O Geely Galaxy TT acaba de ser lançado na China com arquitetura de 800V, até 725 km de autonomia e 578 cv na versão topo de linha. Mas será que ele vem para o Brasil? E faria sentido contra o Leapmotor B05? A resposta envolve uma diferença crucial de segmento: o Galaxy TT é um sedã grande de quase 5 metros, enquanto o B05 é um hatch compacto de 4,43 metros. Não são rivais diretos. A Geely ainda não confirmou a venda do Galaxy TT no mercado brasileiro, mas a expansão agressiva da marca e a posição do Brasil como maior importador de elétricos chineses tornam a chegada possível.
O Galaxy TT é o novo sedã elétrico de porte médio-grande da Geely, com 4.999 mm de comprimento e 2.920 mm de entre-eixos. É um carro grande, quase 5 metros, posicionado acima do que seria um sedã médio tradicional.
A arquitetura é de 800V, com baterias LFP fornecidas pela CATL e recarga rápida de até 6C. Nas versões de motor único, entrega 333 cv e autonomias de 640 km ou 725 km (ciclo CLTC).
A versão topo de linha, com dois motores e tração integral, chega a 578 cv e faz 0 a 100 km/h em 3,8 segundos. O interior traz tela central de 15,4″, HUD com realidade aumentada, chip Dragon Eagle 6P e sistema Flyme Auto 2.0.
E o Leapmotor B05?
O Leapmotor B05 é um hatch médio compacto, com 4,43 metros de comprimento e 2,73 metros de entre-eixos . É um carro bem menor que o Galaxy TT — quase 60 cm mais curto e com 19 cm menos de entre-eixos.
A versão apresentada no Brasil tem 218 cv, bateria de 67,1 kWh e autonomia de até 482 km (WLTP) . Acelera de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos .
Ou seja, são carros de categorias diferentes. O Galaxy TT é um sedã grande; o B05 é um hatch compacto e esteve no Brasil durante o Festival Interlagos. Não são rivais diretos.
Então, o Galaxy TT vem para o Brasil?
Não há confirmação oficial. A Geely disse que “até o momento, a montadora não confirmou a comercialização ou a data de lançamento do modelo no mercado brasileiro” .
Mas há alguns sinais que indicam uma possibilidade real:
- A Geely está expandindo agressivamente no Brasil. A marca já lançou o EX2 e o EX5 elétricos, e o EX5 híbrido plug-in está em produção local em São José dos Pinhais (PR) . A parceria com a Renault para produção local indica que a Geely veio para ficar .
- O Galaxy TT é um modelo global. A Galaxy é uma submarca de nova energia (NEV) da Geely que está sendo posicionada para expansão internacional. O Galaxy TT “tem a chance de ser exportado para outros mercados, assim como outros modelos da marca” .
- O Brasil é o maior mercado de exportação de carros chineses. Em 2026, o Brasil se tornou o maior destino das exportações de veículos de nova energia da China, com 299.800 unidades importadas no primeiro semestre . A Geely certamente quer participar disso.
Mas o Galaxy TT enfrentaria desafios no Brasil:
- Preço. Na China, o Galaxy TT parte de 129.900 yuans (cerca de R$ 98.800) na conversão direta . Com impostos de importação de 35% sobre elétricos, frete e margem, o preço no Brasil provavelmente ultrapassaria os R$ 200 mil, colocando-o em uma faixa onde a Geely já tem o EX5 e onde rivais como BYD Seal e Tesla Model 3 competem.
- Posicionamento. Um sedã de 5 metros não é o que o mercado brasileiro mais consome. O volume está nos SUVs e hatches compactos. A Geely pode priorizar modelos de maior volume antes de trazer um sedã grande.
- Estratégia da marca. A Geely está construindo sua presença no Brasil com o EX2 (hatch elétrico de entrada) e o EX5 (SUV médio). O Galaxy TT seria um produto de nicho, mais para construir imagem tecnológica do que para gerar volume.
E contra o Leapmotor B05?
A pergunta original não faz muito sentido porque são carros de segmentos diferentes. Mas se a ideia é comparar propostas de valor:
- O B05 é um hatch compacto, com preço que deve ficar na faixa dos R$ 150-180 mil quando chegar (na Europa, parte de € 26.490, cerca de R$ 158 mil) .
- O Galaxy TT seria um sedã grande, provavelmente acima dos R$ 200 mil, competindo com BYD Seal e outros sedãs médios.
Se a Geely trouxer o Galaxy TT, ele não brigaria com o B05 — brigaria com carros de uma faixa superior.[
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O Galaxy TT é um carro tecnicamente impressionante: 800V, 578 cv, 725 km de autonomia. Mas o Brasil ainda não está pronto para um sedã elétrico de R$ 200 mil da Geely.
A marca está certa em priorizar SUVs e hatches compactos, que são os segmentos de maior volume. Trazer o Galaxy TT agora seria uma jogada de imagem, não de negócio.
Se a Geely quiser brigar com o Leapmotor B05, precisa de um hatch compacto. O EX2 já cumpre esse papel parcialmente.
Minha avaliação é que o Galaxy TT pode vir em 2028, quando a Geely tiver uma rede consolidada e a infraestrutura de recarga no Brasil estiver mais madura. Até lá, faz sentido esperar.
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Galaxy TT: Sedã elétrico de 4,99 m com arquitetura de 800V, até 725 km de autonomia e 578 cv na versão topo.
Leapmotor B05: Hatch compacto de 4,43 m com 218 cv, bateria de 67,1 kWh e até 482 km de autonomia.
Sem rivalidade direta: Os dois carros são de segmentos diferentes — um sedã grande contra um hatch compacto.
Vem para o Brasil? Não há confirmação, mas a expansão da Geely e a posição do Brasil como maior importador de elétricos chineses tornam a chegada possível.
Preço projetado: Com impostos, o Galaxy TT provavelmente ultrapassaria os R$ 200 mil no Brasil, enquanto o B05 deve ficar na faixa dos R$ 150-180 mil.
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Arquitetura de 800V: Sistema elétrico que opera em tensão mais alta, permitindo recargas mais rápidas e menor perda de energia.
Recarga 6C: Capacidade de recarregar a bateria a uma taxa equivalente a 6 vezes sua capacidade nominal, resultando em tempos de recarga muito curtos.
Ciclo CLTC: Padrão chinês de medição de autonomia, geralmente mais otimista que o WLTP europeu.
Hatch compacto: Carroceria de duas volumes, com porta-malas integrado à cabine, geralmente com menos de 4,5 metros de comprimento.
Sedã médio: Carroceria de três volumes, com porta-malas separado, geralmente entre 4,7 e 5,0 metros de comprimento.

