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Peso da bateria muda engenharia de suspensão

thyssenkrupp Springs & Stabilizers explica como molas e barras estabilizadoras estão sendo redesenhadas para elétricos e híbridos.

A rápida expansão dos veículos eletrificados no Brasil está transformando partes da engenharia automotiva que o consumidor comum nunca vê. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), híbridos e elétricos representaram 17% das vendas de veículos leves no país em maio de 2026 — mais que o dobro dos 7,8% registrados no mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento está levando montadoras e fornecedores a redesenhar componentes de suspensão para acompanhar as novas exigências.

Suspensão não costuma ser assunto de manchete, mas é justamente ali que boa parte do peso extra de um elétrico precisa ser absorvida, dia após dia, sem comprometer conforto nem segurança. É esse desafio invisível ao consumidor que a thyssenkrupp Springs & Stabilizers, fabricante de molas helicoidais, barras estabilizadoras e componentes de suspensão, coloca em pauta.

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Segundo a empresa, o crescimento acelerado dos eletrificados impõe novos desafios de engenharia: os conjuntos de baterias aumentam a massa dos veículos e alteram a distribuição de carga, exigindo molas e barras estabilizadoras capazes de suportar cargas maiores sem comprometer durabilidade, dirigibilidade e conforto.

“Os veículos elétricos trazem um novo conjunto de exigências para a engenharia. Os conjuntos de baterias aumentam a massa dos veículos e modificam a distribuição de carga, o que demanda molas helicoidais e barras estabilizadoras que combinem resistência, precisão e durabilidade”, afirma Alessandro Alves, CEO da thyssenkrupp Springs & Stabilizers no Brasil.

Segundo o executivo, o desenvolvimento de soluções mais leves continua essencial para compensar o peso adicional do veículo e garantir estabilidade, dirigibilidade e conforto — encontrar o equilíbrio entre resistência e leveza é, segundo ele, um dos maiores desafios de engenharia da indústria automotiva atualmente.

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O desafio vai além do reforço estrutural simples. O peso extra das baterias, o torque instantâneo dos motores elétricos e a frenagem regenerativa submetem a suspensão a esforços maiores durante acelerações, frenagens e curvas — o que torna essencial o uso de materiais de alta resistência e projetos capazes de preservar estabilidade, dirigibilidade e conforto.

Para acompanhar essa evolução, a indústria vem investindo em aços de alta resistência, componentes mais leves e processos de produção mais avançados, capazes de ampliar a durabilidade sem adicionar peso desnecessário. Segundo a thyssenkrupp, essa tendência deve se intensificar nos próximos anos, acompanhando o crescimento da eletrificação e a chegada de tecnologias conectadas e autônomas ao mercado brasileiro.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O torque instantâneo dos motores elétricos muda o tipo de esforço aplicado à suspensão, não só a intensidade: um motor a combustão entrega força de forma mais gradual conforme a rotação sobe, enquanto o elétrico já entrega força máxima desde a largada, gerando um padrão de carga mais abrupto sobre os componentes.

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A frenagem regenerativa também entra nessa conta de forma pouco discutida: como o motor elétrico atua como gerador durante a desaceleração, o padrão de transferência de peso do carro muda em relação a uma frenagem convencional, exigindo componentes calibrados para esse comportamento específico.

Esse tipo de desenvolvimento conecta diretamente com outra matéria que já cobrimos aqui, sobre o pneu U02 Urban-e da Prometeon para ônibus elétricos: é o mesmo padrão se repetindo em diferentes sistemas do veículo — bateria mais pesada forçando reengenharia de componentes que, à primeira vista, parecem não ter relação direta com eletrificação.

O salto de 7,8% para 17% de participação de mercado em apenas um ano, segundo a ABVE, justifica o nível de investimento que fornecedores como a thyssenkrupp estão fazendo nesse tipo de componente — não é aposta especulativa, é resposta a uma curva de crescimento real e já em andamento.

O equilíbrio entre resistência e leveza citado pelo executivo é, tecnicamente, uma contradição de engenharia clássica: reforçar um componente normalmente significa adicionar material, e adicionar material normalmente significa mais peso — resolver isso exige metalurgia mais sofisticada, não apenas “fazer a peça mais grossa”.

Siga @tarcisiomecanicaonline para entender mais sobre como a eletrificação está mudando a engenharia dos carros.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

Eletrificados somaram 17% das vendas em maio de 2026: mais que o dobro dos 7,8% registrados no mesmo mês do ano anterior, segundo a ABVE.

Baterias aumentam massa e mudam distribuição de carga: exigindo molas e barras estabilizadoras mais resistentes.

Torque instantâneo dos motores elétricos: submete a suspensão a esforços diferentes dos de um motor a combustão convencional.

Frenagem regenerativa também pesa na equação: gera um padrão de esforço distinto sobre os componentes de suspensão.

Indústria investe em aços de alta resistência: buscando mais durabilidade sem adicionar peso desnecessário ao veículo.

Tendência deve se intensificar: acompanhando o crescimento da eletrificação e a chegada de tecnologias conectadas e autônomas ao Brasil.

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Mola helicoidal: componente de suspensão em formato de espiral que absorve impactos da estrada e sustenta o peso do veículo, atuando junto ao amortecedor.

Barra estabilizadora: peça que conecta as rodas de um mesmo eixo, reduzindo a inclinação lateral da carroceria (rolagem) durante curvas.

Frenagem regenerativa: sistema que usa o motor elétrico como gerador durante a desaceleração, recuperando parte da energia cinética do veículo para recarregar a bateria, ao mesmo tempo em que ajuda a frear.

Torque instantâneo: capacidade de motores elétricos de entregar força máxima já a partir da rotação zero, diferente de um motor a combustão, que precisa girar mais para atingir seu torque máximo.

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