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Volvo já realizou mais de 7 mil testes de colisão em 26 anos
Engenharia

Volvo já realizou mais de 7 mil testes de colisão em 26 anos

Centro de segurança na Suécia reproduz impactos de até 120 km/h e utiliza simulações digitais para desenvolver veículos mais seguros.

Por Redação Mecânica Online®
19 min

A Volvo Cars completou 26 anos de operação de seu centro de segurança em Gotemburgo, na Suécia, com mais de 7 mil testes de colisão realizados desde a inauguração, em 29 de março de 2000. O Volvo Cars Safety Centre utiliza duas pistas de ensaio, com 108 e 154 metros, para reproduzir acidentes em diferentes velocidades e ângulos, incluindo impactos de até 120 km/h. A estrutura também possui uma barreira móvel de 850 toneladas, equipamentos que simulam colisões com animais de grande porte e instalações para testes de capotamento e saída de pista. Além dos ensaios físicos, a fabricante utiliza milhares de simulações computadorizadas e modelos virtuais do corpo humano para compreender como diferentes ocupantes reagem aos impactos. O objetivo é desenvolver soluções de proteção que ultrapassem as exigências regulamentares e considerem situações reais de trânsito.

A segurança automotiva depende de muito mais do que a quantidade de airbags ou dos resultados obtidos em avaliações padronizadas.

Para compreender o comportamento de um automóvel durante um acidente, é necessário estudar a deformação da carroceria, a atuação dos sistemas de retenção e os esforços transmitidos ao corpo dos ocupantes.

Essa investigação envolve engenharia estrutural, biomecânica, eletrônica e análise de dados.

É com essa proposta que funciona o Volvo Cars Safety Centre, laboratório de testes inaugurado em 29 de março de 2000, em Gotemburgo.

A instalação foi aberta pelo rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, na cidade onde começou a história industrial da Volvo.

Foi em Gotemburgo que, em 14 de abril de 1927, o primeiro automóvel da fabricante deixou a linha de produção.

Quase um século depois, a empresa continua utilizando pesquisas de segurança como parte central do desenvolvimento de seus veículos.

Centro de segurança destrói, em média, pelo menos um Volvo por dia

Segundo a Volvo Cars, o laboratório realiza, em média, testes de colisão envolvendo pelo menos um veículo novo por dia.

Desde sua inauguração, foram realizados mais de 7 mil ensaios físicos, destinados a investigar diferentes situações de acidentes.

Os testes permitem acompanhar como os componentes estruturais reagem aos impactos.

Também ajudam a identificar condições que podem provocar ferimentos nos ocupantes.

O trabalho não se limita às colisões exigidas pelos programas oficiais de avaliação.

A Volvo desenvolve procedimentos próprios para investigar situações específicas, incluindo acidentes com diferentes ângulos, velocidades e características de impacto.

O objetivo não é simplesmente destruir veículos, mas transformar os resultados dos ensaios em informações para a engenharia.

Os dados obtidos são utilizados no desenvolvimento de estruturas, sistemas de retenção e tecnologias destinadas a reduzir a gravidade dos acidentes.

Duas pistas reproduzem diferentes tipos de colisão

Uma das principais características do Volvo Cars Safety Centre está na estrutura utilizada para movimentar os automóveis antes dos impactos.

O laboratório possui duas pistas, com 108 e 154 metros de comprimento.

A pista mais curta é móvel e pode ser posicionada em ângulos entre 0 e 90 graus.

Essa configuração permite modificar a direção relativa dos veículos durante os ensaios.

Na prática, os engenheiros conseguem reproduzir colisões frontais, laterais e oblíquas, além de situações envolvendo dois automóveis em movimento.

A flexibilidade é importante porque os acidentes reais não acontecem sempre nas condições previstas pelos testes padronizados.

Em uma colisão oblíqua, por exemplo, a distribuição das forças pode ser diferente daquela observada em um impacto frontal perfeitamente alinhado.

A direção do impacto influencia o caminho percorrido pelas cargas através da estrutura do veículo e os movimentos dos ocupantes.

Por isso, testar diferentes ângulos contribui para ampliar o conhecimento sobre o comportamento da carroceria.

Impactos podem alcançar 120 km/h

O laboratório permite realizar testes com veículos em velocidades de até 120 km/h.

A velocidade possui influência fundamental na energia envolvida em uma colisão.

Em termos físicos, a energia cinética de um objeto em movimento depende de sua massa e do quadrado de sua velocidade.

A relação é representada pela expressão:

Energia cinética = ½ × massa × velocidade²

Isso significa que, mantendo a massa constante, dobrar a velocidade quadruplica a energia cinética.

Entretanto, a gravidade de uma colisão não pode ser determinada apenas pela velocidade indicada no teste.

Também precisam ser considerados a massa dos veículos, a direção do impacto, a deformação das estruturas e as condições de desaceleração.

Uma colisão contra uma barreira rígida apresenta características diferentes de um acidente envolvendo dois veículos com estruturas deformáveis.

O comportamento dos ocupantes também depende da atuação dos cintos, airbags e demais sistemas de retenção.

Barreira de 850 toneladas permite simular impactos extremos

Na área principal do laboratório existe uma barreira de impacto com massa de 850 toneladas.

A estrutura é utilizada em diferentes configurações de ensaio.

Apesar de sua massa elevada, a barreira pode ser deslocada quando necessário, utilizando um sistema de colchões de ar.

Essa solução facilita o posicionamento do equipamento dentro do laboratório.

A barreira funciona como referência para reproduzir determinadas condições de impacto.

Dependendo do objetivo, os engenheiros utilizam diferentes superfícies e obstáculos.

O centro possui aproximadamente duas dezenas de barreiras fixas e móveis, ampliando a variedade de situações que podem ser estudadas.

A seleção do obstáculo depende do comportamento que se pretende investigar.

Uma barreira rígida, uma estrutura deformável e outro veículo podem produzir respostas diferentes na carroceria durante uma colisão.

Por isso, a variedade de equipamentos é importante para o desenvolvimento de sistemas de segurança.

Como a carroceria protege os ocupantes em uma colisão?

Uma das principais funções da engenharia estrutural é administrar a energia envolvida no acidente.

Durante uma colisão, determinadas regiões da carroceria são projetadas para sofrer deformações controladas.

A finalidade é absorver parte da energia e administrar a desaceleração.

Ao mesmo tempo, a estrutura precisa preservar, dentro dos limites do projeto, o espaço destinado aos ocupantes.

Esse equilíbrio representa um dos desafios da segurança passiva.

Uma estrutura excessivamente rígida em determinadas regiões pode transmitir desacelerações elevadas aos ocupantes.

Por outro lado, deformações excessivas em áreas próximas à cabine podem comprometer o espaço de sobrevivência.

A segurança depende da distribuição dos esforços e da integração entre carroceria, cintos, airbags e bancos.

Os ensaios realizados no Safety Centre permitem verificar se o comportamento estrutural corresponde ao previsto durante o desenvolvimento.

Testes também simulam capotamentos e saídas de pista

Além das colisões realizadas dentro do laboratório, a Volvo utiliza uma área externa destinada a ensaios especiais.

Entre eles estão testes de capotamento e situações que reproduzem a saída de um veículo da pista.

Em determinados procedimentos, os automóveis são lançados em direção a uma vala, simulando condições de acidentes rodoviários.

Esse tipo de ensaio permite investigar esforços que não aparecem necessariamente em colisões frontais ou laterais convencionais.

Durante um capotamento, por exemplo, a carroceria pode receber cargas em diferentes direções.

O teto, as colunas e os sistemas de retenção precisam contribuir para a proteção dos ocupantes.

Já nas saídas de pista, o veículo pode encontrar obstáculos ou sofrer mudanças bruscas de direção e velocidade.

A análise desses cenários amplia o desenvolvimento da segurança para situações que vão além dos impactos padronizados.

Volvo já lançou carros de uma altura de 30 metros

Entre os testes mais impressionantes realizados pela fabricante está o lançamento de veículos novos de uma altura de 30 metros.

A distância equivale aproximadamente à altura de um edifício de sete andares, conforme a comparação utilizada pela Volvo.

O procedimento foi desenvolvido para reproduzir danos estruturais severos encontrados em determinados acidentes extremos.

O objetivo não era demonstrar que os ocupantes poderiam sobreviver a qualquer queda dessa magnitude.

A finalidade principal foi criar veículos com deformações intensas para apoiar o treinamento de equipes de resgate.

Durante acidentes graves, partes da carroceria podem ficar comprimidas ou deformadas, dificultando o acesso aos ocupantes.

A remoção de portas, colunas ou componentes internos pode exigir equipamentos especiais.

Os veículos utilizados nesses testes permitiram desenvolver situações realistas para o treinamento de procedimentos de salvamento.

A iniciativa também demonstra como o conhecimento obtido nos ensaios pode beneficiar profissionais que trabalham no atendimento aos acidentes.

Estrutura que simula um alce reproduz acidentes com animais

Outro equipamento utilizado no laboratório representa um alce, animal de grande porte encontrado em regiões da Escandinávia.

A estrutura permite investigar determinadas situações de colisão envolvendo animais.

Esse tipo de acidente apresenta características próprias.

Dependendo da altura e da massa do animal, parte dos esforços pode atingir regiões superiores da carroceria.

Isso diferencia determinados impactos com animais grandes daqueles envolvendo obstáculos mais baixos.

A engenharia precisa considerar a possibilidade de contato com o para-brisa, as colunas e outras regiões próximas à cabine.

Entretanto, a presença do simulador não significa que todos os impactos com animais apresentem o mesmo comportamento.

As consequências dependem da velocidade, da posição do animal e das características do veículo.

O recurso amplia a diversidade dos cenários analisados pela Volvo.

Bonecos de testes registram forças sobre o corpo humano

Durante os ensaios, os veículos são equipados com sensores e instrumentos de medição.

Os bonecos utilizados para reproduzir os ocupantes, conhecidos como dummies, também possuem sensores.

Esses dispositivos permitem acompanhar os esforços registrados em determinadas regiões do corpo durante o impacto.

Entre as grandezas analisadas podem estar acelerações, forças e movimentos relativos.

As informações ajudam a compreender como a desaceleração e os sistemas de retenção afetam os ocupantes.

Os dummies são desenvolvidos para reproduzir determinadas características mecânicas do corpo humano.

Entretanto, cada modelo possui limitações relacionadas às dimensões e condições que representa.

Por isso, os fabricantes utilizam diferentes configurações e procedimentos de avaliação.

Um teste que apresenta bons resultados para determinado tipo de ocupante não garante automaticamente proteção idêntica para todas as pessoas.

É nesse ponto que as simulações digitais ganham importância.

Modelos virtuais estudam diferentes corpos humanos

A Volvo utiliza modelos computacionais conhecidos como Human Body Models, ou modelos do corpo humano.

Essas representações digitais permitem investigar como diferentes estruturas anatômicas podem responder aos esforços de uma colisão.

A tecnologia considera variações relacionadas a características corporais, incluindo dimensões e formas.

O objetivo é ampliar as possibilidades de análise além das configurações disponíveis nos bonecos físicos.

Nos modelos digitais, os engenheiros podem estudar o comportamento de diferentes regiões do corpo em condições específicas de impacto.

Isso contribui para avaliar a interação entre ocupantes, bancos, cintos e airbags.

A Volvo destaca que a utilização desses recursos permite considerar uma diversidade maior de pessoas.

Entretanto, os modelos virtuais precisam ser validados com informações experimentais e não reproduzem perfeitamente todas as características biológicas de um indivíduo real.

O valor da tecnologia está na ampliação das possibilidades de investigação.

Milhares de simulações antecedem cada teste físico

Antes de um automóvel chegar ao laboratório para um ensaio de colisão, seu projeto já passou por milhares de simulações digitais.

Os engenheiros utilizam modelos computadorizados para prever o comportamento da carroceria e dos componentes.

Entre as ferramentas disponíveis na engenharia automotiva estão técnicas de análise estrutural, como o método dos elementos finitos.

Esse método divide uma estrutura complexa em pequenas regiões matemáticas.

A partir delas, o programa calcula como o conjunto pode reagir às solicitações aplicadas.

Nas simulações de colisão, é possível investigar deformações, deslocamentos e distribuição de esforços.

Os resultados ajudam a identificar regiões que precisam de modificações.

Entretanto, a simulação digital não elimina a necessidade de testes físicos.

O ensaio real permite verificar se o comportamento observado corresponde ao previsto no modelo computacional.

As diferenças encontradas podem contribuir para aperfeiçoar as simulações seguintes.

Câmeras de alta definição registram detalhes dos impactos

O Safety Centre também utiliza dezenas de câmeras de alta definição para registrar as colisões.

As imagens permitem acompanhar movimentos que acontecem em intervalos extremamente curtos.

Durante um acidente, a deformação de componentes estruturais e o acionamento dos sistemas de retenção ocorrem rapidamente.

A gravação dos diferentes ângulos ajuda os engenheiros a compreender a sequência de eventos.

Também permite relacionar as imagens aos dados coletados pelos sensores.

Essa combinação facilita a identificação de possíveis diferenças entre o comportamento previsto e o observado.

A análise de uma colisão exige considerar tanto os dados numéricos quanto os movimentos efetivamente registrados durante o impacto.

Por isso, os sistemas de medição e filmagem trabalham de maneira integrada.

Carros elétricos exigem procedimentos específicos de segurança

A eletrificação acrescentou novas exigências aos laboratórios de colisão.

Nos veículos totalmente elétricos e híbridos plug-in, existe uma bateria de alta tensão que precisa ser considerada durante os ensaios.

Além de avaliar a proteção dos ocupantes, a engenharia precisa analisar o comportamento dos componentes elétricos.

Entre as preocupações estão a integridade da bateria, o isolamento dos circuitos e os riscos associados a danos mecânicos.

O Safety Centre foi preparado para realizar testes de colisão com veículos elétricos.

Os procedimentos exigem equipamentos e protocolos específicos.

A proteção da bateria não depende apenas da resistência de seu invólucro, mas também da localização, da estrutura do veículo e dos sistemas de gerenciamento elétrico.

Em uma colisão, o automóvel também pode utilizar mecanismos destinados a desenergizar determinados circuitos.

Entretanto, o funcionamento desses sistemas depende da arquitetura de cada modelo.

Segurança ativa e passiva trabalham de maneira complementar

A Volvo utiliza os resultados dos testes para desenvolver tecnologias de segurança.

É importante diferenciar duas grandes categorias.

A segurança passiva envolve recursos destinados a proteger os ocupantes quando o acidente acontece.

Entre eles estão a estrutura da carroceria, os cintos de segurança e os airbags.

Já a segurança ativa reúne sistemas destinados a ajudar o motorista a evitar ou reduzir a gravidade de determinadas situações.

Nessa categoria estão recursos como frenagem automática de emergência, controle eletrônico de estabilidade e sistemas de assistência à condução.

A integração entre essas tecnologias representa um dos principais objetivos da engenharia moderna.

Entretanto, nenhum desses recursos elimina completamente os riscos.

A segurança de um veículo depende da combinação entre projeto, condições de utilização, comportamento do motorista e circunstâncias do acidente.

Volvo busca eliminar mortes e ferimentos graves em seus carros

A fabricante mantém como objetivo de longo prazo alcançar um futuro no qual ninguém perca a vida ou sofra ferimentos graves a bordo de um novo Volvo.

Essa ambição orienta diferentes atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Entretanto, trata-se de uma meta de segurança, não de um resultado já alcançado ou de uma garantia de ausência de vítimas.

Acidentes reais envolvem variáveis que não podem ser eliminadas integralmente pelo projeto do automóvel.

A velocidade, o uso correto dos cintos, as condições das vias e a interação com outros veículos influenciam os resultados.

Por isso, a Volvo combina estudos de acidentes reais, simulações digitais e ensaios físicos.

A proposta é identificar situações que possam orientar melhorias futuras.

Volvo utiliza campanha “Já Volto” para conscientização

No Brasil, a fabricante também relaciona suas pesquisas de segurança a ações de conscientização.

Durante a Semana Nacional do Trânsito, em setembro de 2026, a Volvo desenvolveu o projeto “Já Volto”.

A campanha utiliza uma expressão comum do cotidiano para destacar a importância de retornar em segurança depois de qualquer deslocamento.

Segundo Felipe Yagi, Head de Marketing, Consumer Experience e Comunicação da Volvo Cars para o Brasil e América Latina, o compromisso da fabricante envolve compreender as causas dos acidentes e desenvolver tecnologias capazes de reduzir seus efeitos.

O executivo também destaca a importância de considerar diferentes características corporais durante os testes.

A utilização de dummies e modelos virtuais permite ampliar a análise de como os ocupantes respondem às colisões.

Volvo Cars Safety Centre: principais números

IndicadorCaracterística
Inauguração29 de março de 2000
LocalizaçãoGotemburgo, Suécia
Tempo de operação em 202626 anos
Testes físicos acumuladosMais de 7.000
Pista principal154 metros
Pista móvel108 metros
Movimentação angular da pista0° a 90°
Velocidade máxima de ensaio anunciada120 km/h
Massa da barreira principal850 toneladas
Altura de queda em teste especial30 metros
Barreiras disponíveisAproximadamente duas dezenas
Simulações digitaisMilhares antes dos ensaios físicos

Os indicadores demonstram a capacidade da instalação de reproduzir diferentes situações de acidentes.

Entretanto, o número de testes não deve ser utilizado isoladamente como indicador da segurança de um automóvel.

A relevância está na qualidade dos procedimentos, na análise dos resultados e na aplicação do conhecimento ao desenvolvimento dos veículos.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Os 26 anos do Volvo Cars Safety Centre demonstram como a segurança automotiva depende de uma combinação entre engenharia mecânica, pesquisa científica e análise de acidentes reais.

O aspecto mais importante não está apenas na quantidade de veículos submetidos aos testes.

A principal contribuição está na capacidade de compreender como a energia de uma colisão se transforma em deformações estruturais e esforços sobre os ocupantes.

Quando um automóvel sofre um impacto, sua energia cinética precisa ser dissipada.

Parte dessa energia é absorvida pelas deformações da carroceria.

Outra parcela participa dos movimentos e das solicitações sobre os componentes internos.

Por isso, a engenharia procura desenvolver regiões capazes de administrar os esforços e preservar o espaço destinado aos ocupantes.

A presença de uma barreira de 850 toneladas e de pistas que permitem impactos em diferentes ângulos amplia as possibilidades de estudo.

Entretanto, uma colisão real pode apresentar características bastante diferentes daquelas encontradas em um teste padronizado.

É por isso que os ensaios envolvendo capotamentos, saídas de pista e colisões oblíquas possuem importância.

Outro avanço relevante está na utilização dos modelos virtuais do corpo humano.

Durante muitos anos, a segurança automotiva utilizou principalmente bonecos de testes que reproduziam determinados padrões corporais.

A evolução das simulações permite investigar uma variedade maior de características físicas.

Esse conhecimento é fundamental porque pessoas com diferentes dimensões corporais podem apresentar respostas distintas ao mesmo impacto.

A integração entre testes físicos e simulações computadorizadas também merece destaque.

O método permite estudar diferentes possibilidades antes da construção de protótipos físicos.

Entretanto, a validação prática continua essencial para confirmar os resultados.

A eletrificação acrescenta outra dimensão ao processo.

Nos automóveis elétricos, a proteção da bateria de alta tensão precisa ser considerada em conjunto com a segurança dos ocupantes.

Isso exige procedimentos específicos de análise estrutural e segurança elétrica.

Também é importante destacar que nenhum automóvel pode oferecer proteção absoluta.

Mesmo sistemas avançados possuem limitações, e as consequências de um acidente dependem de diversos fatores.

O compromisso de eliminar mortes e ferimentos graves representa uma meta de desenvolvimento, não uma condição já garantida pelos veículos.

A experiência acumulada pelo laboratório mostra que a segurança precisa ser continuamente aperfeiçoada.

Cada novo projeto introduz características diferentes de carroceria, massa, bateria e equipamentos eletrônicos.

Essas mudanças exigem novos procedimentos de avaliação.

O maior valor de um centro de testes como o da Volvo está em transformar acidentes estudados em soluções técnicas que possam reduzir a gravidade das colisões futuras.

Para acompanhar Volvo, segurança automotiva, testes de colisão, engenharia veicular e tecnologias de proteção, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • 29 de março de 2000 – Data de inauguração do Volvo Cars Safety Centre.
  • Mais de 7 mil – Testes de colisão acumulados pela instalação, segundo a fabricante.
  • 108 e 154 metros – Comprimentos das duas pistas de ensaio.
  • 120 km/h – Velocidade máxima de impacto anunciada para os testes.
  • 850 toneladas – Massa da principal barreira de colisão.
  • 30 metros – Altura utilizada em um ensaio especial destinado ao treinamento de equipes de resgate.
  • Human Body Models – Modelos virtuais que ajudam a estudar diferentes características do corpo humano.
  • Veículos elétricos – Também passam por ensaios específicos para avaliar a proteção dos sistemas de alta tensão.

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  • Crash test – Ensaio de colisão realizado em condições controladas para avaliar o comportamento do veículo e dos sistemas de proteção.
  • Energia cinética – Energia associada ao movimento de um corpo, influenciada por sua massa e pelo quadrado da velocidade.
  • Zona de deformação programada – Região da carroceria desenvolvida para administrar parte da energia durante um impacto.
  • Dummy – Boneco instrumentado utilizado para medir esforços e movimentos durante testes de colisão.
  • Human Body Model – Representação computacional do corpo humano utilizada para analisar respostas biomecânicas a diferentes impactos.
Volvo já realizou mais de 7 mil testes de colisão em 26 anos