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Fique esperto na hora da revisão geral do automóvel

É comum nas grandes cidades os enormes congestionamentos. E, muitas vezes, o motorista parado no trânsito sequer sabe o motivo.

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Infelizmente, o desassossego de muita gente pode ser causado por um carro quebrado no meio da avenida.

Já nas estradas, no último dia 7 de fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal divulgou um balanço sobre o número de acidentes no Carnaval que aumentou 1,57% em relação ao ano anterior.

Parte dos casos está relacionada ao abuso do consumo de bebidas alcoólicas e imperícia dos motoristas.

Mas, problemas mecânicos como panes, super aquecimento, falhas nos freios, também são frequentes e podem ser causadores de graves acidentes.

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Jair Silva, supervisor de serviços da Affinia Automotiva, empresa fabricante e distribuidora de peças para reposição automotiva, levantou os principais itens de manutenção que, caso não tenham sido verificados pelo mecânico antes de viajar, sugere que sejam feitos agora para não ter surpresas na rotina do trânsito diário.

  • Filtro de ar – Para veículos de uso na cidade, a vida útil média é de 10 mil km, quando é recomendada a troca. Já para quem viaja para áreas rurais ou praianas, por exemplo, a tendência é acelerar a saturação do filtro. A substituição é necessária pois o filtro de ar sujo pode causar aumento do consumo de combustível, perda do rendimento do motor e aumento dos poluentes emitidos pelo sistema de exaustão do carro. Como o produto tem preço acessível, não é recomendada a limpeza.
  • Filtro de óleo – A função do óleo é lubrificar, resfriar e, principalmente, limpar o motor graças à função detergente. Por isso, é muito importante a cada troca de óleo substituir também o filtro, em geral a cada 10 mil km. Do contrário, o resíduo de óleo sujo na caneca do filtro vai contaminar o óleo novo. Existe a falsa idéia de que o filtro de óleo pode ser substituído a cada duas trocas de óleo, mas não é o recomendado, pois pode acarretar na diminuição da vida útil do motor.

Lembrando que o melhor óleo, bem como o intervalo apropriado para troca, é o indicado pela montadora no manual do proprietário. Comprou um carro seminovo ou usado e tem dúvidas sobre a qualidade do óleo? O ideal é remover todo o óleo e o filtro e substituir pelo recomendado pela montadora.

  • Filtro de combustível – Não há uma data ou quilometragem padrão para troca. O importante é seguir a recomendação de substituição da montadora. O uso de combustíveis de baixa qualidade pode acelerar o processo de saturação do filtro, que sujo provoca desde danos à bomba de combustível até a parada total do motor.

Ou seja, a suposta economia no abastecimento, pode trazer sérios prejuízos no sistema de alimentação do veículo (e também do bolso). Na hora da substituição do filtro deve-se levar em conta o tipo de carro, isto é, se o automóvel é abastecido somente com álcool ou gasolina ou se é flexível, pois já existe um filtro para cada tipo de combustível.

  • Carburador – Os veículos fabricados com carburador passaram por um processo de substituição pela injeção eletrônica que durou de 1989 até 1996, quando os motores com este item não atendiam as leis de emissões de poluentes vigentes no país. Por ser um sistema antigo, recomenda-se a manutenção de seis em seis meses ou a cada 10 mil km, o que para veículos de transporte, como Kombi por exemplo, avança rapidamente. As lojas de autopeças ou o mecânico de confiança podem indicar o carburador específico para cada automóvel. A limpeza e regulagem adequada evita consumo excessivo, perda de desempenho, aumento da emissão de poluentes e principalmente paradas de funcionamento do motor nos momentos mais inoportunos. A troca é necessária quando o carburador apresentar problemas mecânicos de acionamento ou, no caso de carros a álcool, corrosão.
  • Bomba d’água – Não existe substituição preventiva. Mas recomenda-se tomar certos cuidados. É muito importante a manutenção do sistema de arrefecimento, mantendo-o sempre com a proporção adequada de aditivo e substituir todo o líquido uma vez por ano. As causas mais comuns de danos à bomba d’água são aquelas que comprometem a vedação do selo mecânico, seja por desgaste do tempo de uso ou falta de manutenção no sistema de arrefecimento.

A vida útil de uma bomba d’água, tanto original de fábrica quanto à de reposição, está diretamente ligada à manutenção prestada. É importante dizer que os veículos atuais possuem o sistema de arrefecimento selado, ou seja, a necessidade de reposição periódica de água indica vazamento, e andar com nível do líquido abaixo do mínimo pode provocar superaquecimento e sérios danos ao motor.

  • Amortecedor – Muitas pessoas acreditam que os amortecedores servem apenas para o conforto interno do veículo, mas a função vai além disso. O amortecedor é responsável por manter os pneus em contato com o solo e garantir a estabilidade do veículo. É comum ouvir que o motorista perdeu a direção do carro. Numa curva, por exemplo, com os amortecedores desgastados, o carro pode perder a trajetória devido à falta de equilíbrio, ficando ‘solto’.

A recomendação é que a troca preventiva dos amortecedores seja feita a cada 40 mil km, juntamente com a substituição de coxins e batentes. Amortecedores de veículos que operam fora de estrada, zona rural, por exemplo, ou os famosos off road, que caíram no gosto do brasileiro, sofrem uma redução da vida útil.

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  • Discos e pastilhas de freio – Estes são itens de extrema atenção, principalmente no retorno das férias. O que muitos motoristas não levam em consideração, é que a placa sinalizadora no início da serra com a mensagem “desça engrenado” não é à toa. O objetivo é fazer com que o carro utilize o freio do motor e evite o superaquecimento das pastilhas e freios. O contrário também é verdadeiro. Numa enchente, por exemplo, pastilhas de má qualidade absorvem água comprometendo a resposta adequada dos freios nas próximas frenagens.

O ideal é trocar discos e pastilhas juntos, respeitando a sugestão de substituição da montadora. Na pior das hipóteses, também é possível fazer só a troca das pastilhas de freio e a retífica do disco, se a espessura mínima ainda permitir.

Curioso é que o mesmo carro, ano e modelo, que trafega por uma pequena cidade do interior tem o desgaste de pastilhas e discos completamente diferente daquele que anda-pára no trânsito das grandes cidades.

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