Poli Atlas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli USP)
2º – equipe Car-Kará, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
3º – equipe Komiketo, da Universidade Federal de São João Del Rei (MG)

Suspension & Traction
1º – equipe FEI Baja 2
2º – equipe UFSC Baja SAE, Universidade Federal de Santa Catarina
3º – equipe Mas Baja Tchê, da Universidade de Passo Fundo (RS)

Tração
1º – equipe Alibabaja, Universidade Federal do Rio de Janeiro, campus Macaé
2º – equipe Fatecnólogos, Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec)
3º – equipe Unicamp Baja SAE, da Universidade Estadual de Campinas (SP)

Velocidade Máxima
1º – equipe Poli Atlas, Poli-USP
2º – equipe Car-Kará, UFRN
3º – equipe EESC USP 1

Old School (antiga prova de slalon)
1º – equipe Komiketo, Universidade Federal de São João Del Rei
2º – equipe UDESC Velociraptor, Universidade do Estado de Santa Catarina
3º – equipe Mangue Baja 1, Universidade Federal de Pernambuco

Enduro de Resistência (circuito de 2,100 metros em 4h)
1º – equipe FEI Baja 2 (fez 37 voltas)
2º – equipe Mangue Baja 1, UFPE
3º – equipe Baja UFMG
Volta Mais Rápida no Enduro – EESC USP 1

Melhor Equipe Novata – Baja Guaicurus, da Universidade Federal da Grande Dourados (MS)

Equipe Fair Play – Faesa Baja, Faculdades Integradas Espírito-Santenses

Equipe 5S – UFPR Baja SAE, Universidade Federal do Paraná

Prêmio 25 Anos – FEI Baja 2, Centro Universitário da FEI

Melhor Equipe Região Norte – Baja UEA, Universidade do Estado do Amazonas

Melhor Equipe Região Nordeste – Mangue Baja 1, da UFPE

Melhor Equipe Região Centro-Oeste – Baja Guaicurus

Melhor Equipe Sudeste – FEI Baja 2

Melhor Equipe Região Sul- UDESC Velociraptor, Universidade do Estado de Santa Catarina

Melhor Espírito de Equipe – Procobaja, Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Os carros – Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso.

Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelos próprios estudantes de engenharia, que são orientados por professores das instituições de ensino que representam.

O programa – O Baja SAE é o primeiro programa estudantil de capacitação organizado pela SAE BRASIL, e está entre os de maior sucesso. Nele os estudantes se organizam em equipes que, sob a orientação de um professor desenvolvem os veículos com o qual irão competir representando a sua instituição de ensino.

“As competições estudantis da SAE BRASIL são desenvolvidas para motivar os jovens aspirantes à carreira de engenharia, desafiando-os a gerir projetos em todos os seus aspectos, da gestão administrativo-financeira à inovação”, analisa Frank Sowade, presidente da SAE BRASIL.

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