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A influência da moda no design atual de automóveis

O Ford Edge, um dos destaques do Salão do Automóvel de São Paulo e que está sendo lançado no mercado norte-americano, é exemplo de uma tendência que vem ganhando força ultimamente: a influência da moda no design dos automóveis.

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Os designers automotivos buscam inspiração em um leque variado de fontes, mas a indústria da moda tem sido um campo especialmente fértil.

“Como designer, você precisa ter um sexto sentido para antecipar o que vai acontecer depois”, diz Anthony Prozzi, designer da Ford nos Estados Unidos, que não por acaso trabalhou com a estilista Donna Karan antes de se unir ao time da montadora.

“A moda é um termômetro maravilhoso, porque seus estilistas são muito mais vanguardistas, podem se mover mais rápido. Enquanto leva anos para desenvolvermos um carro, um modista pode produzir uma coleção inteira em poucas semanas”.

Segundo ele, tanto ontem como hoje as roupas e os carros refletem as tendências de cada época.

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“Olhe para os anos 60, por exemplo. A década começou com cabelos com corte ‘americano’ e penteados armados e logo deram lugar às minissaias, shorts e botas. Foi uma era de contracultura e individualismo, as pessoas queriam um carro que fosse irreverente sem ser decadente. O Mustang incorporou isso de forma brilhante. Como os shorts e as botas de cano alto, era a antítese do certinho e afetado”, diz.

Ford Edge no Salão do Automóvel em São Paulo – No mundo agitado de hoje, as grandes marcas de roupas estão respondendo à demanda com alta moda que seja versátil e acessível, mesma receita utilizada pela Ford na produção do Edge.

“Pela primeira vez na Ford, temos um veículo que parece desafiar a categoria. Muitas das fronteiras sobre o que é um carro, um utilitário esportivo ou uma minivan estão desaparecendo. Versatilidade é a chave e acredito que o Edge oferece isso com muito estilo”, diz Prozzi.

Versatilidade e economia – Para o estilista, o Edge reflete o comportamento da sociedade atual.

“Hoje, todas as pessoas vivem correndo por aí feito loucas. Elas têm crianças na escola, estão tentando equilibrar o trabalho com a vida pessoal. A última coisa para a qual elas querem olhar é algo desalinhado e desorganizado. As pessoas querem mais ordem e organização em suas vidas. Essas idéias estão presentes nas linhas limpas e no design fluido do Edge”, explica.

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Antes mesmo do lançamento – a primeira unidade deixou a linha de montagem este mês – o Edge já conta com mais de 20.000 pedidos de compra nos distribuidores Ford.

A expectativa é que o modelo repita o sucesso do Fusion e impulsione a virada da marca no mercado norte-americano.

Equipado com novo motor V6 de 265 cv e transmissão automática de seis velocidades, ele oferece alto desempenho, silêncio e consumo eficiente de combustível para o seu tamanho e potência, na faixa de 8,5 km por litro. O preço do carro nos Estados Unidos varia de US$26 mil a US$30 mil.

Segmento em alta – O Ford Edge faz parte do segmento que mais cresce nos Estados Unidos.

Em setembro de 2006, a venda de CUVs (“crossover utility vehicles”) cresceu 9% e atingiu 1,81 milhão de unidades.

A previsão é que por volta do final década os crossovers tornem-se o maior segmento da indústria no país, com vendas na casa de três milhões de unidades.

Duas tendências distintas têm ajudado a alavancar esse crescimento: consumidores de carros que querem um interior mais espaçoso e flexível junto com a segurança da tração total, e clientes tradicionais dos utilitários esportivos que buscam veículos com maior dirigibilidade e economia de combustível.

O Edge atende os desejos de ambos os consumidores e a expectativa é que desempenhe um papel crucial na manutenção dos atuais clientes e na conquista de novos compradores para a marca.

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