A Jeep amplia a Série Especial 85 Anos com Compass e Commander. O Compass parte de R$ 206.990 com motor TurboFlex MHEV de 48 V e 176 cv, teto panorâmico e ADAS nível 2. Já o Commander custa R$ 265.690, oferece sete lugares, o mesmo conjunto híbrido-leve e acrescenta porta-malas elétrico Hands Free, acabamento em suede e sistema Harman Kardon. As duas configurações chegam com produção limitada.
A Série Especial 85 Anos amplia a celebração da trajetória da Jeep apostando menos em alterações mecânicas profundas e mais em conteúdo, acabamento e exclusividade.
No Compass, a configuração toma como base o Longitude, enquanto no Commander o ponto de partida é o Limited.
Ambos utilizam a nova motorização TurboFlex MHEV de 48 volts, com 176 cv.
Compass 85 Anos custa R$ 206.990
O Compass recebe uma combinação visual específica, com grade e skidplate em Preto Onyx, detalhes escurecidos e emblemas comemorativos.
O teto solar panorâmico passa a fazer parte do pacote de série.
Por dentro, aparecem volante e manopla em preto, além de costuras em Mayan Gold nos bancos, painel e revestimentos das portas.
O modelo também traz Adventure Intelligence com Alexa integrada, carregamento por indução e painel digital de 10,25 polegadas.
A multimídia possui 10,1 polegadas.
MHEV promete reduzir consumo em até 11%
O sistema híbrido-leve de 48 V trabalha associado ao conhecido motor turbo flex de 176 cv e câmbio automático de seis marchas.
Segundo a Jeep, a eletrificação permite uma redução de até 11% no consumo de combustível.
É importante entender que esse sistema não funciona como um híbrido pleno.
O motor elétrico auxilia o conjunto térmico em determinados momentos, recupera energia nas desacelerações e contribui para reduzir o consumo, mas o Compass não foi projetado para percorrer distâncias relevantes exclusivamente com eletricidade.
ADAS nível 2 é de série
O pacote inclui controle de cruzeiro adaptativo, centralização em faixa e frenagem automática de emergência.
Há também reconhecimento de placas, detector de fadiga, comutação automática dos faróis e Park Assist.
Seis airbags, controles de estabilidade e tração e sistema Jeep Traction Control+ completam o conjunto.
Commander 85 Anos sobe para R$ 265.690
No Commander, a proposta comemorativa parte da versão Limited MHEV.
A série custa R$ 265.690 e preserva os sete lugares, acrescentando teto solar panorâmico e abertura elétrica da tampa traseira com sensor Hands Free.
Grade e skidplate recebem acabamento Dark Chrome, enquanto os logotipos passam a utilizar preto brilhante.
Por dentro, bancos em couro e suede recebem costuras especiais, acompanhados por painel com revestimento em suede.
Harman Kardon e mais conforto
A cabine traz central multimídia de 10,1 polegadas com Adventure Intelligence Plus e Alexa integrada.
O sistema de áudio Harman Kardon utiliza nove alto-falantes.
Há banco elétrico para o motorista, carregamento por indução e climatização de duas zonas com controle de intensidade para as fileiras traseiras.
O pacote ADAS inclui controle de cruzeiro adaptativo, centralização em faixa, monitoramento de ponto cego e estacionamento semiautônomo.

Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – As versões 85 Anos são interessantes porque não se limitam a adesivos e emblemas comemorativos; teto panorâmico, tecnologia e acabamento realmente aumentam o conteúdo.
No Compass, os R$ 206.990 colocam o modelo muito perto do Toyota Corolla Cross XRV Hybrid, que está na região dos R$ 214 mil.
A comparação é particularmente interessante porque as duas marcas utilizam caminhos bastante diferentes para a eletrificação.
O Compass emprega um MHEV de 48 V, no qual o sistema elétrico atua principalmente como assistência ao motor a combustão.
O Corolla Cross utiliza um sistema full hybrid, capaz de movimentar o veículo utilizando somente os motores elétricos em determinadas situações.
Isso significa que o consumidor não deve olhar apenas para a palavra “híbrido”.
No Compass, a proposta está em reduzir consumo sem alterar significativamente a experiência de utilização ou exigir recarga externa.
No Toyota, a eletrificação tem participação mais intensa na própria propulsão do veículo.
Em contrapartida, o Compass 85 Anos responde com 176 cv, teto panorâmico, ADAS nível 2 e uma apresentação visual mais sofisticada.
Existe ainda um componente importante de mercado: nessa faixa de R$ 200 mil, SUVs eletrificados chineses também aumentaram muito a pressão sobre as marcas tradicionais.
Já no Commander, a discussão fica ainda mais interessante.
A versão 85 Anos custa R$ 265.690, exatamente R$ 10 mil acima do Commander Limited MHEV convencional.
Por esse adicional, entram teto panorâmico, porta-malas Hands Free, acabamento específico, revestimentos em suede e identidade visual exclusiva.
Quando observamos somente a própria linha Jeep, a diferença parece relativamente fácil de justificar pelo conteúdo.
O problema aparece quando olhamos para fora da concessionária.
O JETOUR S08 custa R$ 259.900, praticamente o mesmo preço, também oferece sete lugares e acrescenta uma arquitetura híbrida plug-in com 339 cv.
Nesse caso, o consumidor encontra no JETOUR a possibilidade de rodar parte da rotina apenas com eletricidade, além de uma potência significativamente maior.
O CAOA Chery Tiggo 9 2.0 também entra abaixo, por cerca de R$ 249.990, enquanto sua configuração PHEV de 428 cv sobe para aproximadamente R$ 299.990.
Isso coloca o Commander 85 Anos exatamente no meio de uma transformação importante do segmento.
A Jeep oferece uma marca consolidada, ampla rede, produto conhecido pelo mercado e sete lugares, enquanto os novos concorrentes chineses pressionam principalmente com potência, eletrificação plug-in e quantidade de equipamentos.
Existe ainda o Haval H9, acima da faixa dos R$ 300 mil, que segue uma proposta diferente: diesel, 4×4 com reduzida e maior vocação fora de estrada.
Por isso, considero que o Commander 85 Anos precisa ser analisado mais pelo equilíbrio do conjunto do que pela ficha técnica isolada.
Se o consumidor procura sete lugares, bom pacote ADAS, conforto, conectividade e uma tecnologia híbrida sem necessidade de tomada, a proposta faz sentido.
Se a prioridade for potência, autonomia elétrica ou possibilidade de recarga externa, os PHEVs chineses já apresentam argumentos muito fortes na mesma região de preço.
No Compass, a situação é semelhante: o MHEV melhora eficiência e mantém a simplicidade de utilização, mas o mercado já oferece full hybrids e plug-in hybrids por valores próximos.
É justamente por isso que teto panorâmico, acabamento especial, conectividade e equipamentos adicionais passam a ser importantes para justificar a Série 85 Anos.
No final, as duas edições comemorativas mostram uma Jeep buscando valorizar identidade, conteúdo e tradição justamente quando a concorrência tenta mudar a referência do consumidor para potência, bateria e quantidade de tecnologia.
Para acompanhar avaliações, comparativos e as novidades dos SUVs eletrificados, siga @tarcisiomecanicaonline.
RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
Compass: Série 85 Anos custa R$ 206.990 e traz teto panorâmico, MHEV de 176 cv e ADAS nível 2.
Commander: custa R$ 265.690 e mantém sete lugares, acrescentando porta-malas Hands Free e acabamento em suede.
Eletrificação: os dois utilizam sistema híbrido-leve de 48 V, sem necessidade de recarga externa.
Concorrência Compass: Corolla Cross Hybrid e SUVs eletrificados chineses entram na mesma região de preço.
Concorrência Commander: JETOUR S08 e Tiggo 9 ampliam a disputa entre SUVs de sete lugares.
Série especial: produção será limitada e traz elementos específicos de acabamento e identificação.
MECÂNICA ONLINE® — MECÂNICA DO JEITO QUE VOCÊ ENTENDE
MHEV: sistema híbrido-leve no qual a parte elétrica auxilia o motor a combustão, mas não oferece a mesma condução elétrica de um híbrido pleno ou plug-in.
48 volts: sistema elétrico de maior tensão que permite recuperar e fornecer energia de maneira mais eficiente que uma rede convencional de 12 V.
ADAS nível 2: conjunto de assistências capaz de controlar aceleração, frenagem e direção em determinadas condições, mantendo o motorista responsável pela condução.
Full hybrid: sistema em que o motor elétrico consegue participar diretamente da propulsão e movimentar o veículo sozinho em determinadas situações.