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Estética não é tudo

Ao trocar as rodas do veículo, o motorista deve se preocupar em manter as características originais de fábrica

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Ao trocar as rodas do veículo, é imprescindível o motorista conhecer as características de cada uma delas e tomar alguns cuidados para não infringir a legislação vigente.

“A estética não pode ser a única preocupação”, aconselha o diretor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (SINCODIV/DF), Edson Maia.

Existem hoje no mercado dois tipos de rodas: aço e liga leve. A primeira é mais resistente. Pode amassar mas, dificilmente, desenvolve trincas que comprometam o seu funcionamento. A segunda é mais frágil.

“Mas, atualmente, as rodas de liga leve são fabricadas com materiais resistentes. Ela só exige um cuidado maior por parte do motorista”, considera o supervisor de Acessórios de uma das concessionárias do DF, Daniel A. Lima.

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Para manter as rodas de liga leve em perfeito estado, Lima alerta que não é aconselhável colocar óleo de mamona ou produtos abrasivos para limpá-la.

Caso contrário, ela pode perder o verniz. Se o motorista costuma lavar o seu carro em postos de gasolina, é importante pedir para que a pessoa não aproxime muito o jato d’água da roda.

“O ideal é que ele esteja a, pelo menos, 50 centímetros de distância”, diz.

Na hora de trocar o acessório é importante seguir as determinações da Resolução nº 533/78, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A norma proíbe que o veículo circule pelas ruas e estradas com rodas diferentes das originais, que ultrapassem os limites externos dos pára-lamas.

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“Nada impede que o motorista coloque rodas com aros maiores. Mas é necessário manter a harmonia do conjunto do carro”, ressalta.

Daniel afirma que quanto maior a roda, menor deve ser a altura do pneu.

“O conjunto roda pneu não pode ultrapassar a medida original de fábrica. O aro desproporcional também compromete a dirigibilidade do veículo e força a suspensão do carro”, lembra.

Automóveis com rodas de aro 15, por exemplo, aumentam a capacidade de frenagem e oferecem uma estabilidade melhor. Contudo, o carro fica mais duro de se guiar.

“Por causa disso, é interessante colocar um aro maior quando o veículo for equipado com direção hidráulica”, completa.

Mesmo se com todos esses cuidados não for possível evitar que a roda quebre ou empene, Lima indica que o melhor procedimento é a troca da peça.

A roda de ferro, no máximo, pode ser desamassada. No caso de quebra, não é possível recuperá-la.

Aplica-se o mesmo procedimento às rodas de liga leve. O reparo nesse tipo de material, no caso o alumínio, tira as características originais da peça, cujas especificações são estipuladas de acordo com as características do carro que vem de fábrica.

“O material utilizado na solda não possui a mesma consistência do alumínio original. A possibilidade da roda não resistir a um pequeno impacto é bem mais alta”, conclui Daniel.

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