A morte de um motorista na região de Dallas, no Texas, foi atribuída a um inflador de airbag defeituoso fabricado pela chinesa Jilin Province Detiannuo (DTN). A peça, instalada como reposição em um Chevrolet Equinox 2018, rompeu com o impacto e lançou estilhaços metálicos na cabine. É a 11ª morte ligada ao componente, proibido pela NHTSA desde abril. O caso acende o alerta para airbags falsificados que chegam ao mercado como peças de reposição — um problema que lembra o escândalo da Takata, que causou 35 mortes nos EUA.
O escândalo dos airbags da Takata, o maior recall da história automotiva, foi responsável por pelo menos 35 mortes e 400 feridos nos EUA até 2024, mas os motoristas americanos podem não estar livres de riscos quando se trata da segurança dos sistemas de retenção suplementares.
Após a investigação do acidente, a morte de um motorista da região de Dallas no mês passado foi atribuída a um inflador defeituoso, instalado posteriormente, em seu Chevrolet Equinox 2018. O inflador se rompeu com o impacto, criando estilhaços perigosos.
Esta é a 11ª morte que pode ser atribuída à peça, que veio de um fabricante de peças de reposição na província de Jilin, na China.
Inflador proibido desde abril
Segundo reportagem da Automotive News, a colisão em Dallas — que, de outra forma, teria sido evitada — resultou na primeira fatalidade desde que a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) proibiu a importação e venda desse inflador específico, fabricado pela empresa Jilin Province Detiannuo Automobile Safety System Company.
A NHTSA alega que a fabricante, também conhecida como DTN, não produz peças de acordo com os padrões exigidos pelo governo. Outras dez mortes foram atribuídas ao inflador da DTN.
Peça era substituição, não original
Em todos os casos, a peça defeituosa era uma substituição, provavelmente instalada após o roubo do airbag ou uma colisão reparável que acionou os airbags.
Como resultado, a NHTSA recomenda que os compradores de carros usados façam uma inspeção em seus veículos antes da compra para garantir que o airbag original do fabricante ainda esteja intacto.
Essa recomendação é ainda mais importante se o histórico do veículo mencionar qualquer colisão ou outro dano, o que pode ter levado à substituição do inflador original por uma unidade falsificada de qualidade inferior.
Apreensões de airbags falsificados crescem 10 vezes
A Automotive News relata que, em 2024, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos apreendeu pelo menos 490 infladores de airbag falsificados durante a importação para o país. Esse número é 10 vezes maior do que em 2023.
A NHTSA está ciente do perigo de peças de reposição de airbag de qualidade inferior há anos, emitindo alertas aos consumidores desde 2013 sobre o risco de peças não originais.
Esses airbags falsificados costumam ser mais baratos, o que pode levar proprietários e oficinas a economizar em custos de reparo.
Estilhaços atingem peito, pescoço e rosto
Em cada uma das 11 mortes documentadas, os insufladores dos airbags DTN romperam-se ao serem acionados, fazendo com que estilhaços de metal perfurassem o material do airbag e entrassem na cabine dos passageiros.
Os fragmentos atingiram o peito, o pescoço e o rosto dos motoristas, de acordo com a NHTSA.
O problema é semelhante ao enfrentado pela Takata há alguns anos; seus insufladores também se romperam durante colisões, obrigando a fornecedora japonesa de peças a fazer um recall de mais de 67 milhões de carros de 12 fabricantes diferentes em todo o mundo.
O que fazer para se proteger
A recomendação da NHTSA é clara: antes de comprar um carro usado, verifique se o airbag original do fabricante ainda está intacto. Desconfie de veículos com histórico de colisão ou roubo do airbag.
Exija a nota fiscal da peça e verifique a procedência do fornecedor. Airbags muito baratos são um sinal de alerta.
Em caso de dúvida, procure uma concessionária autorizada ou um mecânico de confiança para inspecionar o sistema de airbag.
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O caso da DTN mostra que o mercado de peças falsificadas de airbag é um problema global e que pode matar.
A semelhança com o escândalo da Takata é preocupante: ambos envolvem infladores que se rompem e lançam estilhaços metálicos contra os ocupantes.
A diferença é que, enquanto a Takata era uma fornecedora original, a DTN atua no mercado de reposição, o que dificulta o rastreamento e a fiscalização.
Minha avaliação é que o consumidor precisa redobrar a atenção ao comprar um carro usado, especialmente se o veículo tiver histórico de colisão ou roubo do airbag.
A economia de alguns reais na compra de uma peça de reposição não justifica o risco de perder a vida em uma colisão.
As oficinas também têm responsabilidade: devem exigir procedência e certificação das peças que instalam, sob risco de responderem civil e criminalmente.
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RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDE O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
11ª morte por inflador DTN: A morte de um motorista no Texas foi atribuída a um inflador defeituoso da fabricante chinesa Jilin Province Detiannuo.
Peça proibida desde abril: A NHTSA proibiu a importação e venda do inflador da DTN, mas a peça ainda circula como reposição.
Airbags falsificados em alta: As apreensões de infladores falsificados nos EUA cresceram 10 vezes de 2023 para 2024, chegando a 490 unidades.
Semelhança com a Takata: Assim como no escândalo da Takata, os infladores da DTN se rompem e lançam estilhaços metálicos contra os ocupantes.
Recomendação da NHTSA: Compradores de carros usados devem inspecionar o airbag antes da compra, especialmente se houver histórico de colisão.
Peças baratas são risco: Airbags de reposição muito baratos são um sinal de alerta e podem ser falsificados.
MECÂNICA ONLINE® — MECÂNICA DO JEITO QUE VOCÊ ENTENDE
Inflador de airbag: Dispositivo que gera o gás responsável por inflar a bolsa do airbag em milissegundos durante uma colisão.
Airbag falsificado: Peça de reposição não original, fabricada sem os padrões de segurança exigidos, que pode falhar ou explodir de forma perigosa.
NHTSA: Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos, órgão responsável por regulamentar e fiscalizar a segurança veicular no país.
Recall: Chamado oficial da montadora para corrigir defeitos de fabricação em veículos já vendidos, geralmente sem custo para o proprietário.
Sistema de retenção suplementar (SRS): Conjunto de airbags e cintos de segurança projetados para proteger os ocupantes em caso de colisão.

