Entenda como funcionam as baterias e sistemas de recuperação do Audi e-tron

O sistema de baterias de íons de lítio utilizado no Audi E-tron que desembarca no Brasil, pesa cerca de 700 kg e é composto por 36 módulos de alumínio, que deixam o centro de gravidade do Audi e-tron semelhante ao de um sedan.

O veículo possui autonomia de até 436 quilômetros (ciclo europeu WLTP), ideal para percorrer longos trajetos, e pode recarregar de diversas formas.

Uma delas é por meio de redes externas. Basta plugar o veículo em uma tomada, desde uma simples 110V até as de alta tensão, para iniciar a recarga, cujo tempo varia de acordo com a potência elétrica disponível. Em estações de recarga ultra rápida de 150 kW, por exemplo, é possível carregar até 80% da bateria em 30 minutos.

Na maioria dos casos, os consumidores optam por carregar o veículo elétrico durante a noite, como os smartphones. Nesse caso, o Audi e-tron pode ser carregado com a potência máxima disponível considerando outros equipamentos elétricos no domicílio para evitar sobrecarga do sistema residencial.

Os clientes também podem definir suas próprias prioridades, como programar o horário de carregamento de acordo com o horário que oferece valor reduzido da energia.

Além da recarga em redes externas, o SUV pode recuperar a energia de outras duas maneiras: simplesmente ao tirar o pé do acelerador ou quando o pedal de freio é acionado. Durante mais de 90% de todas as desacelerações, o e-tron recupera a energia exclusivamente por meio de seus motores elétricos.

Um fato totalmente novo é que o motorista pode selecionar o grau de recuperação de energia em três níveis utilizando as aletas localizadas atrás do volante, que lembram os tradicionais shift-paddles.

No nível 0, o Audi e-tron não recupera energia quando o motorista solta o pedal do acelerador.

No nível 1, de desaceleração mínima, e no nível 2, de alta desaceleração, os motores elétricos geram torque de freio regenerativo, fazendo com que o SUV elétrico reduza a velocidade notavelmente enquanto produz eletricidade – o motorista pode desacelerar e acelerar usando apenas o pedal do acelerador, criando a sensação de pedal único.

Em baixas velocidades, praticamente não há necessidade de usar o pedal do freio.

Além de ajustar manualmente o nível de recuperação com as aletas do volante, o motorista também pode selecionar o modo automático na MMI.

Assim, o modelo aproveita seu potencial máximo de recuperação em combinação com o sistema de controle integrado de freios eletro-hidráulicos.

A Audi é o primeiro fabricante do mundo a usar esse tipo de sistema em um veículo elétrico produzido em série.

O gerenciamento térmico do sistema de bateria é um capítulo à parte: um total de 22 litros de líquido de arrefecimento flui através dos 40 metros de conexões no Audi e-tron, garantindo que as baterias sejam mantidas, na maior parte das vezes, dentro de sua faixa ideal de eficiência de 25ºC a 35ºC em várias situações, desde um dia frio no inverno até os dias quentes de verão, o que contribui para a vida útil.

Estratégia de eletrificação e infraestrutura de recarga – A Audi anunciou em fevereiro investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura de recarga de veículos elétricos para instalação de 200 pontos até 2022.

O objetivo é instalar os pontos em shoppings, academias, hotéis, clubes e restaurantes, ou seja, localidades que o cliente frequenta e pode deixar o veículo carregando enquanto realiza outra atividade.

Além da infraestrutura oferecida pela Audi do Brasil, a marca também se aliou à Porsche, Volkswagen e EDP para instalar 30 estações de recarga ultra rápida localizadas em estradas e rodovias pelo território brasileiro. Serão 29 estações de 150 kW e uma unidade de 350 kW.

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