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GWM faz 1º transporte de carga com caminhão a hidrogênio da América Latina

O veículo rodou de São Paulo a Interlagos tracionando uma cegonheira com elétricos da marca, emitindo apenas vapor d'água pelo escapamento.

A GWM Hydrogen realizou no Brasil o primeiro transporte de carga com um caminhão movido a célula a combustível de hidrogênio já registrado na América Latina. Em sua estreia com carga real, o veículo tracionou uma carreta cegonheira carregada de carros e SUVs eletrificados da própria marca, partindo do IPT, na USP, até o Autódromo de Interlagos. Por trás dessa operação está uma tecnologia já testada em mais de 30 mil veículos na China, agora sendo adaptada à realidade das estradas brasileiras.

A GWM Hydrogen realizou no Brasil o primeiro transporte de carga com um caminhão a célula de combustível de hidrogênio já registrado na América Latina.

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Na estreia com carga real, o veículo tracionou uma carreta cegonheira, carregada com carros e SUVs eletrificados da própria marca.

O trajeto partiu do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária da USP, com destino ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Essa operação também marca a primeira demonstração do caminhão em situação real de transporte de carga em território brasileiro.

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Depois de completar o percurso, o veículo fica disponível no dia 26 de agosto para test-drive de imprensa e convidados, durante o Festival Interlagos.

Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen Brasil, a tecnologia une a robustez de um caminhão elétrico à autonomia proporcionada pelo hidrogênio verde, com abastecimento rápido e zero emissão do tanque à roda.

Tecnicamente, o caminhão é classificado como FCEV: um veículo elétrico movido por célula a combustível, que gera eletricidade a bordo a partir da reação entre hidrogênio armazenado e oxigênio do ar.

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Nesse processo, a única emissão pelo escapamento é vapor d’água, sem gases poluentes associados à combustão convencional.

O modelo é equipado com bateria de 105 kWh e cilindros de fibra de carbono capazes de armazenar até 40 kg de hidrogênio, a uma pressão de até 350 bar.

O sistema também conta com recuperação de energia durante frenagens e desacelerações, aproveitando situações como descidas de serra para gerar energia extra.

O conjunto entrega até 400 kW (544 cv) de potência e 2.700 Nm de torque, números compatíveis com as exigências do transporte pesado brasileiro.

Com os cilindros completamente abastecidos, a autonomia pode chegar a 500 km, com reabastecimento realizado em poucos minutos e operação contínua por mais de dez horas.

Outro diferencial técnico está no peso: o caminhão tem Peso Bruto Total de 49 toneladas e peso vazio de 10,8 toneladas, cerca de 500 kg mais leve que a média dos concorrentes.

Essa redução de peso amplia diretamente a capacidade útil de carga, sem comprometer a robustez estrutural exigida pelo transporte pesado.

A confiança da GWM nessa tecnologia vem da experiência acumulada pela FTXT, subsidiária chinesa responsável pelo desenvolvimento de células a combustível e componentes de hidrogênio do grupo.

Atualmente, mais de 30 mil veículos com tecnologia semelhante já circulam na China, incluindo mais de 2.000 caminhões a hidrogênio em operação apenas na cidade de Baoding.

Somente em 2025, foram mais de 1.000 novos veículos desse tipo colocados em operação, consolidando a experiência da empresa em aplicação da tecnologia em larga escala.

Segundo a GWM, as células a combustível suportam partidas a frio em temperaturas de até -30°C, característica relevante para operação em condições climáticas extremas.

A viabilização do projeto no Brasil também depende de uma parceria com o próprio IPT, que realiza testes conjuntos de segurança, desempenho e viabilidade da tecnologia.

O Laboratório de Hidrogênio do instituto conta com duas estações de abastecimento: uma de 700 bar para veículos leves e outra de 350 bar, específica para veículos pesados como o caminhão da GWM.

Esse acordo também abre caminho para novas pesquisas em tanques de alta pressão, segurança e eficiência energética, alinhadas ao Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2).

Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Rodar com carga real, tracionando uma cegonheira carregada, é um teste bem mais relevante do que uma simples demonstração vazia, já que expõe o caminhão a condições reais de operação.

O dado técnico mais interessante é o peso: ser 500 kg mais leve que a média dos concorrentes, mesmo carregando cilindros de hidrogênio pressurizados, mostra engenharia bem trabalhada na estrutura do veículo.

A experiência prévia da FTXT na China, com mais de 30 mil veículos em operação, reduz o risco natural de adotar uma tecnologia ainda pouco testada no Brasil.

A parceria com o IPT também é estratégica, porque resolve de forma imediata um dos maiores obstáculos para hidrogênio veicular: a falta de infraestrutura de abastecimento no país.

Segue a ficha técnica resumida do caminhão GWM Hydrogen:

ItemEspecificação
Tipo de propulsãoElétrico com célula a combustível (FCEV)
Bateria105 kWh
Armazenamento de hidrogênioAté 40 kg, 350 bar
Potência400 kW (544 cv), 2.700 Nm
AutonomiaAté 500 km
Peso Bruto Total (PBT)49 toneladas
Peso vazio10,8 toneladas
Emissão localApenas vapor d’água

O verdadeiro teste do hidrogênio no Brasil não será essa primeira rodagem simbólica, mas a capacidade de expandir infraestrutura de abastecimento além do laboratório do IPT.

Para acompanhar de perto os próximos passos do hidrogênio veicular no Brasil, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

A operação inédita: primeiro transporte de carga com caminhão a hidrogênio já registrado na América Latina.

O trajeto: do IPT, na USP, até o Autódromo de Interlagos, tracionando uma cegonheira carregada.

Os números técnicos: 544 cv, 500 km de autonomia e reabastecimento em poucos minutos.

A experiência prévia: mais de 30 mil veículos similares já circulam na China.

A parceria estratégica: o IPT oferece a única infraestrutura de abastecimento de hidrogênio para pesados em São Paulo.

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FCEV (veículo elétrico a célula de combustível): veículo que gera eletricidade a bordo a partir da reação entre hidrogênio e oxigênio.

Célula a combustível: dispositivo que converte hidrogênio em energia elétrica através de reação química, sem combustão.

Hidrogênio verde: hidrogênio produzido a partir de fontes renováveis de energia, sem emissão de carbono no processo.

Estação de abastecimento de hidrogênio (HRS): infraestrutura especializada para reabastecer veículos movidos a hidrogênio com segurança.

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