A General Motors South America confirmou, em publicação institucional, que o Chevrolet Captiva PHEV será fabricado no Brasil ainda em 2026. Será o primeiro híbrido plug-in da marca produzido no país e o terceiro modelo a sair da linha da Planta Automotiva do Ceará em menos de um ano. Por trás do anúncio direto está uma fábrica que vem se transformando, em tempo recorde, no principal hub de eletrificados da Chevrolet na América do Sul.
A General Motors South America confirmou que o Chevrolet Captiva PHEV entrará em produção no Brasil ainda este ano.
Será o primeiro híbrido plug-in da marca fabricado no país, montado na Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte (CE).
O modelo será o terceiro a entrar em produção na unidade em menos de um ano, depois do Spark EUV, iniciado em dezembro de 2025, e do Captiva EV, cuja montagem começou em junho de 2026.
Segundo a GM, esse avanço amplia a produção local de veículos com diferentes tecnologias, reforçando o portfólio eletrificado da Chevrolet para um mercado brasileiro cada vez mais competitivo.
A base técnica do Captiva PHEV é a mesma do Captiva EV: ambos derivam do Wuling Starlight S, desenvolvido pela joint venture SAIC-GM-Wuling na China.
Segundo apurações do setor, a versão híbrida plug-in já havia sido flagrada em testes no Brasil, além de já estar confirmada para outros mercados internacionais da marca.
As dimensões do modelo devem seguir exatamente as da versão já vendida fora do país: 4,75 metros de comprimento, entre-eixos de 2,80 metros e porta-malas de 610 litros.
No interior, o Captiva PHEV deve repetir o pacote tecnológico do irmão elétrico, com painel digital de 8,8 polegadas e central multimídia de 15,6 polegadas.
O carro também deve trazer atualizações remotas (OTA), comandos por voz e pacote avançado de assistência à condução, incluindo cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência.
Na motorização, a versão internacional do Starlight S combina motor 1.5 a gasolina com motor elétrico, alimentado por bateria LFP — nesse segmento, geralmente entre 9,5 kWh e 20,5 kWh, dependendo da configuração de mercado.
A chegada do Captiva EV já havia elevado em cerca de 50% o quadro de funcionários da fábrica cearense, segundo dados divulgados anteriormente pela GM.
A unidade opera atualmente em turno único de oito horas, com capacidade para produzir cerca de 40 veículos por dia, estrutura pensada para crescer conforme a demanda por eletrificados avançar no país.
Parte dos componentes já é fornecida por empresas brasileiras — cerca de 30% do total, segundo a GM —, enquanto peças de maior valor agregado, como bateria, powertrain e inversor, seguem sendo importadas.
Com a chegada do Captiva PHEV, o Brasil se consolida como peça central da estratégia de eletrificação da Chevrolet na América do Sul, unindo em uma mesma planta modelos 100% elétricos e híbridos plug-in.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Colocar três modelos eletrificados em produção na mesma planta em menos de 12 meses é ritmo raro mesmo para padrões globais da indústria automotiva.
O fato de o Captiva PHEV compartilhar base técnica com o Captiva EV é decisão inteligente de engenharia: reduz custo de adaptação da linha de montagem e acelera o tempo entre anúncio e produção efetiva.
Apostar em híbrido plug-in ao lado do elétrico puro também mostra leitura correta do mercado brasileiro, ainda dependente de infraestrutura de recarga em boa parte do território nacional.
Segue um resumo do que já se sabe sobre a produção do Captiva PHEV:
| Item | Informação |
|---|---|
| Local de produção | Planta Automotiva do Ceará (PACE), Horizonte (CE) |
| Ordem de chegada | 3º modelo da planta, após Spark EUV e Captiva EV |
| Base técnica | Wuling Starlight S (SAIC-GM-Wuling) |
| Dimensões (referência internacional) | 4,75 m de comprimento, entre-eixos de 2,80 m |
| Porta-malas | 610 litros |
| Capacidade da fábrica | ~40 veículos/dia (turno único) |
O verdadeiro teste do Captiva PHEV será o preço final de tabela, fator que deve definir se o modelo consegue mesmo brigar de igual para igual com os rivais chineses que já dominam esse nicho no Brasil.
Para acompanhar de perto a chegada oficial do Captiva PHEV ao mercado brasileiro, siga @tarcisiomecanicaonline.
Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia
O anúncio: a GM South America confirmou a produção do Captiva PHEV no Brasil ainda em 2026.
A fábrica: Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte, já opera com Spark EUV e Captiva EV.
A base técnica: o modelo deriva do Wuling Starlight S, desenvolvido na China.
O crescimento de empregos: a chegada dos novos modelos já elevou o quadro da fábrica em 50%.
A estratégia da GM: transformar a PACE no principal hub de eletrificados da Chevrolet na América do Sul.
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PHEV (híbrido plug-in): veículo com motor elétrico e a combustão, com bateria recarregável na tomada.
Joint venture: parceria entre empresas para desenvolver ou produzir um produto em conjunto, dividindo custos e tecnologia.
Nacionalização (automotiva): processo de passar a fabricar localmente um veículo antes apenas importado.
Bateria LFP: tecnologia de bateria à base de lítio-ferro-fosfato, conhecida por segurança térmica e boa durabilidade.

