A Mercedes-Benz anunciou uma parceria estratégica de longo prazo com a Liquid AI para implementar inteligência artificial avançada diretamente no hardware dos veículos, sem dependência de conexão com a nuvem. Focada inicialmente no mercado da América do Norte, a colaboração utiliza os Liquid Foundation Models (LFM) para evoluir o MBUX Virtual Assistant (MVA), permitindo compreensão contextual e controle de voz em tempo real com processamento local e soberano. Integrada ao sistema operacional MB.OS, a tecnologia visa tornar a relação motorista-veículo mais natural e eficiente, com o primeiro lançamento em produção planejado para o segundo semestre de 2026 em modelos selecionados, como os novos Classe S, Classe C e a linha de elétricos CLA.
A parceria entre a Mercedes-Benz e a Liquid AI marca a transição para veículos definidos por software com inteligência artificial “on-device”, garantindo privacidade total dos dados.
Diferente dos sistemas atuais que dependem de servidores remotos, os Liquid Foundation Models (LFM) rodam diretamente nos chips do carro, eliminando o atraso (latência) nas respostas.
A tecnologia será compatível com a terceira geração do MBUX (Classe E e CLE 2024+) e a futura quarta geração (Novo CLA elétrico e Classe C 2027).
A engenharia da Mercedes foca na soberania de dados, permitindo que o processamento de linguagem e raciocínio ocorra dentro da infraestrutura física do veículo.
O sistema operacional MB.OS atuará como a base para essa inteligência multimodal, integrando funções de conforto, navegação e entretenimento de forma intuitiva.
Segundo o CEO da Liquid AI, Ramin Hasani, os modelos são projetados para ter um baixo rastro computacional, operando de forma eficiente no hardware já existente da marca.
A implementação da IA local complementa os modelos de nuvem (LLM) já existentes, criando um ecossistema híbrido de máximo valor para o usuário.
Modelos como o GLC, GLE e GLS em suas versões 2027 serão os grandes beneficiados por essa arquitetura, oferecendo interações por voz muito mais fluídas.
A Mercedes celebra 140 anos de inovação com o lançamento da nova Classe S, utilizando o modelo como vitrine para a estreia dessas tecnologias disruptivas.
A análise técnica mostra que o processamento local é essencial para situações de condução em áreas com baixa conectividade, onde assistentes de nuvem falham.
O assistente virtual evoluído poderá controlar funcionalidades complexas do veículo através de comandos de linguagem natural, sem frases pré-programadas.
A estratégia faz parte de um programa global que inclui a jornada “140 Anos. 140 Lugares”, destacando o pioneirismo da marca desde a patente de Carl Benz em 1886.
Para o mercado norte-americano, a Mercedes-Benz busca liderar a corrida da IA generativa embarcada, superando rivais que ainda dependem exclusivamente de rede celular.
O cronograma de implantação prevê que os primeiros clientes experimentem o novo patamar de inteligência em 2026, reforçando o pilar de tecnologia e conveniência.
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Resumo técnico em pontos-chave:
• Parceria: Mercedes-Benz Group AG e Liquid AI.
• Tecnologia: Liquid Foundation Models (LFM) embarcados.
• Plataforma: Integrado ao MB.OS e MBUX de 3ª e 4ª gerações.
• Diferencial: Processamento de IA local e privado (sem nuvem).
• Lançamento: Estreia em produção no segundo semestre de 2026.
• Objetivo: Redução de latência e interação por voz natural em tempo real.
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IA On-device (Embarcada) refere-se à execução de algoritmos de inteligência artificial diretamente no hardware local do veículo, sem a necessidade de enviar dados para servidores externos via internet.
MBUX (Mercedes-Benz User Experience) é o sistema de infoentretenimento da marca que combina telas de alta resolução, controles por toque e assistente de voz inteligente.
Latência é o tempo de atraso entre o comando dado pelo usuário e a resposta executada pelo sistema; em IAs locais, esse tempo é praticamente zero.

