A Ferrari confirmou a chegada do Luce ao mercado brasileiro para 2027, marcando a estreia da lendária fabricante italiana no segmento de veículos 100% elétricos. Com 1.050 cavalos de potência, capacidade para cinco ocupantes e preço estimado no Brasil em R$ 5,5 milhões, o modelo teve toda a sua produção vendida antes mesmo do lançamento oficial.
A apresentação do Ferrari Luce estabelece um divisor de águas histórico para a casa de Maranello, que até então focava seus projetos em motores a combustão.
O superesportivo inaugura uma arquitetura inédita para a marca, combinando capacidade para cinco ocupantes com quatro portas e estilo marcante.
A denominação italiana do modelo traduz a nova fase de iluminação tecnológica da engenharia de Maranello rumo à descarbonização.
O que é: Trata-se do primeiro superesportivo puramente elétrico da Ferrari, equipado com tração integral e quatro motores de fluxo radial.
Por que importa: O projeto prova que a transição para a mobilidade elétrica pode preservar o DNA de altíssimo desempenho característico dos supercarros.
Diferencial técnico: A bateria de 122 kWh utiliza arquitetura de 800V e foi projetada com módulos substituíveis para durar até o ano de 2050.
Impacto: A introdução do Luce pressiona o segmento de supercarros elétricos de luxo ao entregar aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
O conjunto mecânico do Ferrari Luce entrega impressionantes 990 Nm de torque instantâneo através da vetorização individual de força nas rodas.
A energia é fornecida por um pacote de baterias de 122 kWh dividido em 15 módulos independentes com refrigeração dedicada.
O sistema suporta recargas ultrarrápidas de até 350 kW em corrente contínua, recuperando 70 kWh de capacidade em apenas 20 minutos.
A autonomia projetada atinge 529 quilômetros pelo ciclo WLTP, garantindo longo alcance em viagens de alta velocidade.
O design interno e a interface de cabine contam com a assinatura do estúdio LoveFrom, fundado por Jony Ive, ex-designer chefe do iPhone.
Diferente de outros elétricos, o painel preserva comandos mecânicos analógicos para acionamento de funções essenciais sem distrair o condutor.
A suspensão ativa atua junto com o gerenciamento de tração para controlar o peso total de 2.260 kg com precisão em curvas rápidas.
Quando comparado a hipercarros a combustão, o torque elétrico oferece respostas imediatas sem qualquer atraso de entrega de potência.
A garantia do sistema de propulsão elétrico é de oito anos, assegurando a confiabilidade do conjunto para os primeiros compradores.
Para o mercado brasileiro, as primeiras entregas estão previstas entre o primeiro e o segundo trimestre do ano de 2027.
O preço estimado de R$ 5,5 milhões reflete a pesada carga tributária incidente sobre a importação de veículos elétricos de luxo.
O modelo é um marco para a indústria automotiva global ao provar que a eletrificação não anula a emoção de dirigir um ícone.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A chegada do Ferrari Luce é uma resposta definitiva aos céticos da eletrificação no segmento de supercarros.
A decisão de montar quatro motores de fluxo radial — um por roda — oferece uma capacidade de vetorização de torque que nenhum sistema mecânico a combustão tradicional conseguiria igualar em tempo de resposta.
Do ponto de vista da engenharia de manutenção, o grande trunfo da Ferrari foi pensar na longevidade da bateria de 122 kWh. Dividir o pacote em 15 módulos independentes e permitir a substituição individualizada resolve o maior gargalo de depreciação dos veículos elétricos atuais.
Essa abordagem estende a vida útil do bem até 2050, respeitando a tradição onde 90% das Ferraris já produzidas continuam rodando pelo mundo.
Além disso, a escolha de manter controles físicos usinados na cabine desenhada por Jony Ive mostra maturidade ergonômica.
O Ferrari Luce estabelece um novo padrão para o mercado de superesportivos elétricos, unindo eficiência extrema, dinâmica apurada e sustentabilidade de longo prazo.
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Retrovisor Mecânica Online®
- Estreia elétrica – O Luce é o primeiro veículo 100% elétrico da história da Ferrari.
- Potência extrema – Conjunto de quatro motores entrega 1.050 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
- Bateria modular – Pacote de 122 kWh dividido em 15 módulos intercambiáveis projetados para durar até 2050.
- Autonomia e recarga – Alcance de 529 km (WLTP) com suporte a recarga ultrarrápida de até 350 kW.
- Design por ex-Apple – Cabine desenvolvida pela LoveFrom, de Jony Ive, priorizando botões mecânicos e ergonomia.
- Lançamento no Brasil – Unidades chegam em 2027 com preço estimado na casa de R$ 5,5 milhões.
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- Motor de Fluxo Radial – Tipo de motor elétrico compacto e leve onde o fluxo magnético se desloca perpendicularmente ao eixo de rotação, gerando altíssima densidade de torque.
- Vetorização de Torque – Tecnologia eletrônica que distribui a força do motor de forma independente para cada roda, otimizando a aderência e a estabilidade em curvas.
- Arquitetura de 800 Volts – Sistema elétrico de alta tensão que permite a passagem de correntes mais elevadas com menor aquecimento, viabilizando recargas ultrarrápidas.
- Ciclo WLTP – Padrão internacional de homologação de testes de laboratório que mede o consumo de energia e a autonomia real dos veículos.

