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Stellantis desmonta 1.150 carros em 1 ano no Brasil

Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, em Osasco, recuperou mais de 20 mil peças e vendeu 11 mil componentes reutilizados, com economia de até 80% em matéria-prima frente a peça nova.

A Stellantis passou o último ano desmontando carro de propósito — mas o resultado mais interessante desse primeiro aniversário não está no número de veículos processados, está no que deixou de ir para o lugar errado em forma de fluido e material.

Um ano após a inauguração do Centro de Desmontagem Veicular (CDV) Circular AutoPeças, em Osasco (SP), a Stellantis celebra os resultados de iniciativa pioneira que contribui para transformar a cadeia automotiva brasileira via economia circular. No primeiro ano, o centro demonstrou na prática que veículo em fim de vida útil pode voltar a gerar valor para cliente, indústria e meio ambiente.

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É a primeira estrutura própria de montadora dedicada ao desmonte legal e rastreável de veículo na América do Sul — resposta direta a um mercado historicamente marcado por desmanche informal, sem controle ambiental nem rastreabilidade contra roubo de peça. O CDV opera com foco em reutilização de peça, reciclagem de material e destinação ambientalmente adequada de resíduo, seguindo padrão elevado de rastreabilidade e conformidade regulatória.

O primeiro ano em números

Ao longo dos 12 meses, foram desmontados 1.150 veículos, resultando na recuperação de mais de 20 mil peças para comercialização e venda de mais de 11 mil componentes reutilizados.

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“Ao completar um ano, o Centro de Desmontagem Veicular comprova que a economia circular é capaz de gerar valor ambiental, social e econômico ao mesmo tempo. Os resultados alcançados validam nosso modelo de negócio”, afirma Paulo Solti, vice-presidente sênior de Peças e Serviços da Stellantis para a América do Sul.

Impacto ambiental mensurável

Cerca de 862 toneladas de material e quase 14 mil litros de fluido automotivo receberam destinação adequada no período — incluindo mais de 4.600 litros de óleo automotivo e cerca de 1.830 litros de fluido de arrefecimento, especificamente.

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O reaproveitamento de componente automotivo permite, segundo a Stellantis, redução de até 80% no consumo de matéria-prima e até 50% de CO2 não emitido, em comparação com peça nova equivalente.

Economia circular como estratégia de longo prazo

A operação de Osasco integra a estratégia global de economia circular da Stellantis, presente na América do Sul desde 2023, baseada nos 4Rs: Remanufatura, Reparo, Reuso e Reciclagem. Na região, a estratégia está reunida sob a marca Circular AutoPeças, com portfólio de mais de 500 componentes entre peça remanufaturada, reparada e reutilizada.

O ecossistema regional inclui também o Centro de Recondicionamento Veicular (CRV), em Betim (MG), que já recondicionou mais de 500 veículos em pouco mais de três anos. Mais recentemente, a Circular AutoPeças lançou linha de lubrificante sustentável, o Motul NGEN Circular AutoPeças, em parceria com a Motul e a Lwart.

“A economia circular é uma das prioridades estratégicas da Stellantis porque reúne inovação, competitividade e sustentabilidade. Estamos construindo um ecossistema completo que conecta remanufatura, recondicionamento, reutilização e reciclagem”, afirma Maiara Castro, vice-presidente de Economia Circular da Stellantis para a América do Sul.

Próximos passos

Com capacidade instalada para desmontar até 8 mil veículos por ano, o CDV segue em trajetória de expansão. Os próximos passos incluem ampliar disponibilidade de peça reutilizada, fortalecer remanufatura e recondicionamento, expandir canal de comercialização e acelerar o ecossistema de economia circular na região.

“Estamos apenas no começo dessa jornada. O primeiro ano nos permitiu validar processos, desenvolver competência e comprovar o potencial da circularidade no setor automotivo”, conclui Maiara Castro.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Fazendo a conta que o release não faz diretamente: se o centro desmontou 1.150 veículos num ano com capacidade instalada para 8 mil, ele operou a apenas 14% da capacidade total — número que dá dimensão real ao “estamos apenas no começo” repetido por Maiara Castro: há espaço genuíno de crescimento, não é frase de efeito vazia.

Vale reparar numa conta que não fecha exatamente como apresentada: os dois fluidos citados especificamente (óleo, 4.600 litros; arrefecimento, 1.830 litros) somam cerca de 6.430 litros — bem abaixo dos “quase 14 mil litros” de fluido total mencionados no início. Isso sugere que outro tipo de fluido, não detalhado no release fornecido pela Stellantis, responde pelo restante — vale registrar essa lacuna em vez de deixar parecer que os números batem exatamente.

Esse caso conecta com pelo menos duas matérias recentes nossas sobre economia circularo pneu conceito com material reciclado da Continental, e o projeto premiado de estudante do SENAI que usou alumínio reciclado num módulo de chassi, em parceria com a Iveco: o mesmo tema aparece simultaneamente em infraestrutura corporativa de montadora, inovação estudantil e pesquisa de fornecedor — movimento genuinamente amplo, não ação isolada de marketing.

Vale explicar por que “desmonte legal e rastreável” importa de verdade: o Brasil tem histórico relevante de desmanche informal, sem documentação adequada nem controle ambiental — e peça sem rastreabilidade também é porta de entrada para comércio de peça roubada. Um centro regulado, operado pela própria montadora, ataca esse problema estrutural, não é só conveniência adicional.

Os números de 80% de redução de matéria-prima e 50% de CO2 são cifra geral declarada pela Stellantis para peça reutilizada versus peça nova, não dado específico auditado para esse centro em particular — vale tratar como referência típica do setor, não medição exclusiva desse CDV.

Siga @tarcisiomecanicaonline para acompanhar a expansão da economia circular na indústria automotiva.

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Estudantes de SENAI criam soluções para caminhões

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

CDV desmontou 1.150 veículos no primeiro ano de operação: recuperando mais de 20 mil peças para comercialização.

Centro roda a apenas 14% da capacidade instalada de 8 mil veículos/ano: espaço real de expansão nos próximos anos.

Peça reutilizada reduz até 80% de matéria-prima e 50% de CO2: frente a peça nova equivalente, segundo a Stellantis.

Quase 14 mil litros de fluido automotivo receberam destinação adequada: incluindo óleo e fluido de arrefecimento.

Ecossistema regional inclui centro de recondicionamento em Betim (MG): já com mais de 500 veículos recondicionados em 3 anos.

Estratégia é baseada nos 4Rs — Remanufatura, Reparo, Reuso e Reciclagem: presente na América do Sul desde 2023.

Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende

Desmonte veicular rastreável: processo regulado de desmontagem de veículo em fim de vida útil, com documentação e controle que impedem uso ilegal de peça, diferente do desmanche informal.

Remanufatura: processo de restaurar peça usada a padrão equivalente ao de fábrica, permitindo reutilização com garantia de desempenho e qualidade.

Economia circular: modelo econômico que busca reaproveitar material e reduzir descarte, mantendo recurso em uso pelo maior tempo possível, em vez do ciclo tradicional de produzir, usar e descartar.

Componente reutilizado: peça retirada de veículo desmontado que segue em condição de uso direto, sem necessidade de reprocessamento, para venda no mercado de reposição.

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