A MG Motor amplia sua atuação no Brasil com o IM6, SUV elétrico premium oferecido em duas configurações: Signature, por R$ 368.990, e Performance, por R$ 439.990. A versão mais potente combina bateria de 100 kWh, arquitetura de 800 volts, 752 cv, tração integral e carregamento DC de até 396 kW. Entre os diferenciais estão esterçamento das quatro rodas, suspensão a ar, sistema de áudio com 20 alto-falantes e garantia de sete anos.
O MG IM6 marca também a estreia brasileira da IM Motors, divisão premium de veículos elétricos do grupo SAIC.
Com 4,90 metros de comprimento, 1,99 metro de largura e 2,95 metros de entre-eixos, o modelo entra diretamente na região dos grandes SUVs elétricos de luxo.
A estratégia começa com duas versões bastante diferentes mecanicamente, permitindo escolher entre maior eficiência e tração traseira ou desempenho extremo com AWD.
Signature custa R$ 368.990
A configuração de entrada utiliza motor elétrico traseiro de 295 cv e 45,9 kgfm.
A bateria LFP possui 75 kWh, trabalhando com arquitetura elétrica de 400 V.
A autonomia homologada pelo Inmetro é de 348 km, enquanto a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 6,4 segundos.
A recarga rápida aceita até 153 kW, levando a bateria de 10% a 80% em aproximadamente 26 minutos.
É uma configuração claramente direcionada ao consumidor que prioriza conforto, espaço e eficiência, sem necessidade dos números extremos da Performance.
Performance entrega 752 cv
Por R$ 439.990, a versão Performance muda completamente de personalidade.
Dois motores elétricos entregam 752 cv e 81,8 kgfm, com tração integral inteligente.
O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos e velocidade máxima de 239 km/h.
São números de superesportivo aplicados a um SUV com quase cinco metros de comprimento.
Bateria de 100 kWh e arquitetura de 800 V
A Performance utiliza bateria NCM de 100 kWh, acompanhada por uma arquitetura elétrica de 800 volts.
A autonomia chega a 400 km pelo Inmetro e 505 km pelo WLTP.
Mas talvez o número mais impressionante esteja na recarga: são até 396 kW em corrente contínua.
Em uma estação capaz de fornecer essa potência, a bateria pode passar de 10% a 80% em aproximadamente 18 minutos.
É uma capacidade de carregamento muito superior à encontrada na maioria dos veículos elétricos atualmente comercializados no Brasil.
Suspensão a ar exclusiva da Performance
A configuração mais potente acrescenta também suspensão pneumática com controle ativo dos amortecedores.
O sistema consegue modificar altura e rigidez conforme modo de condução e condições da via.
As rodas são de 21 polegadas, com pneus mais largos no eixo traseiro.
A Signature utiliza rodas de 20 polegadas e uma configuração de suspensão mais convencional.
Quatro rodas esterçam
Um dos maiores diferenciais técnicos do IM6 está disponível nas duas versões.
As rodas traseiras também esterçam, trabalhando em conjunto com o eixo dianteiro.
Em baixa velocidade, elas giram no sentido contrário para reduzir o espaço necessário em manobras.
Em velocidades maiores, movimentam-se no mesmo sentido das dianteiras para favorecer estabilidade em mudanças de faixa.
Existe ainda o chamado modo caranguejo, que permite realizar movimentos diagonais para auxiliar em situações específicas de estacionamento.
Em um veículo com quase cinco metros de comprimento e praticamente dois metros de largura, esse recurso possui utilidade muito mais prática do que simplesmente tecnológica.
Porta-malas de 665 litros
Apesar da arquitetura voltada ao desempenho, o IM6 mantém características importantes de um SUV familiar.
O porta-malas traseiro oferece 665 litros, acompanhado por um compartimento dianteiro de 32 litros.
A cabine recebe portas sem moldura e teto panorâmico com tratamento térmico.
Os bancos dianteiros possuem 12 ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e memória, enquanto o assento do motorista acrescenta função de relaxamento e massagem.
26,3 polegadas diante do motorista
A interface digital utiliza uma tela panorâmica de 26,3 polegadas, reunindo informações de condução e entretenimento.
Outra tela de 10,5 polegadas concentra comandos de climatização e ajustes relacionados ao chassi.
O sistema de áudio possui 20 alto-falantes, acompanhado por vidros duplos desenvolvidos para reduzir ruídos externos.
Apple CarPlay e Android Auto funcionam sem fio, enquanto o sistema também oferece comandos de voz em português e carregador refrigerado por indução.
Há ainda V2L de 220 V para alimentar equipamentos externos.
Cinco estrelas no Euro NCAP
O pacote de segurança ajudou o modelo a conquistar cinco estrelas no Euro NCAP.
Estão presentes controle de cruzeiro adaptativo, centralização em faixa, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de tráfego cruzado dianteiro e traseiro.
O IM6 também possui câmera 540 graus, estacionamento automático e manobras remotas pelo smartphone.
Entre os airbags está uma bolsa central destinada a reduzir o contato entre motorista e passageiro durante determinados tipos de impacto.

Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O MG IM6 chega ao Brasil em um momento no qual potências acima de 500 cv já deixaram de ser raridade entre os elétricos chineses premium, então apenas os 752 cv não bastariam para diferenciá-lo.
O que chama mais atenção é a quantidade de engenharia associada ao desempenho.
A combinação de arquitetura de 800 V, recarga de 396 kW, suspensão a ar e esterçamento nas quatro rodas coloca a versão Performance em uma posição tecnicamente muito forte.
E o preço de R$ 439.990 torna essa discussão ainda mais interessante.
O Zeekr 7X Flagship, um dos seus concorrentes mais próximos, entrega 646 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e possui 423 km de autonomia pelo Inmetro.
Ele também utiliza arquitetura de 800 V, bateria de 100 kWh e suspensão pneumática.
O MG responde com mais potência, aceleração ligeiramente superior e uma recarga máxima de 396 kW, além do esterçamento das quatro rodas.
Outro adversário importante é o Volvo EX40 Twin Motor Performance, atualmente na faixa dos R$ 401 mil.
São 442 cv, tração integral, 0 a 100 km/h em 4,6 segundos e pouco mais de 400 km de autonomia homologada.
O Volvo custa menos e traz consigo uma marca premium bastante estabelecida no País, mas o IM6 oferece muito mais potência, dimensões superiores e tecnologias de chassi mais sofisticadas.
Há ainda o BYD Sealion 7, hoje por R$ 339.990.
Ele entrega 531 cv e 360 km de autonomia pelo Inmetro, tornando-se uma referência importante de custo-benefício entre os SUVs elétricos de alto desempenho.
Nesse caso, a diferença para o IM6 Performance chega a R$ 100 mil.
O MG precisa justificar esse valor adicional principalmente por bateria maior, recarga muito mais rápida, suspensão a ar, esterçamento traseiro, acabamento e pacote tecnológico de posicionamento superior.
Já a versão Signature de R$ 368.990 apresenta uma equação diferente.
Ela fica aproximadamente R$ 29 mil acima do Sealion 7, apesar de oferecer 295 cv contra mais de 500 cv do BYD.
Também custa praticamente o mesmo que o Zeekr 7X Premium, que parte de R$ 378 mil e oferece 421 cv, bateria de 100 kWh e autonomia de aproximadamente 491 km pelo Inmetro.
Isso significa que a Signature não pode depender da ficha de potência ou autonomia para justificar seu posicionamento.
Seus principais argumentos passam a ser porte, 2,95 metros de entre-eixos, porta-malas de 665 litros, esterçamento das quatro rodas, acabamento e experiência interna.
É uma divisão interessante dentro da própria gama.
A Signature é essencialmente um grande SUV elétrico premium, enquanto a Performance transforma a mesma carroceria em um produto de desempenho excepcional.
Também considero importante observar a diferença entre as baterias.
A Signature combina LFP, 75 kWh e arquitetura de 400 V, enquanto a Performance utiliza NCM de 100 kWh e 800 V.
Não é simplesmente uma bateria maior: existe uma mudança significativa na capacidade elétrica e de recarga do veículo.
O número de 396 kW impressiona, mas existe uma questão prática: para aproveitar toda essa capacidade será necessária uma estação ultrarrápida compatível, infraestrutura ainda relativamente limitada no Brasil.
Mesmo assim, trabalhar com grande margem de potência na recarga pode permitir ao veículo sustentar velocidades elevadas de carregamento durante uma parte maior da curva, algo que teremos de verificar em testes.
A garantia também ajuda no posicionamento: são sete anos ou 150 mil km para o automóvel e oito anos ou 160 mil km para a bateria.
O maior desafio talvez não esteja no produto.
A IM estreia agora no País, justamente em um segmento no qual Volvo, BMW e Mercedes-Benz possuem reconhecimento de marca, enquanto BYD e Zeekr já avançaram rapidamente entre os elétricos premium chineses.
Por isso, rede, pós-venda, disponibilidade de peças e valor residual terão papel importante na construção da confiança do consumidor.
Pela ficha técnica, especialmente na Performance, o IM6 chega com argumentos suficientes para não ser tratado apenas como mais um SUV elétrico chinês.
Agora será necessário descobrir ao volante se os 752 cv, a suspensão pneumática e o esterçamento traseiro conseguem entregar comportamento dinâmico à altura dos números apresentados no papel.
Para acompanhar avaliações, autonomia real, recarga e comparativos dos novos elétricos premium, siga @tarcisiomecanicaonline.
RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
Preço: Signature custa R$ 368.990 e Performance R$ 439.990.
Desempenho: Performance entrega 752 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos.
Autonomia: são 348 km na Signature e 400 km na Performance pelo Inmetro.
Recarga: versão de 100 kWh aceita impressionantes 396 kW em corrente contínua.
Chassi: esterçamento das quatro rodas está disponível nas duas configurações.
Concorrência: Zeekr 7X, BYD Sealion 7 e Volvo EX40 estão entre as principais referências de comparação.
MECÂNICA ONLINE® — MECÂNICA DO JEITO QUE VOCÊ ENTENDE
Arquitetura de 800 V: sistema elétrico de alta tensão que permite trabalhar com grandes potências de carregamento e reduzir a corrente necessária para transmitir determinada quantidade de energia.
Esterçamento traseiro: sistema que modifica o ângulo das rodas posteriores para reduzir o espaço de manobra em baixa velocidade e melhorar a estabilidade em alta velocidade.
NCM: bateria de íons de lítio que utiliza níquel, cobalto e manganês na composição do cátodo, favorecendo elevada densidade energética.
LFP: bateria de fosfato de ferro-lítio, química bastante utilizada por sua estabilidade térmica e durabilidade.