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IVECO BUS amplia presença no transporte urbano com motor de 280 cv
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IVECO BUS amplia presença no transporte urbano com motor de 280 cv

Chassi BUS 17-280 conquista operadores da Grande Curitiba, enquanto modelo de quatro cilindros chega em 2027.

Por Redação Mecânica Online®
15 min

A IVECO BUS amplia sua participação no transporte urbano e metropolitano brasileiro com novas operações do chassi BUS 17-280 na Grande Curitiba, além de entregas para Belo Horizonte e ingresso no mercado metropolitano do Rio de Janeiro. Produzido em Sete Lagoas, Minas Gerais, o modelo utiliza motor FPT N67 turbodiesel de seis cilindros, com 280 cv de potência e 950 Nm de torque, e oferece versões com suspensão metálica ou pneumática Full Air. Na região de Curitiba, empresas como Auto Viação São José dos Pinhais, Viação Castelo Branco e Viação do Sul destacam o desempenho e a adequação do conjunto às suas operações. A fabricante também prepara para 2027 a chegada do BUS 17-210, equipado com motor de quatro cilindros e 210 cv.

A renovação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos envolve uma combinação de fatores que vai muito além da potência do motor.

Consumo de diesel, disponibilidade mecânica, capacidade de transporte, conforto dos passageiros e facilidade de manutenção influenciam diretamente a escolha dos veículos pelas empresas operadoras.

É nesse cenário que a IVECO BUS amplia sua presença no transporte coletivo brasileiro, utilizando a experiência de clientes da Grande Curitiba para demonstrar a aplicação de seus chassis em diferentes condições de operação.

O principal produto dessa expansão é o BUS 17-280, modelo desenvolvido para serviços urbanos, metropolitanos, rodoviários e de fretamento.

São José dos Pinhais recebe sete ônibus IVECO BUS

A Auto Viação São José dos Pinhais, empresa fundada em 1929 e tradicional no transporte coletivo paranaense, incorporou sete unidades do BUS 17-280.

Os veículos operam na ligação entre Curitiba e São José dos Pinhais, uma das importantes rotas de deslocamento da Região Metropolitana.

A aquisição representa a entrada da IVECO BUS na frota da operadora.

Segundo Dante Franceschi Filho, diretor da Auto Viação São José dos Pinhais, o desempenho do motor de seis cilindros foi um dos fatores considerados durante a avaliação do produto.

O executivo destaca a aprovação dos motoristas em relação à entrega de potência e torque.

A empresa também avaliou o consumo de diesel e os custos relacionados ao ARLA 32, utilizado no sistema de controle de emissões.

Esses fatores possuem importância especial em operações urbanas, caracterizadas por partidas frequentes, paradas sucessivas e velocidades médias relativamente baixas.

Viação Castelo Branco amplia frota com seis unidades

A Viação Castelo Branco, integrante do Grupo Castelo Branco Transportes, também ampliou sua utilização dos chassis IVECO BUS.

A empresa já possui 47 veículos da marca em operações de fretamento e adquiriu outras seis unidades do BUS 17-280.

Os novos ônibus serão utilizados em linhas metropolitanas entre Campina Grande do Sul, Quatro Barras e Curitiba.

A operação apresenta características diferentes das linhas urbanas convencionais, incluindo deslocamentos entre municípios e utilização frequente em rodovias.

Segundo Danilo Alexandre Dias, gerente comercial e de expansão da Viação Castelo Branco, a experiência anterior com veículos da fabricante contribuiu para a decisão de ampliar a frota.

O executivo também destacou a importância do atendimento da rede de concessionários e do suporte da fábrica.

Em uma operação comercial, a disponibilidade de peças e a rapidez na manutenção podem ser tão relevantes quanto o consumo de combustível.

Um ônibus parado representa perda de capacidade operacional e pode exigir a utilização de veículos de reserva.

Viação do Sul avalia suspensão pneumática Full Air

A Viação do Sul utiliza o BUS 17-280 em linhas que conectam Curitiba aos municípios de Almirante Tamandaré, Itaperuçu e Rio Branco do Sul.

Segundo a operadora, os trajetos apresentam média de aproximadamente 70 quilômetros por viagem.

A empresa foi a primeira da Grande Curitiba a adquirir o modelo na configuração Full Air, equipada com suspensão pneumática.

Após seis meses de operação, a companhia relata resultados positivos em consumo, desempenho e manutenção.

Rodrigo Peres Cardoso de Sá, gerente de manutenção da Viação do Sul, destaca a robustez do chassi e o comportamento da suspensão.

A configuração pneumática utiliza elementos com ar pressurizado para sustentar a carroceria e absorver irregularidades do pavimento.

Essa solução pode melhorar o conforto dos passageiros, especialmente em vias com ondulações e desníveis.

Entretanto, também exige manutenção adequada de componentes como bolsas pneumáticas, válvulas, tubulações e compressor.

As avaliações divulgadas representam a experiência das operadoras, não resultados de ensaios comparativos independentes entre diferentes fabricantes.

Motor FPT N67 entrega 950 Nm de torque

O principal componente mecânico do BUS 17-280 é o motor FPT N67, pertencente à família NEF de propulsores diesel.

O conjunto possui seis cilindros em linha, cilindrada de 6,7 litros, turbocompressor com intercooler e injeção eletrônica Common Rail.

A potência máxima é de 280 cv a 2.500 rpm.

O torque máximo alcança 950 Nm, aproximadamente 96,9 kgfm, disponíveis em uma faixa de rotação que vai de 1.250 a 1.970 rpm, conforme as especificações da fabricante.

Essa característica é especialmente importante para ônibus urbanos e metropolitanos.

Durante uma arrancada com elevada quantidade de passageiros, o motor precisa movimentar uma massa considerável sem exigir rotações excessivamente altas.

Uma faixa ampla de torque também permite manter determinadas relações de marcha por mais tempo, reduzindo a necessidade de trocas.

O resultado pode favorecer o conforto e a eficiência, dependendo das condições de operação.

Downspeeding busca reduzir consumo de diesel

O BUS 17-280 utiliza uma estratégia de funcionamento conhecida como downspeeding.

O conceito consiste em aproveitar a capacidade do motor de produzir torque elevado em rotações relativamente baixas.

Em vez de exigir que o motor trabalhe constantemente em rotações elevadas, o conjunto mecânico busca operar em faixas mais favoráveis à eficiência.

Essa estratégia depende da combinação entre motor, transmissão e relação de diferencial.

No BUS 17-280, a ampla faixa de torque disponível contribui para esse objetivo.

A transmissão especificada para o modelo utiliza seis marchas, permitindo adequar a relação de transmissão às condições de condução.

Entretanto, a economia de combustível não depende apenas do motor.

Entre os fatores que influenciam o consumo estão lotação, topografia, velocidade média, congestionamentos, ar-condicionado e frequência de paradas.

Por isso, os resultados obtidos em uma linha não devem ser automaticamente reproduzidos em outras operações.

Sistema SCR utiliza ARLA 32 para controlar emissões

O motor FPT N67 atende às exigências da fase Proconve P8, equivalente em requisitos gerais ao padrão Euro 6 aplicado aos veículos comerciais.

Para controlar as emissões de óxidos de nitrogênio, utiliza a tecnologia Hi-eSCR, baseada na redução catalítica seletiva.

Nesse sistema, o ARLA 32 é dosado no fluxo de gases de escape.

O produto participa de reações químicas que permitem transformar parte dos óxidos de nitrogênio em substâncias menos prejudiciais, principalmente nitrogênio e vapor de água.

O conjunto trabalha em integração com sensores e gerenciamento eletrônico.

A FPT utiliza uma estratégia que dispensa a recirculação convencional de gases de escape por EGR nessa configuração.

O ARLA 32 não é misturado ao diesel: ele possui reservatório próprio e é utilizado no sistema de pós-tratamento dos gases.

Seu consumo representa um componente do custo operacional e deve ser considerado pelas empresas transportadoras.

BUS 17-280 oferece suspensão metálica ou Full Air

O chassi fabricado em Sete Lagoas pode receber suspensão metálica ou pneumática Full Air.

A suspensão metálica utiliza elementos elásticos convencionais para sustentar a estrutura e absorver as irregularidades do pavimento.

Já a configuração pneumática emprega bolsas de ar pressurizado, permitindo controlar determinadas características de altura e conforto.

Em ônibus urbanos, a suspensão pneumática pode oferecer vantagens importantes.

Além da redução de determinadas vibrações, alguns projetos permitem utilizar a função kneeling, que rebaixa a carroceria para facilitar o acesso dos passageiros.

Entretanto, a disponibilidade dessa função depende da configuração do veículo e dos equipamentos instalados.

A escolha entre suspensão metálica e pneumática envolve diferentes critérios operacionais.

A Full Air pode favorecer o conforto, enquanto a suspensão metálica apresenta uma arquitetura mais simples em determinadas aplicações.

O custo total de manutenção deve considerar as condições reais de utilização.

Capacidade pode chegar a 59 passageiros mais motorista

O BUS 17-280 possui Peso Bruto Total na faixa de 17 toneladas e foi desenvolvido para receber diferentes configurações de carroceria.

Segundo a IVECO BUS, o modelo pode transportar até 59 passageiros mais o motorista, conforme a aplicação e o projeto de encarroçamento mencionado no comunicado.

A capacidade efetiva depende da carroceria, da distribuição interna, dos equipamentos instalados e dos limites legais de peso.

O chassi atende a diferentes necessidades de transporte:

AplicaçãoCaracterísticas principais
UrbanoParadas frequentes, grande movimentação de passageiros e operação em baixas velocidades
MetropolitanoLigações entre municípios, com percursos urbanos e rodoviários
FretamentoTransporte de grupos, funcionários e passageiros em trajetos programados
RodoviárioDeslocamentos mais longos, com maior importância para conforto e estabilidade

A possibilidade de utilizar uma mesma base mecânica em aplicações diferentes permite ampliar o aproveitamento industrial do produto.

BUS 17-210 chega em 2027 com quatro cilindros

A expansão da IVECO BUS continuará em 2027 com a chegada do BUS 17-210, apresentado durante a Lat.Bus 2026.

O novo modelo marca a entrada da fabricante no segmento de chassis de 17 toneladas equipados com motores de quatro cilindros.

O propulsor escolhido é o FPT N45, integrante da família NEF.

Com aproximadamente 4,5 litros de cilindrada, o conjunto entrega 210 cv de potência e 720 Nm de torque.

A proposta é oferecer uma alternativa ao BUS 17-280 para operações que não exigem a mesma reserva de potência.

O projeto foi desenvolvido considerando as necessidades do transporte brasileiro, incluindo condições urbanas severas, alta lotação e funcionamento contínuo do ar-condicionado.

BUS 17-280 e BUS 17-210: diferenças mecânicas

CaracterísticaBUS 17-280BUS 17-210
MotorFPT N67FPT N45
Cilindros6 em linha4 em linha
Cilindrada6,7 litrosAproximadamente 4,5 litros
Potência máxima280 cv210 cv
Torque máximo950 Nm720 Nm
Classe de PBT17 toneladas17 toneladas
PropostaAplicações que exigem maior reserva de potência e torqueEquilíbrio entre desempenho e custos operacionais
Situação comercialEm operação no BrasilChegada prevista para 2027

O BUS 17-280 oferece 70 cv e 230 Nm adicionais em relação ao novo BUS 17-210.

Isso representa aproximadamente 33% mais potência e 32% mais torque.

Entretanto, maior potência não significa automaticamente melhor eficiência econômica em todas as operações.

Um ônibus com motor de quatro cilindros pode atender adequadamente a determinadas rotas, desde que sua capacidade seja compatível com a lotação e o relevo.

Por outro lado, trajetos mais exigentes podem justificar a maior reserva de torque do conjunto de seis cilindros.

Belo Horizonte e Rio de Janeiro entram na expansão

Além dos resultados apresentados no Paraná, a IVECO BUS amplia sua presença em outros mercados.

A fabricante informou que disponibilizou novas unidades destinadas ao transporte urbano de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A empresa também anunciou sua entrada em operações metropolitanas no Rio de Janeiro.

Esses movimentos reforçam a estratégia de aumentar a participação no transporte coletivo de passageiros.

A companhia não detalhou no comunicado a quantidade de veículos envolvida em cada uma dessas operações.

Também não apresentou indicadores comparativos de consumo ou disponibilidade das frotas nesses mercados.

Novo centro de peças recebeu investimento de R$ 93 milhões

O crescimento da operação comercial também exige uma estrutura capaz de atender às necessidades de manutenção das frotas.

Nesse contexto, o Iveco Group investiu R$ 93 milhões em um novo Centro de Distribuição de Peças em Pouso Alegre, Minas Gerais.

A instalação possui aproximadamente 20 mil metros quadrados e foi desenvolvida para ampliar a capacidade logística do grupo.

O objetivo é melhorar o abastecimento da rede de concessionárias e reduzir determinados prazos de fornecimento.

A disponibilidade de peças tem impacto direto na operação do transporte coletivo.

Um ônibus parado por falta de componentes pode comprometer a programação de viagens e aumentar os custos da empresa.

Por isso, o suporte pós-venda é um fator decisivo na avaliação do custo total de operação de uma frota.

A fabricante também oferece atendimento por meio de sua assistência 24 horas e da rede de concessionários.

Crédito das fotos: Curitiba – Ronaldo dos Santos (FotoFrotista); Belo Horizonte e Rio de Janeiro – Divulgação IVECO BUS

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A expansão da IVECO BUS no transporte urbano demonstra a importância de desenvolver conjuntos mecânicos adequados às características reais de cada operação.

No caso do BUS 17-280, o motor de seis cilindros apresenta uma vantagem importante: 950 Nm de torque disponíveis em uma ampla faixa de rotações.

Essa característica favorece a movimentação de ônibus com passageiros, especialmente em trajetos com subidas, paradas frequentes e retomadas constantes.

O conceito de downspeeding também merece atenção. Ao permitir que o motor opere em rotações mais baixas, a engenharia busca reduzir determinadas perdas e melhorar a eficiência.

Entretanto, a economia depende da compatibilidade entre motor, transmissão, relação de diferencial e perfil de utilização.

Outro aspecto relevante está no sistema de emissões. A tecnologia Hi-eSCR utiliza ARLA 32 para controlar óxidos de nitrogênio, permitindo atender às exigências ambientais da fase Proconve P8.

A utilização desse sistema exige abastecimento com produto adequado e manutenção dos componentes eletrônicos e catalíticos.

A experiência da Viação do Sul com a suspensão pneumática Full Air também é importante. Em operações metropolitanas, o conforto dos passageiros precisa ser equilibrado com durabilidade e facilidade de manutenção.

A suspensão a ar pode reduzir determinadas vibrações e melhorar o comportamento da carroceria, mas apresenta componentes adicionais que exigem procedimentos específicos de inspeção.

A chegada do BUS 17-210 em 2027 acrescentará outra possibilidade ao portfólio da marca.

O motor de quatro cilindros possui menor potência e torque, mas poderá atender operações em que a prioridade esteja no equilíbrio entre desempenho e custo operacional.

A escolha entre 210 cv e 280 cv precisa considerar o percurso, a lotação, a topografia e a frequência das paradas, e não apenas o número de cavalos.

Também é importante destacar que o custo de um ônibus não termina na aquisição.

Consumo de combustível, manutenção, pneus, disponibilidade de peças e tempo de imobilização influenciam diretamente a rentabilidade das empresas.

O investimento do Iveco Group em logística de peças representa uma iniciativa relevante nesse contexto, mas seus resultados precisarão ser observados na redução efetiva dos prazos de atendimento.

O diferencial de um chassi para transporte coletivo está na capacidade de manter produtividade e confiabilidade durante milhares de horas de operação, oferecendo desempenho adequado ao menor custo total possível.

A ampliação da IVECO BUS na Grande Curitiba, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro mostra a estratégia da fabricante de conquistar esse mercado por meio de diferentes soluções mecânicas e suporte às operadoras.

Para acompanhar IVECO BUS, ônibus, motores diesel, transporte coletivo e tecnologia automotiva, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • Sete unidades – Quantidade de BUS 17-280 incorporada pela Auto Viação São José dos Pinhais.
  • Seis unidades – Novos ônibus adquiridos pela Viação Castelo Branco para operação metropolitana.
  • 280 cv – Potência máxima do motor FPT N67 de seis cilindros.
  • 950 Nm – Torque máximo do BUS 17-280.
  • Full Air – Configuração de suspensão pneumática utilizada pela Viação do Sul.
  • 210 cv – Potência do BUS 17-210, previsto para 2027.
  • R$ 93 milhões – Investimento no centro de distribuição de peças em Pouso Alegre.
  • 20 mil m² – Área da nova estrutura logística do Iveco Group.

Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende

  • Downspeeding – Estratégia que busca aproveitar o torque do motor em rotações mais baixas para melhorar a eficiência.
  • Common Rail – Sistema de injeção eletrônica de diesel que utiliza um acumulador de alta pressão para alimentar os injetores.
  • Suspensão Full Air – Suspensão pneumática que utiliza bolsas de ar pressurizado para sustentar o veículo e absorver irregularidades.
  • Hi-eSCR – Sistema de pós-tratamento que utiliza redução catalítica seletiva para controlar emissões de óxidos de nitrogênio.
  • Custo total de operação (TCO) – Soma dos custos associados à aquisição, combustível, manutenção e utilização de um veículo durante sua vida operacional.
IVECO BUS amplia presença no transporte urbano com motor de 280 cv
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