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GM: com o Brasil há 77 anos

A General Motors do Brasil está comemorando os 77 anos de atividades no país completados no último dia 26 de janeiro. Em 2001 a empresa aumentou sua participação no mercado interno, passando de 21,9% para 22,6 %, nas vendas no varejo.

As exportações também foram ampliadas, com a conquista de novos e disputados mercados, como Estados Unidos, Índia, Egito e a China.

“Os resultados alcançados em 2001, ano de alta competitividade nos mercados interno e externo e de grandes dificuldades econômicas mundiais, comprovam a qualidade dos produtos e serviços Chevrolet”, destaca o presidente da GMB, Walter Wieland.

Graças à estratégia de exportação historicamente agressiva, as vendas externas de CKD (Completely Knocked Down ou veículos completamente desmontados) da GMB saltaram de 20 mil unidades, em 1994, para 140 mil em 2001.

“Não só lideramos esse tipo de exportação no país, como somos os principais exportadores de CKD de toda a corporação”, destaca o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto.

Só no Estado de São Paulo a GMB está investindo US$ 1,5 bilhão no triênio 2000-2002, aplicados no desenvolvimento e lançamento de novos produtos, ampliação e sofisticação de sua linha, a mais completa do mercado brasileiro.

Dentro desse plano de investimentos, já chegaram ao mercado os bem-sucedidos Celta, o primeiro carro do mundo a ser comercializado em grande volume pela internet, e o monovolume Zafira, pioneira com seus sete lugares e o sistema Flex-7, que permite 28 posições diferentes de bancos, com variações no volume de bagagem de 150 até 1.700 litros, sem remoção de assentos. Em 2002, quatro novos veículos Chevrolet serão lançados no mercado brasileiro.

Saindo na frente, sempre-A história da GMB começou em 1925, quando montava veículos importados dos Estados Unidos em galpões alugados no bairro do Ipiranga (SP). A produção começou com 25 veículos/dia, e um ano depois já alcançava 150 veículos/dia.

Apenas cinco anos depois desse difícil começo, a GMB inaugurava oficialmente sua primeira fábrica, em São Caetano do Sul. Em 1958 iniciaram-se as operações da segunda fábrica brasileira, em São José dos Campos (SP), inaugurada oficialmente só um ano depois pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira.

No início da nacionalização da indústria automobilística deflagrada por Juscelino, a GMB foi uma das primeiras empresas a apresentar ao governo um projeto para a montagem de veículos.

Em 12 de dezembro de 1956 o Grupo Executivo da Indústria Automobilística — GEIA, aprovava o plano de nacionalização para a fabricação de caminhões Chevrolet. Em 1957, saía o primeiro caminhão leve Chevrolet e no ano seguinte, em 1958, a fábrica de São José dos Campos produzia o primeiro motor fundido e forjado no Vale do Paraíba.

Decidida a ampliar sua linha de produtos, a GMB lançou no Salão do Automóvel de 1968 o seu primeiro automóvel da marca Chevrolet fabricado no país, o Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, em 1992, com mais de 1 milhão de unidades vendidas.

Em 1970, a GMB inaugurava uma nova linha de montagem em São José dos Campos, para a produção de seu primeiro veículo compacto, o Chevette, que foi lançado em 1973 e acumulou vendas superiores a 1,2 milhão de unidades até ser substituído pelo Corsa, em 1994, primeiro veículo popular com injeção eletrônica de combustível..

Em 1982 um campeão de vendas chegava simultaneamente ao Brasil, Alemanha e Estados Unidos: o Monza, primeiro Chevrolet concebido no conceito de carro mundial, que trouxe significativos avanços tecnológicos e liderou as vendas no seu segmento por três anos consecutivos. Em 1989 chegava o Kadett e a sua versão station-wagon, Ipanema, carros que marcaram uma nova fase tecnológica da GMB.

Aproveitando a abertura do mercado brasileiro no início dos anos 90, a empresa investiu US$ 1 bilhão no quinquênio 91-95 para a renovação de seus modelos. A nova fase teve início com o Omega, na categoria grande porte. Depois foi lançado o Vectra, no segmento dos médios de luxo. Na seqüência chegou o Novo Vectra, reestilizado em 1996.

Mais tarde os novos Chevrolet Tigra e Omega imiportados e o novo Astra, fabricado no Brasil, além da família de pickups S10 e Silverado, e do sport-utility Blazer (todos com produção local).

No segmento de veículos comerciais, começaram a ser fabricados no país, em 1997, no Complexo Industrial Automotivo de São José dos Campos, os caminhões da marca GMC, operação encerrada no início de 2002.

A GM na Corporação e no Brasil-A GMB é a maior subsidiária da Corporação GM na América do Sul, e ainda está crescendo. Produz em média 400 mil veículos por ano, dos quais 20% exportados para várias partes do mundo, principalmente para os mercados latino-americanos, países do Oriente Médio, África do Sul e Rússia.

Também exporta motores para os Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, além de peças, componentes e serviços para vários países. Emprega 19.500 funcionários diretos, sem contar a Rede Chevrolet, que possui 500 concessionárias em todo o território brasileiro.

O parque industrial da General Motors do Brasil distribui-se por São Paulo e Rio Grande do Sul, com três Complexos Industriais Automotivos responsáveis pela produção de veículos.

Em São Caetano do Sul, região do ABC, produz as linhas Astra, Vectra e Corsa); em São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba, as linhas Corsa, pick-ups S10 e sport-utility Blazer, além de motores, transmissões e peças fundidas; e, em Gravataí, Rio Grande do Sul, a linha do Celta, uma das fábricas mais produtivas do mundo, capaz de fabricar um carro a cada dois minutos e tem como grande novidade a participação de 17 fornecedores, os sistemistas, que formam um condomínio industrial.

A GM possui também uma fábrica no Estado de São Paulo, inaugurada em 1999, em Mogi das Cruzes (SP), a primeira da indústria automobilística brasileira dedicada exclusivamente à produção de peças estampadas em aço para veículos descontinuados, e também de peças que já tenham saído das linhas regulares de montagem por causa da atualização de modelos ainda em produção.

Mundialmente, poucos fabricantes de veículos, como a General Motors nos Estados Unidos, a Toyota e a Honda no Japão, possuem estamparias exclusivas para peças de veículos fora de linha.

Em Mogi opera também um Centro de Distribuição de Peças, de onde os itens já saem embalados.

A GM possui outras atividades, como a de Indaiatuba (SP), onde funciona o Campo de Provas da Cruz Alta, o mais moderno centro de engenharia automotiva da América Latina e o terceiro da Corporação.

Lá são desenvolvidos e validados os veículos Chevrolet, em testes como os mais avançados do mundo. São 40 km de pistas circundadas por 11,272 milhões de m_ de área verde, que reproduzem com exatidão as estradas brasileiras.

Em seus laboratórios equipados com instrumentos de última geração, sem igual na América Latina, o Campo de Provas da Cruz Alta realiza cerca de 7 mil testes por ano, de Segurança Veicular, Ruídos e Vibrações e Emissões, muitos deles acima dos padrões exigidos pela legislação brasileira.

Em Sorocaba (SP) está o Centro de Armazenamento e Distribuição de Peças e Componentes da GMB, o maior e mais moderno centro distribuidor de peças da América Latina, que recebe, embala, e despacha itens produzidos por fornecedores, que vão equipar os veículos Chevrolet.

Uma operação estratégica para garantir confiabilidade e agilidade no abastecimento. Para oferecer ao consumidor brasileiro alternativas de aquisição dos seus produtos, a GMB conta com o Banco General Motors, que cuida das operações financeiras de crédito.

Na vanguarda tecnológica e ambiental-No prazo de apenas 14 meses a GMB conquistou a certificação ISO 14001 (que determina padrões de rotinas para eliminar ou diminuir impactos ambientais e avalia possíveis conseqüências geradas pelas atividades) para todas as suas unidades (São Caetano do Sul, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Sorocaba, Indaiatuba, em São Paulo, e Gravataí, no Rio Grande do Sul).

Também obtiveram a certificação a Powertrain (joint-venture da GM com a Fiat na área de motores e transmissões), a unidade Allison (transmissões para veículos comerciais) e o Banco General Motors, em São Paulo.

Um reconhecimento por seus esforços permanentes na área ambiental. A GMB é a primeira indústria automobilística do país a ter uma estação de tratamento de efluentes implantada em 1951, na unidade de São Caetano do Sul.

Desde o lançamento do Chevrolet Opala em 1968, o primeiro automóvel de passageiros produzido no Brasil pela GMB, a empresa tem ocupado posição de vanguarda na tecnologia de seus processos de manufatura e de seus produtos, sempre na busca da qualidade e da harmonia com o meio ambiente.

Na década de 60 a GMB já introduzia no processo produtivo de seus motores o controle de emissões de gases do cárter, obrigatório somente 28 anos depois.

A GM é também a pioneira na substituição do carburador pela injeção eletrônica. Em 1990 iniciava esse processo lançando o Monza EF 500, o primeiro Chevrolet com injeção eletrônica de combustível. Quatro anos mais tarde, em 1994, toda a linha já utilizava a injeção eletrônica, inclusive os veículos a álcool.

Atenta para os possíveis impactos ambientais de todas as suas atividades, a GMB tem se voltado também para a reciclagem e para a aplicação de métodos e materiais mais compatíveis à preservação do meio ambiente. Por isso eliminou o uso do CFC, tanto na linha de produção como nos sistemas de ar-condicionado dos veículos Chevrolet, substituindo-o pelo HFC, menos agressivo à camada de ozônio.

Para desenvolver novos projetos tendo em vista o uso de materiais recicláveis, os engenheiros da GMB, juntamente com os colegas do ITDC — International Technical Development Center (centro técnico internacional de desenvolvimento da GM, com sede na Alemanha) e da NAO — North American Operations, escolhem as matérias-primas segundo os mais rigorosos critérios de qualidade e de respeito à natureza. Eles buscam também soluções técnicas dentro dos processos organizacionais que tornem a reciclagem economicamente viável.

Nos veículos Chevrolet existem componentes fabricados com material reciclado do mais elevado padrão de qualidade, como peças plásticas de acabamento e peças de motor em alumínio.

Os fornecedores são incentivados a substituir em sua manufatura os produtos químicos agressivos ao meio ambiente pelos biodegradáveis.

Preservação-A preservação de áreas verdes e matas em seus complexos industriais e comerciais, e das espécies animais que nelas vivem, também faz parte do conjunto de ações ambientais da GMB.

No Campo de Provas da Cruz Alta, por exemplo, boa parte da mata nativa encontrada na época da Fazenda Cruz Alta, há 25 anos, foi preservada. Hoje o campo de provas da GMB abriga uma reserva florestal de 4,6 milhões de m_, formada por variadas espécies, vegetais e animais.

Em outros 2,27 milhões de m_ de área de reflorestamento do CPCA foram plantadas 350 mil mudas de árvores nativas da região.

Há ainda 60 hectares plantados com mais de dez mil nogueiras macadâmia e outros 70 hectares ocupados pela cultura do milho. Uma terceira atividade comercial agrícola contribui para a preservação: o reflorestamento com pinheiros, eucaliptos e casuarinas.

No complexo industrial de São José dos Campos, uma área de 100 mil m2 de mata nativa abriga capivaras, corujas, cachorros do mato, quatis e répteis. Dentro daquele complexo há 10 mil árvores frutíferas, plantadas por funcionários, mais de 1 milhão de m_ de gramado ao redor das fábricas, além de milhares de peixes de várias espécies.

Em Gravataí, figueiras centenárias são preservadas e formam o Parque das Figueiras, uma reserva ecológica de 50 hectares.

Lá, cerca de 23.700 mudas de árvores nativas e 650 bromélias foram plantadas com a ajuda de uma empresa especializada em gerenciamento ambiental.

Na unidade industrial e comercial de Mogi das Cruzes há uma reserva ecológica com mais de 40 mil metros quadrados e espécies nativas da Mata Atlântica.

Susete Davi
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