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Painel digital vira opcional pago em carro da Hyundai. Você acredita?

Elantra e Ioniq 3 cobram à parte pelo velocímetro sempre visível, enquanto tela central vem de série.

Nos últimos anos, tornou-se comum montadoras cobrarem a mais por itens que antes eram considerados básicos. Os infames bancos aquecidos por assinatura da BMW e a tentativa de cobrar mensalidade pelo Apple CarPlay são exemplos já conhecidos — mas a Hyundai pode ter levado essa prática a um novo patamar, cobrando à parte pelo próprio painel de instrumentos.

A lista de cobranças questionáveis no setor já era longa antes desse caso: a Mercedes cobra assinatura para liberar mais potência nos elétricos EQE e EQS, mesmo o motor já tendo essa capacidade de fábrica; a Toyota exige assinatura do serviço Remote Connect só para dar partida remota pela chave. Mas essas eram, na maioria, funções extras de conforto — o caso da Hyundai mexe com algo mais básico: a informação de velocidade, sempre visível ao motorista.

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Conforme apurado pelo Motor1, a Hyundai passou a oferecer seu painel de instrumentos digital de 9,9 polegadas como opcional pago para o sedã Elantra (chamado de Avante na Coreia do Sul) e para o hatchback elétrico Ioniq 3.

Os modelos, junto com o sedã topo de linha Grandeur, foram recentemente equipados com o novo sistema de infoentretenimento Pleos Connect, baseado em Android Automotive.

Por enquanto, apenas o mercado sul-coreano recebe o recurso, mas a Hyundai planeja levá-lo a cerca de 20 milhões de veículos no mundo até 2030 — incluindo modelos da Kia e da Genesis. O Ioniq 3 deve ser o primeiro a receber a prática na Europa. No Avante, a cobrança adicional é de 350.000 won coreanos (cerca de US$ 255) apenas para ter a velocidade sempre visível no painel.

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Sem pagar por esse opcional, o motorista precisa depender da tela central para checar a velocidade — o que obriga a desviar o olhar da estrada com mais frequência.

A Hyundai oferece, de série, telas centrais grandes (12,9 ou 14,6 polegadas) tanto no Avante quanto no Ioniq 3, mas tornou opcional justamente o item mais essencial de leitura rápida para o motorista, aparentemente como forma de reduzir custo do carro de entrada.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Esse caso é qualitativamente diferente de banco aquecido por assinatura ou potência extra bloqueada por software: velocidade visível de forma constante não é conforto, é informação básica de condução seguinda — colocar isso atrás de paywall muda a categoria do problema, de “cobrança abusiva” para “questão de segurança”.

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O mecanismo por trás disso conecta com outra matéria que já fizemos aqui, sobre a disputa entre telas e botões físicos: obrigar o motorista a olhar para a tela central em vez de um painel dedicado sempre visível aumenta o tempo de atenção fora da pista de rolamento — o mesmo tipo de risco discutido naquela cobertura.

Vale uma precisão importante: o carro sem essa opção não fica sem nenhuma forma de ver a velocidade — a informação ainda aparece na tela central grande, de série. O que vira pago é especificamente o painel dedicado, sempre visível na linha de visão direta do motorista, sem precisar navegar por menu ou desviar o olhar.

A meta de levar essa prática a 20 milhões de veículos até 2030, incluindo Kia e Genesis, mostra que não é experimento pontual do mercado coreano — é estratégia que o grupo Hyundai já planeja escalar globalmente, o que torna esse caso relevante além da Coreia do Sul.

Siga @tarcisiomecanicaonline para saber se essa prática da Hyundai vai chegar a outros mercados.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

Cobranças por assinatura já eram comuns no setor: bancos aquecidos da BMW e taxa por potência da Mercedes são exemplos anteriores.

Painel digital de 9,9″ virou opcional pago: no Elantra/Avante e no Ioniq 3, por 350.000 won (cerca de US$ 255).

Tela central grande vem de série: 12,9″ ou 14,6″, mas o velocímetro sempre visível não.

Recurso estreia na Coreia do Sul: com plano de chegar a 20 milhões de veículos até 2030.

Kia e Genesis também devem adotar a prática: parte da estratégia mais ampla do grupo Hyundai.

Sem o painel pago, motorista depende da tela central: o que pode aumentar o tempo com os olhos fora da estrada.

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Painel de instrumentos digital (cluster): tela dedicada, posicionada atrás do volante, que exibe informações essenciais de condução como velocidade, combustível e alertas do veículo.

Android Automotive: sistema operacional do Google, desenvolvido para rodar diretamente no computador de bordo do carro, diferente de projeções de smartphone como Android Auto.

Tela central multimídia: display posicionado no console central do veículo, usado para navegação, entretenimento e configurações, geralmente maior que o painel de instrumentos.

Opcional pago (feature paywall): recurso do veículo que existe fisicamente no carro, mas só é liberado ao consumidor mediante pagamento adicional, seja único ou por assinatura.

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