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GWM leva Tank 400, caminhão a hidrogênio e nova submarca a Interlagos

A montadora chinesa comemora um ano de fábrica no Brasil com avant-première de SUV de luxo, série limitada 4x4, coleção de roupas e o primeiro frete a hidrogênio da América Latina.

O Festival Interlagos 2026 virou vitrine de uma quantidade incomum de novidades para uma única marca. A GWM não trouxe apenas um lançamento: apresentou um SUV de luxo ainda inédito no Brasil, estreou oficialmente uma submarca 4×4, lançou uma linha própria de roupas e colocou nas ruas o primeiro caminhão a hidrogênio já usado em transporte de carga real no país. Por trás de tudo isso está uma comemoração específica — a fábrica brasileira da marca completa exatamente um ano de operação, e os números por trás dela ajudam a explicar tamanho investimento em um único evento.

A GWM apresentou no Festival Interlagos 2026, entre 27 e 30 de agosto, um portfólio completo de novidades, consolidando o momento de expansão da marca no mercado brasileiro.

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O destaque central é a avant-première do Tank 400, SUV de luxo com lançamento e início de vendas já confirmados para o segundo semestre de 2026 no Brasil, posicionado acima do Tank 300 na linha de utilitários da marca.

Com quase cinco metros de comprimento, o modelo combina construção sobre chassi de longarinas com sistema híbrido plug-in, unindo proposta off-road a uma cabine mais sofisticada e farta em equipamentos.

Para o mercado nacional, a GWM já confirmou que o Tank 400 terá sistema híbrido plug-in flex, adaptado ao combustível brasileiro, acoplado a transmissão automática de 9 velocidades com conversor de torque. Ficha técnica definitiva de potência e torque para a versão nacional, porém, ainda não foi revelada.

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O grande diferencial mecânico do modelo está na arquitetura Hi4-T. Diferentemente dos híbridos urbanos convencionais, que costumam usar motores elétricos independentes no eixo traseiro para simular tração integral, o Tank 400 preserva a construção sobre chassi com tração mecânica via eixo cardã: motor a combustão e motor elétrico trabalham integrados, enviando torque mecanicamente às quatro rodas.

Esse arranjo também conta com reduzida e bloqueios eletrônicos de diferencial dianteiro e traseiro, permitindo manter tração e desatolar o veículo mesmo que três das quatro rodas percam completamente a aderência. Segundo Diego Fernandes, COO da GWM Brasil, unir a eficiência do híbrido plug-in flex à robustez da arquitetura Hi4-T resulta em um veículo com alto requinte para uso urbano e capacidade off-road extrema para os desafios mais exigentes.

Na configuração internacional já conhecida, o conjunto combina motor 2.0 turbo a motores elétricos, somando 421 cv de potência combinada e 76,5 kgf·m de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em cerca de 6,8 segundos, com bateria de 37,5 kWh e autonomia elétrica de até 105 km pelo ciclo chinês.

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Em dimensões, o SUV mede aproximadamente 4,98 m de comprimento e entre-eixos de 2,85 m — número que o coloca à frente do Toyota SW4, seu principal alvo comercial, que tem 4,79 m de comprimento e 2,74 m de entre-eixos.

Além do Tank 400, o evento marcou a estreia oficial de uma nova submarca da GWM no Brasil: a TerraForce, apresentada por meio da série limitada Tank 300 TerraForce.

Desenvolvida pelo Centro de Design da GWM Brasil e limitada a 300 unidades, a série especial é construída sobre a versão híbrida PHEV flex de 394 cv do Tank 300, recebendo pacote estético e funcional exclusivo.

O veículo traz cor exclusiva Cinza Zenith, rack de teto para expedições, rodas com desenho próprio e emblemas personalizados. Os bancos dianteiros ganharam ventilação também no encosto, enquanto o banco do motorista passou a oferecer oito modos de massagem, contra seis da versão convencional.

Clientes da série TerraForce recebem ainda um Welcome Kit com itens colecionáveis e contam com um SAC dedicado — a submarca nasce com a perspectiva de futuramente se estender a outros SUVs do portfólio da GWM.

Outra novidade lançada durante o evento foi a GWM Collection, linha própria de vestuário e acessórios da marca, criada a partir de pesquisas com a comunidade de clientes no aplicativo My GWM.

A coleção de estreia reúne 28 itens, divididos entre a linha institucional (19 peças, com estética clean e tons neutros) e a linha lifestyle (9 peças, inspirada na cultura urbana e off-road, com referências a Haval, Tank, ORA e Poer).

O portfólio inclui camisetas, polos, jaquetas, bonés, mochilas, carteiras, garrafas e bolsas térmicas, com materiais como fibra de celulose, vellutato, suedine, poliamida e corino com gravação em alto-relevo. A GWM prevê renovar o catálogo duas vezes por ano, acompanhando as estações, além de possíveis coleções cápsula em datas comemorativas.

Na pista de Interlagos, os visitantes também puderam testar boa parte do portfólio da marca, incluindo o compacto Ora 5, a linha Haval H6 híbrida, o Wey Dark Edition, o Haval H9, o Tank 300 e a picape Poer P30.

O evento também serviu de palco para uma conquista tecnológica: a GWM promoveu o primeiro frete de carga da história da América Latina realizado por um caminhão a célula de combustível de hidrogênio (FCEV), transportando parte da própria frota exibida no evento.

Projetado pela divisão GWM Hydrogen, o caminhão gera energia a bordo pela reação entre hidrogênio armazenado e oxigênio do ar, emitindo apenas vapor d’água. O conjunto entrega 400 kW (544 cv) de potência e 2.300 Nm de torque, com tanques para até 40 kg de hidrogênio a 350 bar e bateria de 105 kWh.

Com Peso Bruto Total de 49 toneladas e peso vazio de 10,8 toneladas — cerca de 500 kg mais leve que a média da categoria —, o caminhão entrega autonomia de até 500 km, opera continuamente por mais de dez horas e reabastece em poucos minutos.

Por fim, a presença no Festival Interlagos ganhou significado especial ao marcar o primeiro ano da fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), inaugurada em 15 de agosto de 2025 como terceira base fabril do grupo fora da China.

A unidade, que opera pelo sistema Peça por Peça (Part by Part), já soma mais de 15 mil veículos produzidos entre janeiro e agosto deste ano, com projeção de alcançar 35 mil unidades até dezembro, fabricando a linha Haval H6 Flex, o Haval H9 e a picape Poer P30.

Esse avanço fabril é respaldado pelo recorde de vendas de julho, quando a GWM registrou 9.297 emplacamentos e assumiu a 8ª posição no ranking nacional de veículos, com rede de concessionárias em expansão contínua rumo a 160 pontos de venda até o fim de 2026.

Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O Tank 400 chega maior que o SW4 em praticamente todas as dimensões relevantes, mas dimensão maior não significa automaticamente melhor comportamento off-road — isso só será possível avaliar com testes reais no Brasil.

Cada um dos dois parte de filosofia distinta: o SW4 aposta em motorização a diesel já consolidada e ampla rede de assistência técnica no país, enquanto o Tank 400 chega com a arquitetura Hi4-T, solução ainda inédita no Brasil que evita o compromisso comum de híbridos urbanos ao manter tração mecânica real via eixo cardã, em vez de depender de um motor elétrico traseiro independente.

Isso não define qual entrega melhor experiência de uso — cabe ao consumidor avaliar prioridades como eletrificação, consumo urbano e histórico de confiabilidade de cada marca antes de decidir.

Reunir tantas frentes em um único evento — SUV de luxo, submarca 4×4, linha de vestuário e caminhão a hidrogênio — mostra uma marca tentando consolidar identidade de lifestyle, não apenas vender veículos isoladamente.

O recorde de 9.297 emplacamentos em julho, somado ao ritmo de produção da fábrica de Iracemápolis, dá credibilidade concreta a esse volume de anúncios: a GWM não está apenas prometendo, já está entregando escala real no Brasil.

Segue um resumo das principais novidades apresentadas pela GWM em Interlagos:

NovidadeDestaque principal
Tank 400Avant-première, lançamento no 2º semestre de 2026, arquitetura Hi4-T
Tank 300 TerraForceEstreia da submarca 4×4, série limitada a 300 unidades
GWM CollectionLinha de vestuário e acessórios, 28 itens
Caminhão a hidrogênio1º frete de carga com FCEV na América Latina
Fábrica de Iracemápolis1 ano de operação, +15 mil veículos produzidos em 2026
Vendas de julho9.297 emplacamentos, 8ª posição no ranking nacional

A confirmação da ficha técnica definitiva e do preço brasileiro do Tank 400 deve ser o próximo capítulo decisivo dessa disputa direta com o SW4.

Para acompanhar de perto todas as novidades da GWM no Brasil, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

A apresentação: o GWM Tank 400 estreou no Festival Interlagos 2026, com lançamento confirmado para o 2º semestre.

A nova submarca: a TerraForce estreia com o Tank 300 TerraForce, série limitada a 300 unidades.

A linha de vestuário: a GWM Collection chega com 28 itens entre roupas e acessórios.

O marco tecnológico: a GWM realizou o primeiro frete de carga com caminhão a hidrogênio da América Latina.

O aniversário da fábrica: Iracemápolis completa um ano, com recorde de vendas em julho.

Mecânica Online® — Mecânica do jeito que você entende

Chassi de longarinas: estrutura robusta usada como base do veículo, mais comum em utilitários pesados que em SUVs urbanos.

Hi4-T: arquitetura híbrida da GWM que transmite torque mecanicamente às quatro rodas via eixo cardã, em vez de usar motor elétrico traseiro independente.

FCEV (veículo elétrico a célula de combustível): veículo que gera eletricidade a bordo a partir da reação entre hidrogênio e oxigênio.

Sistema Part by Part: modelo de produção em que o veículo chega em componentes e é montado integralmente na fábrica local.

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