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Brasileiro é finalista na disputa por estágio remunerado na ING Renault F1 Team

Software para otimização de desempenho coloca Gabriel de Paula Eduardo entre os sete finalistas

A Altran – líder no mercado europeu de Consultoria em Tecnologia e Inovação – acaba de anunciar os sete finalistas para o concorrido estágio remunerado da Altran Engineering Academy (Academia de Engenharia Altran), no Departamento de Engenharia da ING Renault F1 Team.

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Entre os projetos escolhidos para a etapa final está o brasileiro Gabriel de Paula Eduardo, de 27 anos, além de representantes de mais seis países: Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido e República Tcheca.

Além da apresentação dos projetos à equipe, os finalistas serão avaliados por características essenciais como excelência, humanidade e competitividade.

A proposta mais inovadora ganhará um estágio de seis meses, com direito a acomodação, carro da empresa e bolsa total de £ 6.500.

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“São valores como estes que geram o sucesso e garantem continuidade à nossa parceria, seja nas pistas ou nos boxes”, garante Patrick Dauga, presidente da Altran no Brasil.

Software otimiza desempenho na relação homem/máquina – Uma das tarefas mais difíceis nos carros de corrida é ajustá-los a diferentes pilotos e pistas para maximizar o desempenho deste complexo conjunto.

Pensando nisto, em sua tese de doutorado – a ser concluído na USP, em 2008 –, o engenheiro mecânico Gabriel de Paula Eduardo desenvolveu o projeto de um software de otimização, capaz de encontrar valores numéricos para todas as relações de interface entre piloto e carro.

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Ou seja, uma ferramenta que auxilia os engenheiros de equipe na busca de soluções mais eficientes para o ajuste dos comandos do piloto.

Eduardo explica que o objetivo do projeto é encontrar a relação ideal para que o piloto conduza o carro mais perto do limite de aderência.

“A ideia surgiu na minha tese de doutorado e grande parte foi desenvolvida quando eu estudava na Alemanha, no ano passado”, conta.

Como piloto e carro são itens extremamente complexos e complicados, Eduardo lembra que o equilíbrio entre homem e máquina exigem ferramentas bem sofisticadas.

Baseada em redes neurais, a ferramenta oferece um processo de aprendizagem por reforço, de acordo com o algoritmo genético.

“Minha base está em dois artifícios matemáticos fundamentados na natureza: a rede neural artificial, que tenta reproduzir fenômenos do sistema nervoso e ajuda a adequar a relação homem/máqina; e o algoritmo genético, que utiliza mecanismos da evolução da espécie para encontrar a função ótima”, detalha.

“Como escolher o ganho do pedal ou a relação de direção?” Ele exemplifica, lembrando que quando o piloto vira o volante, o pneu responde a este movimento. E esta relação entre a ação do piloto e o resultado obtido no carro pode ser ajustada para cada pista e competidor.

“Qual é a diferença entre Schumacher e Barrichello? A resposta é simples: o brasileiro não consegue levar o veículo até o limite de aderência. E isso pode ser melhorado se trabalharmos na interface do piloto com a máquina”, explica.

Com sua ferramenta, Eduardo garante que o piloto entenderá melhor o que acontece com a máquina e, assim, será capaz de obter o máximo desempenho do carro.

A Altran, companhia presente em 20 países, que fatura cerca de US$ 2 bilhões ao ano, mantém diversos programas de incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à inovação.

“Desde 2004, quando a Altran Engineering Academy foi criada, recebemos projetos do mundo todo, de profissionais que sonham em trabalhar em uma escuderia de ponta. Os vencedores das edições de 2004 e 2005, por exemplo, foram efetivados na ING Renault F1 Team”, lembra.

A Altran mantém especialistas na unidade de motores da ING Renault F1 Team, em Viry-Châtillon (França), e na fábrica de chassis, em Enstone (Inglaterra).

Segundo Dauga, a parceria entre a Altran e a escuderia francesa é um excelente exemplo da experiência e versatilidade da consultoria.

“Nossas atividades de consultoria em ciência e tecnologia casam perfeitamente com o universo hi-tech da Fórmula 1. E nossos resultados são medidos a cada Grande Prêmio”, completa o executivo.

Edição 2006 – um brasileiro na final – Entre os sete finalistas para a premiação de 2006, também havia um brasileiro: Raul Wolf Pedroso, com apenas 22 anos, na época.

O vencedor foi o sueco Gustav Kristiansson, com o projeto de uma técnica de sucção para diminuir o arrasto aerodinâmico. Mas, atualmente, Pedroso trabalha na fábrica de motores da Renault, em Curitiba (PR).

Fundada em 1982 na França, a Altran é líder no mercado europeu de Consultoria em Tecnologia e Inovação, destacando-se no setor como um dos maiores do mundo.

A Altran emprega mais de 17 mil colaboradores e mantém operações em 20 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília), China, Coréia, Espanha, EUA, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, México Portugal, Suécia, Suíça e Venezuela. Ao todo, a companhia reúne 180 subsidiárias.

Em 2006, o grupo faturou cerca de US$ 2 bilhões. Entre as empresas que compõem o grupo Altran, destacam-se Arthur D.Little, Cambridge Consultants, Hilson Moran, Control Solutions, Media Aerospace, Pr(i)me, DCE Consultants, Praxis, Synetics, SEGIME.

A empresa está presente no Brasil desde 1999, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, sob o comando de Patrick Dauga, executivo francês com mais de 20 anos de experiência na América Latina, Ásia, Europa e EUA.

A Altran do Brasil atua em quatro áreas: consultoria em Inovação e Engenharia (Altran Technologies e Altran TCBR); Consultoria em TI (Altran CIS), Conselho Estratégico (Arthur D.Little) e Comunicação (TDA Comunicação).

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