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O motor Renault/Nissan V6 dCi

Em outubro passado, no Salão de Paris, um cupê Laguna foi mostrado com um novo motor diesel V6, o primeiro desenvolvido e produzido pela aliança Renault/Nissan.

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Esse motor equipará carros de luxo das duas marcas a partir do fim deste ano

A Aliança Renault/Nissan celebrará seu décimo aniversário no ano que vem, sempre pesquisando oportunidades de sinergia através de uma organização comum de compras, a Renault-Nissan Purchasing Organization, projetos co-desenvolvidos e colaboração em manufatura.

Um ótimo exemplo desta aliança é o novo V6 dCi, desenvolvido pelas duas empresas, montado numa planta da Renault e usado por veículos Renault, Nissan e Infiniti (a marca topo da Nissan).

O novo motor não existiria se tivesse de ser desenvolvido por qualquer das duas sozinha, já que o investimento e os gastos com pesquisa e desenvolvimento teriam sido altos demais e os volumes de produção baixos demais para garantir lucratividade. Na realidade, a aliança fez neste V6 uma economia de 180 milhões de euros.

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As especificações básicas visavam carros de diversos tipos das três marcas, para comercialização em vários cantos do mundo – Europa, Ásia, Estados Unidos.

Daí a escolha da arquitetura em V, que pode ser colocada longitudinalmente, como nos carros Nissan e Infiniti, ou transversalmente, como nos Renault.

O motor foi desenvolvido principalmente em Rueil-Malmaison, perto de Paris, onde está o centro de engenharia de trem de força da Renault.

Boa parte de suas peças e componentes da parte de cima é comum com os do 2.0 dCi, tornando sua concepção mais rápida, barata e de maior qualidade. Os engenheiros da Nissan foram envolvidos no desenvolvimento, garantindo que o motor fosse exatamente adaptado aos veículos Nissan.

O motor já estará no primeiro semestre de 2009 também nos Laguna sedã e perua. Os motores diesel, como todos sabem, são muito populares na Europa. Na França, por exemplo, 75% dos veículos novos já são equipados com motor diesel (fonte: CCFA).

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No Japão, a demanda por esses motores tem sido maior do que o previsto: o Nissan X-Trail diesel, por exemplo, está disponível desde setembro, e nas duas primeiras semanas de comercialização, atingiu seu objetivo de vendas para os primeiros 10 meses.

A nova versão americana do Nissan Máxima e as dos Pathfinder e Navarra para o mercado europeu, terão o V6 em breve – e logo após os ‘europeus’ Infiniti modelos EX, FX e M.

O motor é adaptável a padrões rigorosos de emissões, como os Euro 5 e os californianos. Para a Nissan, ele é importante como alternativa a motores híbridos e a gasolina no Hemisfério Norte.

Mesmo entre apaixonados de motores a gasolina por seus atributos de altas rotações, o novo 235 chega aos 5.000 giros, muito acima do ponto de potência máxima de 3.750 rpm.

Seu torque de 450 Nm a 1.500 giros ajuda a levar o cupê Laguna a 100 por hora em 7”30, de 80 a 120 km/h em 6”10, a fazer o quilômetro parado em 27”7 e a atingir velocidade máxima de 242 km/h.

Seu deslocamento é de 2.993 cm³, sua taxa de compressão de 16:1, sua pressão na injeção direta common-rail é de 1.600 bar e os injetores são piezo de 7 furos.

O consumo no ciclo urbano é de um litro a cada 9,4 km, no rodoviário de um litro a 17,6 km, e no ciclo combinado de um litro a 13,9 km. As emissões de CO2 são de 192 g/km. Colocado longitudinalmente, esse mesmo motor pode desenvolver 265 hp e 550 Nm.

A Nissan é a maior produtora de motores V6 do mundo. Seu 350Z com motor 3.5 a gasolina tem recebido muitos prêmios, e seus V6 têm aparecido há 14 anos seguidos como um dos 10 melhores motores do mundo na publicação especializada Ward’s. Seu 3.8 levou o GT-R a um tempo quase inacreditável de 7’29” em Nürburgring.

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